Combate à exploração e violência sexual contra crianças – causa ou efeito

Nossa cidade está no ranking das preferidas pelo turismos sexual. Tal marca envolve uma cadeia de instituições e indivíduos que sobrevivem da exploração já denunciada por CPIs, ONGs, grupos religiosos etc.

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará -Sejus divulga que no ano passado foram registrados 15.345 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, isso sem contar os milhares que permanecem na tortura do silêncio, amargando traumas e  revoltas que os marcarão para o resto da vida.

Toda e qualquer mobilização da Sejus, da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, do Juizado da infância e da Juventude e da Polícia Militar não deixa de ser louvável, porém, todas estas instituições sabem onde estão os focos, os nichos e os abrigos sofisticados que se constituem numa rede de atração para os turistas do sexo.

Não fora pela sabida e íntima ligação dos poderosos negociantes do tráfico de crianças com estabelecimentos, serviços e cartéis que operam no quintal da beira-mar, seria justificada a ação preventiva desta operação conjunta.

No entanto, abordar crianças nas ruas ou nas esquinas da nossa cidade é como acabar com a ameaça nuclear da Coréia do Norte abordando os atletas da sua seleção, que seriam derretidos com o resto da humanidade pelos comandantes daquele país.

A prevenção deveria começar pelo mutirão pró-família, revendo o modelo proposto por essa sociedade que estimula a pornografia, a sensualidade, a bandalheira cantada, coisificando o ser humano, despindo as crianças e entregando-as a uma mídia violenta que as transformam em objeto de desejo.

O poder público promove a liberação geral, distribui o símbolo do estímulo sexual sob o pretexto de prevenção, como se este fosse o único método, como se não soubéssemos da indústria que engorda o bolso de muitos e os seus próprios cofres.

Sexualidade virou tema do Jardim de Infância, dos livros didáticos e das cartilhas distribuídas em nome da defesa da minoria. O estímulo é precoce e recebe o selo dos que fazem de conta que estão combatendo a exploração pelo viés do sintoma, enquanto se apresentam como agentes maiores da causa – uma sociedade pós-moderna, sem temor a Deus, sem ética, sem moral e sem noção do que se colhe quando se implode o modelo familiar cristão.

3 thoughts on “Combate à exploração e violência sexual contra crianças – causa ou efeito

  1. Esse é meu pastor, um cara que pensa, pondera e tem coragem de falar o que tem que ser dito. Um homem que submete suas opiniões ao crivo da Palavra de Deus, que consegue expor e criticar com firmeza, sem ter necessariamente que atacar e ferir. Parabéns pelo post, Pr. Armando.

  2. Assino embaixo. Deve-se combater veementemente estes trogloditas que aliciam e “agenciam” estas crianças. Vergonhoso ver transitando (sem nenhuma preocupação) gringos de idade já avançada com moreninhas nativas que nem tem o corpo formado direito na cara de todos e ninguém faz nada.

    Tem que haver iniciativas sérias para combater tanto a causa (núcleo familiar desestruturado) como o efeito (turismo sexual de crianças).

    Parabéns pelo texto!

  3. Clamemos ao Deus da história, para que as famílias desestruturadas, encontrem na pessoa do Senhor Jesus a forma de caminhar com dignidade; e os homens inescrupulosos, impiedosos, tb. sejam alcançados pela misericórdia e graça de Deus, para serem sarados.
    Humanamente, é impossível restauração, mas a Deus tudo é possível.

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