O papel social da Igreja

*Por Deive Ulhoa

“A Igreja devia abrir suas portas mais dias da semana para acolher quem precisa de ajuda”. Essa foi a frase que ouvi recentemente de uma apresentadora de TV. O Programa discutia o papel social da Igreja e reunia diferentes convidados numa roda de conversa.

Pensando sobre essa frase, cheguei a conclusão que essa Igreja já existe. Ela fica aberta não só  alguns dias da semana, mas de domingo a domingo, 24 horas por dia, em vários cantos da cidade. Inclusive, ela esteve reunida no último oito de março em um lugar nada convencional, o Presídio Feminino Auri Moura Costa. Lá cerca de 20 pessoas decidiram comemorar  o “Dia Internacional da Mulher” de uma forma diferente, levando auto-estima, carinho, palavras de fé e consolo para as detentas da creche. No dia 24 desse mês essa mesma Igreja promoverá uma série de oficinas socioeducativas, serviços na área da saúde e atividades de interação para mulheres residentes no bairro Santa Fé, periferia de Fortaleza. E no último sábado do mês visitará um abrigo de crianças à espera de adoção, na tentativa de proporcionar momentos de alegria para quem tanto precisa de amor e atenção.

Esses são apenas exemplos de uma Igreja que, individual ou coletivamente, não está à espera, mas sim à procura. As suas portas estão sempre abertas para acolher quem mais precisa, e estas não são necessariamente portas físicas, mas as do coração. Uma Igreja que não se limita a prédios, estruturas e ritos, onde os paradigmas da sacralização do templo e do sacerdote, bem como  o relativo a institucionalização das práticas sociais, dão lugar a pessoas conscientes e inspiradas pela vida e obra de Jesus.

Seria essa uma Igreja perfeita, então?! Não, não, longe disso. É apenas um corpo conexo que ousa transcender barreiras, muros e quaisquer limites, buscando atender o seu chamado  bíblico: “ Amar o próximo como a si mesmo”. Esse, sem dúvidas, é o mais importante papel social da Igreja aqui na terra.

(*Deive Ulhôa é casada, mãe e assistente social voluntária do Alcance Social, iniciativa da Igreja Batista Central de Fortaleza que apoia ações solidárias)

Um comentário sobre “O papel social da Igreja

  1. Concordo em genero,numero e grau, se as pessoas deixasse de ser menos indivualista isso ate msm dentro das igrejas ,seja evangelica ou catolica e tivesse AMOR , o Espirito Santo mesmo agindo em sua vida ia deixar de criticar e ver as pessoas como fonte de cresimento de alguma forma, precisamos para de julgar as pessoas como estao vestidas ou por questoes financeiras e criar sutiações para que se mude a sua condição humana deixar de olhar pro “COITADINHO” e exergar ali uma pessoa sem oportunidade ou que naquela pessoa existe possibilidades de mudança de Vida, agindo assim cada um com sua forma de ajudar ,seja como for , nas suas condições , financeiras ou até mesmo com uma palavra de incentivo, nao teriamos tantas pessoas revoltadas e agindo como animais na sociedade, Sociedade essa que so exerga imagem , moda e Mídia, vale o que eu tenho nao o que eu sou ou possa ser, jogo de interesses ,por isso estamos presos dentro de nossas proprias casas, pq usamos as pessoas e nao as respeitamos como ser humanos . Não sei se estou certa ou errada ,mais para mim o pior preconceito é o social…..é desumano e totalmente sem Amor ao Proximo .

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