10.02.11 10:20
Autoconhecimento como preventivo da obsessão
Em Dezembro último, escrevi uma postagem intitulada “Nem tudo é obsessão“. Recentemente, o confrade paulista Victor Manoel Ventura Seco fez um comentário e me pediu que desse minha opinião após ler o artigo “Tudo é obsessão? “, fruto de seu estudo e raciocínio baseados na codificação kardequiana e nas revelações dos Espíritos Emmanuel e André Luiz, via-Chico Xavier. Aprofundo minha resposta a ele e compartilho a seguir:
Apesar de toda a teoria advinda das obras espíritas – mesmo oriunda de Kardec e André Luiz e Emmanuel/Chico Xavier – ao longo de 2 décadas de observação e prática, vi que a maioria das pessoas que chegam aos centros espíritas estão na sua maioria AUTO-OBSEDIADAS. Ou seja, toda e qualquer desgraça (depressão, perda de animais de estimação, acidentes, discussões, dificuldades familiares, financeiras etc.) na existência delas é criada PRINCIPALMENTE a partir do descuido consigo mesmas.
No meu entender, como formadores de opinião, dar ênfase na organização de poderosos obsessores é fomentar o medo da obsessão na “vítima” e, por conseguinte, alimentar a impressão de impotência ante os “perigosos fluidos do mal” vindo dos “algozes espirituais” sobre o peixinho do meu aquário que, se morrer, me lançará numa depressão. Onde a auto-responsabilidade, que tantos Espíritos comentam (vide Joanna de Ângelis e Hammed, p. e.)??? Mesmo que um médium vidente visse fluidos negativos transitando em sua casa, isto não significa apenas a existência dos tais fluidos, mas precipuamente a sintonização do sensitivo com os fluidos densos. Se ele tiver “olhos de ver”, poderá ver fluidos luminosos, simultaneamente presentes no ambiente, acessados a partir da elevação de seu padrão vibratório.
Enquanto o ser humano adotar a postura de depositar a culpa de suas agruras nos Espíritos (que não podem se defender) ou nas outras pessoas, as casas espíritas, centros de umbanda e clínicas de videntes estarão sempre lotados, na busca da dissolução da negatividade (externa), ao invés de chamar a responsabilidade para si, de aprofundar no conhecimento de si mesmo. Afinal, se eu não sei o que tem dentro de mim, como poderei distinguir se um pensamento ou um sentimento repentino é meu ou de um ser espiritual????
Somos nós mesmos (com pensamentos, sentimentos e ações continuadas) que ESCOLHEMOS e atraímos as influências seja de desencarnados ou encarnados. Mesmo sem negar a existência da “frequência do mal” e os fenômenos que possam produzir (situações estas em que a terapêutica espírita das reuniões de desobsessão é uma importante facilitadora no processo de recuperação), prefiro enfatizar para o público o que nos inspirou o Espírito Santo Agostinho, na resposta à Pergunta 919-a, em “O Livro dos Espíritos” (1857):
O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual…Com este objetivo é que ditamos “O Livro dos Espíritos”.
As sombras externas são reflexos das nossas sombras internas, negadas ou assumidas e não trabalhadas. Se focalizarmos a atenção do público espírita para o autoconhecimento, acredito que o mundo interno das pessoas mudará para melhor. Quando desencarnarem, não precisarão estar em reuniões mediúnicas para se reconhecerem como Espíritos. E o que é uma sociedade terrena pacífica e iluminada, senão o somatório dos indivíduos transformados no Amor ?!?!?!?!?
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15.01.11 19:24
Já ultrapassa o número de 600 desencarnações, a tragédia que está se abatendo sobre a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, onde fica situado pequeno Município de São José do Vale do Rio Preto, vizinho a Petrópolis e Teresópolis, também muito afetados pelas chuvas, inundações, deslizamentos e muita dor.
Vi no Gente de Mídia, do grande ser humano Nonato Albuquerque, e compartilho um video que está emocionando o mundo, onde uma dona de casa, 52 anos, fica ilhada numa correnteza, no terraço de sua casa que vai aos poucos se desmoronando com a força da correnteza.
Emocionei-me ao ver a solidariedade (acompanhada com a aflição) dos vizinhos que lançam uma corda; com preocupação da Dª. Ilair querendo sair do perigo levando consigo um cachorro; com o medo de a corda romper, de os nós cederem etc.
