O Povo Online – Cotidiano e Fé
A tristeza que constrói
Postado em 31 de julho de 2010 às 10:48 por Síria Giovenardi
Um dia desses acordei triste, muito triste. Passei o dia ensimesmada, desanimada, sem voz, sem gosto e sem cor. A intensidade daquela tristeza fez com que, alguns dias mais tarde, ao compartilhar com uma amiga como havia me sentido, dissesse a ela que era como se tivesse acordado e tomado não meu remédio para pressão, mas um para ter depressão!
Passei boa parte do dia tentando descobrir a razão daquelas nuvens negras pousadas sobre minha vida, e, por não encontrar, parecia que as nuvens avolumavam-se cada vez mais.
Até que por fim resolvi mudar minha maneira de lidar com aquele sentimento. Parei de tentar fugir. Abracei a tristeza. Aceitei sua presença como parte de mim. E como uma criança que procura os “para quês” e não os “por quês”, encarei seu propósito para minha vida naquele momento.
Descobri a tristeza construtiva. A aflição foi boa e útil. Levou-me à reflexão sobre meu futuro e à descoberta de que precisava enterrar de vez um sonho já despedaçado há algum tempo e sobre o qual insistia em chorar, e reverter minhas energias para por em prática a implementação de dois projetos pessoais que vinham sendo adiados. A frustração gerada pelas duas situações, uma de perda e outra de procrastinação, estava no cerne daquele estado momentâneo de depressão.
A natureza criadora de Deus sempre faz com que o mal seja transformado em bem. Em Suas mãos e vontade até a tristeza constrói.
A sua ira dura só um momento, mas a sua bondade é para a vida toda. O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria. Salmo 30:5
Estudo: Amigos fazem probabilidade de sobrevivência aumentar em 50%
Postado em 29 de julho de 2010 às 17:21 por Denise Marçal
O site da BBC Brasil divulgou nesta quinta uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, que comprova o benefício das amizades na vida do ser humano. Segundo a pesquisa, uma boa rede de amigos e vizinhos pode aumentar as chances de sobrevivência de uma pessoa em 50%.
A pesquisa foi publicada na revista especializada PLoS Medicine e chegou a esta conclusão ao analisar dados de cerca de 150 estudos que avaliavam as chances de sobrevivência em relação a redes sociais. 300 mil pessoas em quatro continentes foram analisadas, em um período de sete anos. O estudo incluiu pessoas de todas as idades.
“Para os pesquisadores americanos, ter poucos amigos pode ser tão prejudicial à sobrevivência de uma pessoa como fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoólatra. Os cientistas acreditam que tomar conta de outras pessoas nos leva a cuidar melhor de nós mesmos”, diz a matéria.
É impossível ser feliz sozinho
A Bíblia conta a história de um homem que sobreviveu a uma grave doença graças a sua rede de amigos. No livro de Marcos, capítulo 2, um paralítico é levado por seus quatro amigos até Jesus, para ser curado. Não tendo como entrar na casa onde o Senhor estava, visto que a multidão impedia a passagem, eles fizeram um buraco no telhado e conseguiram descer o amigo doente.
Jesus viu que eles tinham fé e disse ao paralítico: —Meu filho, os seus pecados estão perdoados. [...]Então disse ao paralítico: —Eu digo a você: levante-se, pegue a sua cama e vá para casa. No mesmo instante o homem se levantou na frente de todos, pegou a cama e saiu. Todos ficaram muito admirados e louvaram a Deus, dizendo: —Nunca vimos uma coisa assim! (Mc 2:5; 10-12 – NTLH)
Às vezes, os amigos são a única família e se tornam “mais chegados que irmãos” (Provérbios 17:7). A técnica em informática Valéria Bernadino encontrou nos amigos sua família. “Tem uma passagem (Salmo 68:6) que revela que Deus ampara as pessoas solitárias. Os amigos, ao longo da minha vida, se tornaram essa família. De tempos em tempos, Deus renova alguns para passarem comigo as diversas situações. Os amigos são o suporte que Deus me dá para continuar a caminhada, revelando através deles seu amor, cuidado e graça na minha vida”, comenta Valéria.
Pequenos grupos – uma rede de amigos
“Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho”. A letra de Tom Jobim (Wave) revela uma das maiores necessidades do ser humano: relacionamentos. É por isso que igrejas cristãs de todo o Brasil estão adotando a prática dos pequenos grupos, formados por aproximadamente 15 pessoas, reunidas por afinidade ou faixa etária, que se encontram semanalmente para estudo bíblico, oração e convivência.
