Conexão Espírita

10.12.10 10:10

Nem tudo é obsessão

Por: Janio Alcantara | Comentários: 5 Comentários

Para não assumir responsabilidades, o auto-obsediado prefere acreditar que é influenciado por Espíritos

Como espíritas, acreditamos que aos desencarnados (Espíritos dos que já viveram na Terra) é possivel serem atraídos pelos encarnados (nós, pessoas comuns) e assim nos exercer alguns tipos e graus de influências.

Se pensamos, desejamos ou agimos (em suma, damos atenção, gastamos tempo e energia), em desarmonia com as Leis de Amor e Luz, poderemos abrir as portas para a obsessão espiritual – influência negativa.

Ao contrário, quando estamos nos harmonizando, em termos de pensamentos, desejos e ações consigo e com o próximo, através da energia do Amor Universal, atraimos influências benéficas que só aumentam a sensação de bem-estar psico-emocional e físico.

Mas o fato de acreditarmos na possibilidade de haver obsessão espiritual, isto não significa que os espíritas “diagnostiquemos” uma pessoa desarmonizada como uma “obsediada por Espíritos ruins ou maus”. Vejamos o que expressou o experimentador Allan Kardec, em 1862, na “Revista Espírita“:

“Releva-se dizer ainda que há gente, muitas vezes, que responsabiliza os espíritos estranhos por maldades de que não são responsáveis; certos estados mórbidos e certas aberrações que são atribuídas a uma causa oculta, são, por vezes, devidas exclusivamente ao espírito do indivíduo.

As contrariedades frequentemente concentradas em si próprio, os sofrimentos amorosos, principalmente, têm levado ao cometimento de muitos atos excêntricos que, erradamente, são levados à conta de obsessão. Muitas vezes, a criatura é seu próprio obsessor“.

Em “O Livro dos Médiuns“, ponderou ainda Kardec:

“Mas é necessário evitar atribuir à ação direta dos Espíritos todas as nossas contrariedades, que, em geral, são consequências da nossa própria incúria ou imprevidência“. (2ª parte – Cap. XXIII- item 253).

Portanto, não atribuamos de imediato a culpa em um Espírito obsessor (muitas vezes, chamado com pieguismo de “irmãozinho“) e busquemos dar um passo rumo ao amadurecimento assumindo a responsabilidade para nós mesmos, quando as coisas não acontecem como nosso ego queria que fosse, quando não temos a sonhada reciprocidade de um outro coração etc. É chegada a hora de nos apropriarmos da auto-responsabilidade, se queremos avançar, como consciências que viajam na Vida, em busca de expansão, harmonia e paz.

Na minha experiência, a maioria das pessoas desarmonizadas que buscam os centros espíritas são indivíduos auto-obsediados e que precisam muito educar sua própria personalidade. Evidente que uma continuada má postura do indivíduo poderá atrair, por ressonância vibratória, seres espirituais que se afinizam com o padrão energético emitido pelo ódio, pela tristeza, pelas maldades praticadas. Assim, o que era apenas auto-obsessão, terá o reforço de uma obsessão espiritual externa, até que o encarnado mude, faça outras escolhas na Vida.

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Eugênia Canto 11.12.10 | 15:17

gostei da figurinha!

Janio Alcantara 12.12.10 | 18:22

Eu tb, Eugênia….rssrsr
Abs.

Victor Ventura 07.02.11 | 21:53

Prezado Jairo Alcântara.

Sabendo que somos todos estudantes da doutrina espírita, lí o seu artigo acima e como também elaborei um estudo sobre esse tema, gostaria que você o lesse e se desejar comente. Pode ser encontrato no site http://www.espiritismoemdebate.com.br , clicando em artigos e no meu nome Victor Ventura tem um artigo entitulado “Tudo é Obsessão?”
abraços fraternos
Victor Ventura

Janio Alcantara 08.02.11 | 08:32

Grato, Victor.
Após ler seu artigo, comentarei.
Paz e Bem!

Janio Alcantara 10.02.11 | 09:43

Caro Ventura,
Li seu artigo. Apesar de toda a teoria advinda das obras espíritas – mesmo vinda de Kardec e André Luiz e Emmanuel/Chico Xavier – ao longo de 2 décadas de prática e observação, vi que a maioria das pessoas que chegam aos centros espíritas estão na sua maioria AUTO-OBSEDIADAS. Ou seja, toda e qualquer desgraça na existência delas é criada a partir do descuido consigo mesmas. No meu entender, como formadores de opinião, dar ênfase na organização de obsessores é fomentar o medo da obsessão na “vítima” e, por conseguinte, alimentar a impressão de impotência ante os “perigosos fluidos do mal” sobre vindo dos “algozes espirituais” sobre meu peixinho que – se morrer me lançará numa depressão. Onde a auto-responsabilidade, que tantos Espíritos comentam (vide Joanna de Ângelis e Hammed, p. e.)???
Enquanto o ser humano tiver em quem depositar a culpa de suas agruras, as casas espíritas, centros de umbanda e clínicas de videntes estarão lotadas, ao invés de chamar a responsabilidade para si, uma vez que nós (com pensamentos, sentimentos e ações continuadas) atraímos as influências que escolhemos. Mesmo sem negar a existência da “frequência do mal”, prefiro focar na Luz que há em todas as criaturas. Paz e Bem!

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Apreciador eclético de Música, Cinema, Livros e da Espiritualidade (em especial […]

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