Espero que o cachorrinho tenha conseguido se safar com seu instinto natural de conservação, porque a resgatada conseguiu ser amparada pela força, pela SOLIDARIEDADE e pela COMPAIXÃO. O repórter equivocou-se ao dizer “E com ajuda da sorte salvaram a vida da dona de casa de 52 anos”. Sorte?????
Admitir a “sorte” é incluir a existência de “azar” e esquecer completamente a Presença da Providência Divina que mobilizou todos os envolvidos nesse dramático resgate. O episódio dá margem a muitas reflexões e lágrimas (meu caso). Conclamo a todos leitores deste blog a tirarem alguns minutos do dia (ao amanhecer, antes de dormir ou quando lembrar) e fazermos uma prece rogando força, resignação e proteção a todos que estão naquela região do país, porque a dor da perda, a aflição da incerteza é muito grande. Uma prece, feita do coração, é capaz de auxiliar, mesmo à distância. É uma forma de praticar também a caridade.
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11.01.11 18:43
O primeiro livro da dobradinha Espírito Hammed/médium Francisco do Espírito Santo Neto foi “RENOVANDO ATITUDES”. Desde 1997, esta obra já ultrapassou a marca de um milhão de exemplares vendidos. A cosmovisão de Hammed, que incentiva a reforma íntima a partir do autoconhecimento com inclusão do amor a si mesmo como ponto de partida para que eu ame o próximo, iniciada em “Renovando…” é uma das razões do sucesso editorial, bem como a comunicação simples e direta, onde toda pessoa é capaz de compreender o que foi escrito.
O Espírito Santo Agostinho na longa resposta à Questão 919-a de “O Livro dos Espíritos” (1857) disse: ” O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual…Com este objetivo é que ditamos “O Livro dos Espíritos”.”
Façamos do conhecimento de si mesmo a primeira tarefa que está ao nosso alcance fazê-la. Autoconhecer-se é necessário se queremos realizar efetivamente a propalada “reforma íntima”. Afinal, ninguém será capaz de reformar algo sem que antes saiba o que precisa ser modificado. Para “amar o próximo como a si mesmo” é preciso saber amar a si primeiro – algo muito difícil por causa do medo de incair no egoísmo. Felizmente, sabemos que “amar a si” não é a mesma coisa que “ser egoísta” e sim dignificar a Luz Divina que somos/em nós habita.
A partir deste ponto, a prática da caridade, do fazer o Bem ao próximo terá uma outra e melhor qualidade, onde a alegria estará presente e o espírita poderá estar inteiro na atividade de beneficência. As idéias de Hammed em muito colaboram para que os espíritas adentrem nesta nova etapa de maturidade espiritual. “Fazer” é muito importante mas virá sempre depois do “Ser”.
Recentemente, “Renovando…” ganhou traduções para as línguas inglesa e espanhola, bem como uma versão em português de Audio Livro em MP3, um belo trabalho da Editora Boa Nova.
Recomendo a leitura e agora audição de “Renovando Atitudes” que possibilita ao leitor/ouvinte o que está sendo proposto no seu título.
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06.01.11 12:29
A culpa das inundações na Austrália
Na Austrália, “terra dos cangurus”, desde o fim do ano passado, chuvas torrenciais vem causando destruição afetando 200 mil pessoas diretamente prejudicadas pelos alagamentos. Quase 4 mil pessoas em todo o Estado de Queensland foram retiradas de suas casas desde que as chuvas começaram. Cerca de 1.200 casas ficaram inundadas, enquanto outras 10.700 sofreram algum tipo de dano na área afetada, que é superior aos territórios somados de Alemanha e França. As inundações causaram grande impacto econômico na região, provocando o fechamento de 75% das minas de carvão e destruindo plantações. O valor total ainda não foi estimado, mas a reconstrução de casas, comércios, indústrias e demais infraestruturas pode custar mais de US$ 5 bilhões.
Os meteorologistas australianos alertam que as chuvas vão demorar para cessar e culpam o fenômeno climático La Niña –que teria trazido as chuvas ininterruptas que elevaram drasticamente o nível das águas dos rios.