Para Jones Brandão, responsável pelo Desenvolvimento de pequenos grupos na Igreja Batista Central (IBC), participar de um PG é a melhor oportunidade de viver igreja. “Igreja é corpo, é unidade, é cumplicidade, é viver ‘uns aos outros’, é partilhar, é dividir fardos, é encorajar, é prestar contar, é inspiração, é onde os valores do Reino de Deus fazem sentido. Existem pessoas que insistem em viver igreja sozinhas, como se elas se bastassem. Alegam que a vida dela é entre ela e Deus. Bom, a elas digo: seu relacionamento com Cristo é individual, mas Ele nunca quis que fosse particular”, pontua Brandão.
Há mais de dez anos a IBC trabalha com pequenos grupos, espalhados hoje por toda Fortaleza e região metropolitana. A dentista Sinhara Garcia faz parte de um pequeno grupo de mulheres e não economiza palavras para falar da importância do PG em sua vida. Ela deve às amigas todo o apoio que recebeu durante o seu projeto missionário na África, em junho passado. “Elas me ouviram, se alegraram com a ideia do projeto, organizaram bazar para levantar custos, me deram força nos dias em que eu desanimava, quando estava no ápice da ansiedade…Elas me ensinaram a esperar e confiar em Deus”, relata.
Se você se interessou pela ideia dos pequenos grupos e deseja saber mais sobre o assunto, envie um e-mail para pequenosgrupos@ibc.org.br ou ligue para (85) 3444 3633.
Número recorde de ataques contra cristãos
Postado em 29 de julho de 2010 às 11:32 por Denise Marçal
Os primeiros sete meses de 2010 foram marcados por um número recorde de ataques anticristãos na Indonésia, afirma um relatório do Instituto Setara por paz e democracia.
No total, foram registrados 28 ataques contra a liberdade religiosa entre janeiro e julho, comparados aos 18 incidentes em todo o ano de 2009 e 17 em 2008.
Bekasi enfrentou o maior número de incidentes, 7 ataques, e Jacarta, com 6 ataques.
Se os ataques continuarem, o número total de incidentes no final do ano será três vezes maior do que 2009.
Por outro lado, o número de ataques contra a comunidade Ahmadiyah diminuiu; foram 4 em 2010, comparados a 33 em 2009. Aos olhos da maior parte dos muçulmanos, os ahmadis são uma seita herege que acredita que seu fundador, Mirza Ghulam Ahmad, foi o último profeta do Islã, afirmação que contradiz os ensinos muçulmanos.
Ismail Hasani, pesquisador do instituto Setara disse que esses ataques são a ponta do iceberg. “Baseamos nosso trabalho nos incidentes que foram registrados, mas há outros”.
“Doze das violações deste ano eram sobre fechamento de templos e proibição de construir igrejas. Parece que o governo não percebe que o direito de cultuar, como é garantido na Constituição, vem com o direito de ter um lugar para realizar as reuniões.”
Somente em 2010, radicais muçulmanos interromperam cultos, impediram os cristãos de entrar na igreja, destruíram templos e impediram a construção de novos locais.
Fonte: Missão Portas Abertas
Switchfoot vem ao Brasil em setembro
Postado em 28 de julho de 2010 às 11:08 por Denise Marçal
A banda californiana Switchfoot vem ao Brasil em setembro pela primeira vez para três apresentações – dia 16 em São Paulo, 17 em Ribeirão Preto e 18 em Goiania.
Dona de hits como “Dare You To Move”, “This is Your Life”, “Stars”, “Only Hope”, “Awakening”, e músicas em filmes como “Um Amor Para Recordar”, “Crônicas de Nárnia” e “Homem Aranha 2”, a banda vem ao país com a turnê “Hello Hurricane Tour”, com repertório baseado no álbum “Hello Hurricane”, de 2009.
A turnê também passará pela Costa Rica, Guatemala, Colombia e Argentina.
Fonte: Guia-me
Switchfoot – Dare you to move
Estudo revela que fé é prioridade de poucos nos EUA
Postado em 28 de julho de 2010 às 8:06 por Denise Marçal
Embora os Estados Unidos sejam conhecidos mundialmente como sendo um país religioso, poucos Americanos dizem que a fé é a prioridade principal de suas vidas.
Aproximadamente 90 por cento dos Americanos, de acordo com o CIA World Factbook, se identificam com a religião. Porém, apenas 12 por cento dos Americanos adultos dizem que a fé é a prioridade principal de suas vidas, de acordo com um novo estudo apresentado segunda-feira pelo Grupo Barna.
