O lado B da Pichação

Detalhe que modifica a paisagem urbana
Detalhe que modifica a paisagem urbana

Não é difícil se deparar com pichações na cidade. Elas estão em toda a parte. Muros, prédios e até monumentos históricos. Matérias registram o vandalismo e a reclamação da população que cobra de órgãos públicos as medidas necessárias.

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Enquanto órgãos públicos pintam novamente muros públicos e restauram monumentos que são patrimônio histórico da cidade, civis que participam de projeto social trabalham na prevenção de novos pichadores e, resgate da cidadania de quem perdeu o sentimento de pertencer a cidade onde mora.
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Porque na contramão da pichação está o graffiti. Uma intervenção urbana que trilha caminho bem diferente. O graffiti costuma ser mais elaborado. Com inscrições ou desenhos feitos com técnicas e conceitos estéticos e é mais reconhecido como forma de expressão artística, e pode utilizar uma infinidade de materiais como spray, latas de tinta, stêncil, giz entre outros. Os artistas abordam questões sobre crítica social e política, mas sempre usam um conceito artístico em sua execução.
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Intervenção urbana com arte e mensagem social
Intervenção urbana com arte e mensagem social

Visando inserir essa arte na comunidade do Ancuri, cerca de 40 adolescentes (entre 12 e 18 anos) se reúnem aos sábados pela manhã na Igreja Batista Central (IBC). O objetivo é concluir o curso Ecograffiti. A primeira turma recebeu a proposta de revitalizar alguns muros da comunidade Santa Fé, através da elaboração coletiva de um grande painel de graffiti com mensagens de reflexão sobre a problemática ambiental.

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Durante o mês de março entra na sua etapa final. Bullan, o instrutor do curso, junto com membros da IBC, tem instigado a criatividade dos adolescentes e jovens, retomando discussões sobre os malefícios da deposição de lixo em locais indevidos, a responsabilidade compartilhada entre cidadão e poder público, a importância de ações de educação ambiental e a relevância do painel de graffiti nesse contexto.
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De acordo com Deive Ulhôa, coordenadora do Projeto e Assistente Social, o curso iniciou no final de setembro de 2012 e, ao longo desses quase seis meses, os integrantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor a cultura rip-rop, a diferença entre pichação e grafitagem, técnicas básicas de desenho, estilos e técnicas de graffiti, além de refletir sobre questões sociais presentes no cotidiano da região, que é o caso da problemática socioambiental, das drogas e da pichação. “O intuito é sensibilizar os meninos para verdadeira essência do graffiti, a fim de conduzí-los a executar este tipo de arte nas ruas de forma legal e correta, como também trabalhar temas relativos a cidadania, espiritualidade, convivência, entre outros temas”, ressalta Deive.
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Serviço
Curso EcoGraffiti
Local: Rua do Cruzeiro, 401 – Ancuri
Horário: Sábado, pela manhã.
Saiba mais acessando aqui

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