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Chamou-me atenção o fato de os australianos atribuírem culpa ao fenômeno climático “La Niña“ que, além de prejuízos materiais e desconfortos vários, já ceifou a existência de 10 pessoas. Desde quando a Natureza pode ser “culpada” ou mesmo “responsabilizada” por ela ser ela mesma, pelos fenômenos que produz??? Isto mostra claramente que o homem não se sente integrante da Natureza e sim como se fosse um ser à parte desta.
Quando o assunto é “Natureza”, é preciso ter humildade para admitir que o homem – com toda sua mais avançada tecnologia preventiva – não tem controle sobre todos os fenômenos da Natureza, os quais podem ser fatos originados pelas próprias forças das circunstâncias ou podem ser uma natural resposta às constantes agressões que o Homem vem causando ao meio-ambiente, na maioria das vezes motivados pelo lucro somado ao abuso do conforto material, sem querer pagar o preço da ambição. É dever do homem prevenir, ao máximo, situações como desrespeitar as forças da Natureza, com construções em locais indevidos, por exemplo.
O que fazer? O que pensar, diante do que nos foge do controle?
O começo de tudo é saber quem se é; por que estamos aqui-agora; o que viemos a fazer neste planeta e como devo me relacionar com o próximo (incluindo-se aqui o meio-ambiente).
Simplificando, o homem é um Continuar lendo
03.01.11 11:50
O dia 06 de Janeiro, segundo a tradição cristã, seria aquele que o recém-nascido Jesus recebera a visita de três Reis Magos – Belchior, Gaspar e Baltazar. Assim, costuma-se presentear quem se gosta nesta data.
Henry Van Dyke (1852-1933) foi diplomata, escritor e pastor norte-americano. Escreveu o conto “The Fourth Wise Man“, da forma mais universalista possível, sem a pretensão de proselitismo. Inspiradíssimo, porque pode ajudar aos espectadores seguidores ou não de religiões formais a entender algumas questões primordiais da Vida.
Em 1985, o conto foi transformado em filme produzido para a TV, com 72min de duração e parte da premissa que teria existido um quarto Rei Mago, chamado Artaban (vivido por Martin Sheen), filho de um rei da antiga Pérsia, que procura nas Sagradas Escrituras o significado real da Vida e descobre as profecias sobre a vinda de Jesus, o Messias prometido. Artaban leva consigo três pedras preciosas, para oferecer ao menino Jesus e inicia, então, uma jornada através do deserto para encontrar-se com outros três reis magos e, com eles, ir ao encontro do rei Jesus. Entretanto, não chega a tempo de encontrá-los. Por 33 anos, Artaban, com o escravo Orontes – interpretação inesquecível de Alan Arkin - procuram por Jesus. Sempre que estavam prestes a encontrá-lo, acontecia um imprevisto, e eles O perdem. No decorrer do seu caminho, Artaban usa os presentes para ajudar pessoas em grandes necessidades, ficando sem nada para presentear a Jesus, quando o encontrasse. A história atinge o seu clímax no domingo de Páscoa, quando Artaban, velho e morrendo, encontra Jesus e compreende finalmente, o verdadeiro sentido da vida.
Recomendo alugarem o filme em DVD “O QUARTO SÁBIO“, o qual nos ajuda a refletir sobre:
O que é mais importante na Vida? Qual o significado real da existência? Passados mais de dois mil anos, que presentes o Cristo espera de nós? Como podemos retribuir por tantos presentes, bênçãos que a Vida já nos deu?
CURIOSIDADES:
01. O filme é literalmente familiar. Traz no elenco dois filhos de Martin Sheen (Charlie Sheen e Ramon Estevez) e um filho de Alan Arkin (Adam Arkin).
02. Os cristãos, inclusive os espíritas, comumente, temos preconceitos contra o que for ou se pareça com MAGIA e seus praticantes – os MAGOS. Os atuais intérpretes ocidentais da Bíblia judaico-cristã esquecem que o nascimento de Jesus era esperado por homens, que além de dominarem as profecias das Escrituras judaicas, tinham vasto conhecimento de Matemática, Medicina e outras ciências, algumas tidas como “mágicas”. Assim, eram os três REIS MAGOS que foram reverenciar o recém-nascido Jesus. Se não soubessem de Astrologia, por exemplo, como aqueles estudiosos olhariam o céu, identificariam a estrela que os levasse até onde estava a Luz que se corporificou e ganhou o nome de Yeshua (????)????