Aproximadamente três quartos da população Norte-americana é Cristã. “A distância é grande entre aqueles que se auto descrevem afiliados ao Cristianismo e os que declaram a fé sua mais alta prioridade,” comentou David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, em um comunicado. “Quando se trata de por que a religião americana parece tão meramente superficial, este defasamento entre o que as pessoas chamam a si mesmos e o que priorizar seja talvez o mais revelador.”
Os 12 por cento que dizem que a fé é a maior prioridade em sua vida foi acima de nove por cento em 2008, mas abaixo de 16 por cento em 2006.
Olhando para a demografia da fé cristã, os evangélicos são os mais propensos a dizer que a fé é a maior prioridade na vida (39 por cento), enquanto os católicos são os menos prováveis (quatro por cento), de acordo com o estudo do Barna.
Notadamente, o estudo destaca que a porcentagem de católicos que dizem que a fé é a prioridade em sua vida é apenas ligeiramente superior que a dos adultos “sem Igreja” (dois por cento).
Aproximadamente um em cinco protestantes (18 por cento) e fiéis (18 por cento) – cuja freqüência de comparecimento à igreja não foi definido – dizem que a fé é a maior prioridade em sua vida.
O estudo Barna, realizado de 27 janeiro a 2 de fevereiro, utilizando uma amostra aleatória de 1.006 adultos americanos, buscou-se identificar a forma como a problemática da economia tem impactado as prioridades dos Norte-americanos.
De longe, a mais alta prioridade para os Norte-americanos é a família. Quarenta e cinco por cento dos Norte-americanos dizem que sua família é o aspecto mais importante em sua vida.
A segunda prioridade mais importante é a saúde / lazer / estilo de vida equilibrado (20 por cento), seguido pela riqueza / profissão / ganhar dinheiro / sucesso / finanças (17 por cento), e da fé (12 por cento).
Em termos de mudança de prioridade – um possível efeito da economia – o estudo do Barna descobriu que nos últimos dois anos, a percentagem de Norte-americanos que dizem que as finanças são a sua prioridade máxima aumentou de 12 por cento em 2008 para 17 por cento em 2010.
Também, mais Norte-americanos agora dizem que a saúde e o estilo de vida equilibrado (20 por cento versus 15 por cento) ou a fé (12 por cento versus 9 por cento) é sua prioridade principal comparado aos dois anos anteriores.
Curiosamente, há uma queda no número de Norte-americanos que dizem que família é sua prioridade máxima (45 por cento versus 52 por cento). No entanto, a família continua a ser a prioridade mais importante, para os Norte-americanos.
“A sabedoria popular diz que quando a economia declina, as pessoas se concentram mais no que é “básico,” como a família e fé,” comentou Kinnaman, que dirigiu o estudo. “Esta pesquisa põe o pensamento em questão, ou nos leva a refletir que a economia não tem sido ruim o suficiente para causar uma significativa re-priorização da família e da fé.”
Ele também observou que a fé é “a mais volátil” das prioridades no estudo Barna. A fé é a única prioridade que caiu a partir de 2006, depois cresceu “sugerindo a incerteza sobre a interação entre fé e finanças.”
”As pessoas não estão se voltando para outros – como membros da família ou de Deus – em face dos ensaios econômicos,” disse Kinnaman. “Em vez disso, eles estão se concentrando cada vez mais sobre si mesmos, tentando resolver seus problemas sendo mais “equilibrados” ou simplesmente “trabalhando mais duro.”
”[A] economia revelou Norte-americanos com fixação pelo individualismo e suas ilusões de ser auto-suficientes,” acrescentou.
O grupo Barna, um grupo de pesquisa e investigação focado nas tendências culturais e religiosas, planeja divulgar um relatório mais aprofundado sobre o impacto da economia sobre a crença religiosa e comportamental.
Fonte: Christian Post via Creio.com
Ele está comigo (Por Fernanda Bezerra)
Postado em 26 de julho de 2010 às 9:43 por Denise Marçal
Viver em Cristo Jesus
Viver, e só por Ele viver
Foi este o chamado que me fez
Como não me render?
A partir de então, relacionamento
Com fases boas e ruins
Às vezes mais próximos e conectados
Às vezes distantes, sempre por causa de mim
Mas lá Ele está, no silêncio do meu quarto
No aperto da rotina, na hora mais quente do dia
Sua Palavra brota em mim
Como planta vai crescendo
Trazendo à memória a Esperança
E, como criança, me sinto em seu colo
Num suspiro levanto um clamor ao céu
Pedindo Sua bênção pra mais um dia
Mais um dia, com seus desafios…
Fecho os olhos pra que não vejam meus olhos molhados
Como eles entenderiam meu choro?