Se ser MAGO fosse unicamente ruim, as tradições orais e escritas não teriam imortalizado a expressão “Reis MAGOS”. No mínimo, abre-se a hipótese de que “nem todo MAGO é mal” e que há MAGOS do Bem e para o Bem, bem como é um alerta para que não falemos mal de algo, antes que o estudemos com profundidade, sob pena de incairmos na vala dos preconceituosos e levianos que julgam apenas pelo “ouvir falar”. Sendo assim, declaro meus sinceros respeitos a todos os magos do Bem, tais como os Reis Magos, que estudam assuntos que desconheço.
01.01.11 22:55
Passado o reveillon (ceia feita na noite da véspera do Ano-Novo), políticos assumiram a Presidência da República, os governos estaduais em todo o Brasil, dois terços dos senadores, todos deputados federais e estaduais. Com os representantes do Executivo, serão/estão nomeados ministros e secretários. Todos tomarão decisões que impactarão na forma de viver da sociedade.
Precisamos vibrar positivamente para que todos, independentemente dos partidos a que pertençam, exerçam os cargos públicos em prol da maioria, dentro dos critérios de justiça social e ética, conferindo progresso em todos os níveis, em especial, àqueles que ainda não vivem com o mínimo de dignidade, que consta na base da pirâmide do psicólogo norte-americano Abraham Maslow (1908-1970): sobrevivência física e segurança. É preciso orar para que o Bem comum prevaleça nas decisões políticas.
Ao que está com fome ou sem poder dormir é uma descaridade lhe falar de Amor, sem uma ação imediata para satisfazer a necessidade básica. Primeiro o pão, depois o Evangelho, porque há sabedoria no ditado popular “Saco vazio não se põe de pé”, nem mesmo para ouvir sobre os ensinos de Jesus.
Que os homens públicos tomem decisões para que a sociedade conquiste e ascenda uma a uma das hierarquias de necessidades de Maslow!!!
Que os eleitores possamos fiscalizar as ações dos políticos em que votamos nas últimas eleições e irão nos representar. Acompanhando-os, poderemos mantê-los no poder ou votar em outros que se apresentem daqui a quatro anos!!!
23.12.10 14:50
PAINEL DO NATAL , pelo Espírito Meimei
NATAL!… A paz se renova,
Ante o mundo a percebê-la,
A esperança em cada face
Tem o fulgor de uma estrela.
A luz da simplicidade
Envolve milhões de vidas,
As queixas e as desavenças
Passam a ser esquecidas.
Reúnem-se as criaturas
Sem farpas de divisão,
Acima do raciocínio,
Destaca-se o coração.
O adulto diz à criança:
- “Deus te guarde e te abençoe”,
Depois recorda, pensando
No tempo que já se foi.
As preces do mundo inteiro
Parecem flamas no ar,
Muitos pais abraçam filhos
Que chegam de volta ao lar…
Choram-se ausentes queridos
No amor que ninguém traduz,
Mas o pranto cai dos olhos
Lembrando gotas de luz.
Da casa estreita à mais ampla,
A alegria apareceu
Entrecortada de vozes
Cantando: “Jesus nasceu!…”
Companheiros vão às ruas,
Fazem o bem sem ruído,
Socorro surge a quem sofre,
Todo pão é repartido.
Em quase todo lugar,
Unem-se os passos e as mãos,
Legendas falam brilhando:
- “Nós todos somos irmãos…”
Natal!… E a fé sempre nova
Proclama, em alto louvor:
- “Jesus está construindo
O mundo pleno de amor!…”
Extraído do livro “Os Dois Maiores Amores”, psicografado pelo médium Chico Xavier – Autores Diversos
22.12.10 08:13
Nascido em Le Ferté-Milon, Aisne/França, em 22/Dez/1639, JEAN-BAPTISTE RACINE foi poeta, dramaturgo, escritor e um dos maiores nomes da tragédia clássica francesa. Desencarnou em 21/Abr/1699, em Paris. Abaixo, um dos poemas de RACINE, que retrata os dois lados que possuímos: a Luz e a sombra.
Ó meu Deus, que combate cruel! / Em mim, dois homens a lutar: / Se um deles me manda te amar / Com grande amor sempre fiel, / A ti, meu Deus, o outro revel / Me faz tua lei desprezar.
Um, a este mundo sendo infesto, / Manda que, sempre ao céu ligado, / E pela graça sustentado, / Eu menospreze todo o resto; / E o outro com peso bem funesto Me traz à Terra sujeitado.
Ai! Comigo mesmo lutando, / Onde achar poderei a paz? / Quero, mas não cumpro jamais. / Quero, mas ó crime nefando, / Não faço o bem que estou amando, / Só o mal que odeio, nada mais.
————————————————————–
Em um primeiro momento, queremos rivalizar a Luz com a não-Luz, mas aos poucos vamos descobrindo que a humildade em reconhecer cada traço da própria sombra é o primeiro passo para sobre ela lançar Luz e, assim, transformada, ser unificada na luminosidade que é nossa quintessência.
21.12.10 10:17
Cristificar-se é um momento feliz

No mundo dual em que vivemos, notamos a Luz mais facilmente nas noites de nossa caminhada evolutiva.
“Noite feliz, noite feliz
Ó Senhor, Deus de amor
Pobrezinho nasceu em Belém
Eis na lapa Jesus, nosso bem
Dorme em paz, ó Jesus
Dorme em paz, ó Jesus
Noite feliz, noite feliz
Ó Jesus, Deus da luz
Quão afável é teu coração
Que quiseste nascer nosso irmão
E a nós todos salvar
E a nós todos salvar
Noite feliz, noite feliz
Eis que no ar vem cantar
Aos pastores, seus anjos no céu
Anunciando a chegada de Deus
De Jesus salvador
De Jesus salvador”
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Esta famosa música natalina foi composta na pequena aldeia de Oberndorf, nos Alpes Austríacos, em 1818, como “Stille Nacht” (“Noite Silenciosa”). A letra foi escrita pelo padre Joseph Mohr e a melodia pelo amigo Franz-Xavier Gruber. Em 1900, a música já estava mundialmente famosa e viria a ganhar versões em 45 idiomas.
O frei Pedro Sinzig fez uma versão para a língua portuguesa, com o título de “Noite Feliz“, a qual está entranhada no inconsciente, sempre que chega a época do Natal – momento simbólico em que a cristandade relembra o nascimento de Jesus.
Apesar de não se ter certeza histórica da hora, dia e local de nascimento de Jesus, o fato é que ele nasceu, cresceu e viveu sua mensagem de Amor Universal. Como espírita, imagino que a Luz em pessoa nasceu na noite escura da ignorância humana para nos iluminar. E isto é motivo de muita felicidade para a humanidade, por tê-lo como um norte de exemplos a ser seguido.
Num momento, a letra chama Jesus de nosso irmão, o qual Deus quis que nascesse – o que está totalmente pertinente com os princípios e revelações estudados pela Doutrina Espírita. Em seguida, Jesus é anunciado como Deus. Na interpretação espírita, Deus é o criador do Universo, a causa primeira de tudo e de todos, inclusive de Jesus. O Cristo é nosso Governador Espiritual, designado por Deus para facilitar o processo evolutivo de todos os seres que habitam a Terra. Apenas na esfera do reino humano, esta escola terrena abriga mais de 6 bilhões de espíritos encarnados, afora cerca de 15 bilhões de desencarnados, ainda vinculados ao planeta.
Há muito tempo, antes de nós sermos e existirmos, Jesus é o símbolo do homem no futuro. Assim, tendo Ele o status espiritual de compreensão de todas as leis e de saber usá-las criativamente, na condução dos destinos dos “terrenos”, tem ele também sua característica de Deus, que é a capacidade de criar. De uma certa forma, cada um de nós também é deus, na medida em que interferimos e co-criamos. Jesus relembrou um ensinamento antigo que relembrava “Vós sois deuses“.
Particularmente, não concordo com o “pobrezinho” atribuído a Jesus. Acho que foi uma escorregadela para o pieguismo do autor da versão. Para mim, fica em segundo plano a pobreza material de Jesus e me ressalta aos olhos e ao coração sua imensa riqueza espiritual, em sabedoria imortal, que é a que mais conta e importa para quem se coloca como caminhante e buscador da Luz.