Se de tristeza ou alegria? Nem mesmo eu sei!
Sei apenas que vivo por Cristo
E Cristo vive em mim
Encontro com Ele de olhos abertos ou fechados
Estando de pé ou sentado
Ainda que indisposto ou descansado
Sua presença sempre está do meu lado
Que alívio, não estou abandonado!
Neste ônibus lotado, neste vai e vem agitado
Neste planeta despovoado
Do verdadeiro amor
Fernanda Bezerra (vencedora do concurso Deus em seu cotidiano)
Buscando a influência de DEUS (Por Regina Parente)
Postado em 26 de julho de 2010 às 9:37 por Denise Marçal
Acordo e logo começo a pensar. Como uma roda viva, uma bola de neve esmaga as palavras que eu desejava entregar como primícias e as leva sem pedir licença. Olho a janela de vidro e toda a luz querendo entrar pelas falhas na pintura dela e me lembro que está tudo bem porquanto ELE me assiste. Sento-me ainda sonolenta, a minha mente não consegue diminuir o ritmo, me alongo. Jogo uma água no rosto, escovo os dentes, tomo um banho pensando no que dizer ao Senhor… Nada parece adequado, antes que eu o diga ELE já sabe de tudo quanto posso precisar, calo os meus pensamentos num momento de acomodação…
Mas relacionamento requer qualidade de tempo, volto a pensar no que pediria. Uma frase sai da minha boca, uma espécie de pedido rotineiro com um toque de gratidão, no mínimo medíocre, mas sincero.
Saio ao trabalho. Vejo pessoas pedindo ajuda. Crianças limpando vidros de carros, senhores de bengala ou cadeira de rodas, homens deformados, mães solteiras pedindo o dinheiro do leite, tudo isso causando grande reflexão me faz pensar em ajudar, porém me deparo com a quantidade de pessoas que precisam e nas minhas dificuldades. Alivio-me quando ajudo, mesmo que seja com a maçã que eu ia levar para o trabalho, mas os que não ajudo penso: “Compaixão sem ação… de nada serve”.
Chegando ao trabalho, acenos, sorrisos, movimento. Alguns sorriem, outros se fecham conforme os problemas, mas aquele servente vestido de pano grosso, “azul royal”, continua plácido. Mesmo raquítico e de olhos profundamente escuros, marcados pelas olheiras, como ele consegue ser tão constante? Posso crer que ele não olha para as dificuldades! Isso me basta como exemplo do dia. Ele ganha a metade do que ganho, tem família para criar. Sou estagiária, possível concludente, coadjuvante, inexperiente no trabalho por vidas.
Voltando para casa encontro-me cansada, mas cheia de lições para o dia seguinte. Recriando a minha pintura interior almejo reinventar as coisas ao meu redor. O Senhor esteve em todo o tempo comigo, eu, só precisava de olhos atentos e sensibilidade.
Regina Parente (vencedora do concurso Deus em seu cotidiano)
Resultado do concurso Deus em seu cotidiano
Postado em 26 de julho de 2010 às 9:03 por Denise Marçal
As vencedoras do concurso “Deus em seu cotidiano” foram Regina Carneiro Parente, autora do texto “Buscando a influência de Deus” e Fernanda Bezerra, que escreveu a poesia “Ele está comigo”. Não tivemos candidatos para a categoria imagem.
Agradecemos a todos que participaram do concurso, compartilhando suas experiências. As vencedoras podem buscar o prêmio de participação a partir desta segunda, no escritório da Igreja Batista Central, à Rua Oswaldo Cruz, 3380, portando documento de identicação.
Carta aberta a Dunga
Postado em 24 de julho de 2010 às 8:07 por Denise Marçal
Dunga,
Quis escrever algo parecido com esta carta, mesmo antes da Copa, mas considerei que você, me confundindo com a imprensa “anti-Dunga”, nem a leria. Não são ideias minhas, nem mesmo são pensamentos novos. Em verdade, já estão registrados há 2.700 anos, quando Salomão escreveu os Provérbios, que sempre estiveram à nossa disposição.
O insucesso experimentado no mês passado poderia ter sido evitado. Ou, pelo menos, a antipatia ou má-vontade que muitos têm por você. Vejo algumas semelhanças entre sua vida e a do sábio Salomão. Ele também teve os olhos de um numeroso povo voltados para si. Acertou e errou. Angustiou-se ao ter de tomar decisões importantes. Mas o cargo e a responsabilidade do escritor dos Provérbios eram ainda maiores que os seus: foi rei de uma grande nação e não conheceu mãos mais ricas e poderosas que as dele. Acredito, Dunga, que as seguintes palavras do rei poderiam lhe ter sido úteis:
Não vale a pena cultivar um ego inflado, pois, “em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria” (Pv 11.2). É que “a soberba precede à ruína; e o orgulho, à queda” (Pv 16.18). É preciso saber que “a soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito” (Pv 29.23). Salomão sabia como é sufocante tentar cultivar uma imagem de homem inabalável. Essa é a razão porque a arrogância atrai tantos inimigos, quando estes mesmos poderiam ser aliados.
Bem melhor é ser paciente e controlar a raiva repentina diante das críticas. O certo é que “o tolo expande toda a sua ira, mas o sábio a encobre e reprime” (Pv 29.11). Além disso, quem se descontrola, contamina o ambiente e as pessoas que o cercam. Acostumado a batalhas, Salomão disse: “o homem que não pode conter o seu espírito é como cidade derrubada, que não tem muros” (Pv 25.28). Da mesma forma, quem “responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua” (Pv 18.13).
Mesmo sendo rei, ele não rejeitou as sugestões daqueles que o rodeavam. Aceitou ser exortado e repreendido, quando necessário. E quando se considerou suficiente em sua própria sabedoria, caiu. O sofrimento lhe ensinou que “onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem” (Pv 15.22). E mais: “o que ama a instrução ama o conhecimento, mas o que odeia a repreensão é estúpido” (Pv 12.1). Agir por pirraça, rebeldia ou simplesmente para mostrar aos “opositores” que detém razão leva até mesmo reis a perderem o rumo de uma missão.
Certa noite, Deus apareceu em sonho a Salomão e perguntou: “O que você quer que eu lhe dê”? Dentre tudo o que poderia pedir, ele respondeu: “Dá-me sabedoria…” (I Re 3.5-9). O Senhor deu. E isso fez toda a diferença em sua vida.
Dunga, que tal recomeçar de forma diferente? Que tal eu, você e quantos mais lerem esta carta fazermos o mesmo? ”Senhor, eu te peço: faz-me sábio…”
Evangélico, autor de obra contra o homossexualismo, é absolvido
Postado em 23 de julho de 2010 às 12:57 por Denise Marçal
A livre manifestação do pensamento e a liberdade de consciência e crença, previstas no artigo 5º da Constituição Federal, permitiram a absolvição do aposentado evangélico Naurio Martins França, de 70 anos, autor da obra “A Maldição de Deus sobre o Homossexual: o Homossexual Precisa Conhecer a Maldição Divina que Está Sobre Ele!”.
A 5ª Câmera Civil do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reverteu a condenação imposta em primeira instância, em que foi obrigado a pagar indenização por dano moral coletivo a homossexuais e impedido de republicar ou divulgar o livro. Para os desembargadores, a obra foi resultado de uma simples exposição do ponto de vista do acusado, como informou o site Espaço Vital. A ação foi proposta pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.
O TJ-MS entendeu que “o inconformismo e a intolerância de parte da população com as ideias do autor do livro não podem gerar, por si só, o dano à moral de um grupo de pessoas”. Foi o mesmo argumento pelo qual se serviu o aposentado em sua apelação: ele não poderia ser condenado por todo um histórico de violência contra homossexuais, pois o fenômeno não é novo. Ainda de acordo com o apelante, o livro não fomentava nenhum tipo de violência contra os homossexuais, como o homicídio.
A Comissão de Direitos Humanos Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso do Sul (OAB-MS) também não considerou a obra incitadora. Lembrando que a sociadade brasileira vive uma democracia, a comissão declarou que “não se deve amordaçar uma maioria que defende suas convicções, em benefício de uma minoria que também defende as suas (mesmo que sejam equivocadas)”.
Ao menos um ponto da decisão em primeira instância permaneceu. O autor deverá entregar à Promotoria os 289 exemplares da obra, como prevê um termo de ajustamento de conduta. O termo cita também a destruição dos exemplares e conta com o comprometimento do autor em não publicar o livro novamente.
De acordo com o relator dos autos, o desembargador Vladimir Abreu da Silva, o apelante transcreveu ipsis litteris alguns versículos bíblicos, assegurando que seriam destinados aos homossexuais. Após cada citação, uma conclusão pessoal, muitas vezes com pitadas pejorativas. Ao expor sua convicção religiosa por meio de sua opinião sobre as passagens da Bíblia, o réu revelou que são “parcos os conhecimentos gerais”. Ainda segundo o julgador, “em momento algum se observa a intenção de incitar à violência”. O caso ainda pende de julgamento de Recurso Especial.
Fonte: Consultor Jurídico Via Folha Gospel
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