Por último, gostaria de comentar a expressão “Jesus salvador”. A ortodoxia cristã apega-se à pessoa, ao nome de Jesus como o suficiente para que o homem não se perca. Como estudante espírita, lembro que “o Pai não quer que se perca NENHUMA de suas ovelhas”. Nenhuma é NENHUMA. Ninguém se perderá para a eternidade, uma vez que nossas faltas (mesmo as mais deliberadas) foram atitudes FINITAS. Por que a Divindade – a Justiça perfeita por excelência – haveria de nos castigar INfinitamente por uma escolha/ação finita???
Muito mais do que a pessoa ou o nome, o que mais importa é que conformemos nossas ações aos EXEMPLOS e ENSINAMENTOS trazidos por Jesus, o Cristo. Ao experimentarmos e experienciarmos o sabor do Amor fraternal, o perdão incondicional, a ajuda eficaz ao próximo, com sentimento de igualdade, estaremos nos cristificando e sem percebermos, promovendo a segunda vinda do Cristo à Terra, pela fraternidade nas relações humanas e do homem cuidando do meio-ambiente. Para isto, basta um mínimo de massa crítica – composta por pessoas que acredite firmemente no Amor – que agirá tal qual o fermento que levedará a massa toda, como disse Paulo aos Gálatas.
Feliz nascimento da sua Luz Crística!!! (, no dia que for, onde for e em que horário for.)
COMENTÁRIO INTERNÁUTICO, de Eugênia Canto – a quem de já agradeço – com informações interessantes e dignas de compartilhamento:
“…
Com efeito, o Cristo RE-lembra aos judeus ortodoxos que dialogavam com ele, que JÁ constava na Lei deles (mais precisamente no Salmo 82, o salmo de Asafe) o “Vós sois deuses“ – que Jesus ratifica.
Acrescento que tal verdade aparece um sem número de vezes nas tradições filosóficas do Oriente (bem mais antigas que as nossas, do Ocidente). Daí RE-lembrar (pergunto-me?)
Quanto ao comentário da foto, que fala do mundo DUAL em que vivemos (a 4ª dimensão = 3 dimensões de Espaço + 1 dimensão de Tempo), lembra-me o filósofo grego Parmênides (aprox. 530 a.C. – 460 a.C.) :
“Princípio e fim, nascimento e morte, formação e destruição, não passam de formas. O verdadeiro Um nunca principia e nunca termina. Não existe o Tornar-se, mas apenas o Ser. “
10.12.10 10:10

Para não assumir responsabilidades, o auto-obsediado prefere acreditar que é influenciado por Espíritos
Como espíritas, acreditamos que aos desencarnados (Espíritos dos que já viveram na Terra) é possivel serem atraídos pelos encarnados (nós, pessoas comuns) e assim nos exercer alguns tipos e graus de influências.
Se pensamos, desejamos ou agimos (em suma, damos atenção, gastamos tempo e energia), em desarmonia com as Leis de Amor e Luz, poderemos abrir as portas para a obsessão espiritual – influência negativa.
Ao contrário, quando estamos nos harmonizando, em termos de pensamentos, desejos e ações consigo e com o próximo, através da energia do Amor Universal, atraimos influências benéficas que só aumentam a sensação de bem-estar psico-emocional e físico.
Mas o fato de acreditarmos na possibilidade de haver obsessão espiritual, isto não significa que os espíritas “diagnostiquemos” uma pessoa desarmonizada como uma “obsediada por Espíritos ruins ou maus”. Vejamos o que expressou o experimentador Allan Kardec, em 1862, na “Revista Espírita“:
“Releva-se dizer ainda que há gente, muitas vezes, que responsabiliza os espíritos estranhos por maldades de que não são responsáveis; certos estados mórbidos e certas aberrações que são atribuídas a uma causa oculta, são, por vezes, devidas exclusivamente ao espírito do indivíduo.
As contrariedades frequentemente concentradas em si próprio, os sofrimentos amorosos, principalmente, têm levado ao cometimento de muitos atos excêntricos que, erradamente, são levados à conta de obsessão. Muitas vezes, a criatura é seu próprio obsessor“.
Em “O Livro dos Médiuns“, ponderou ainda Kardec:
“Mas é necessário evitar atribuir à ação direta dos Espíritos todas as nossas contrariedades, que, em geral, são consequências da nossa própria incúria ou imprevidência“. (2ª parte – Cap. XXIII- item 253).
Portanto, não atribuamos de imediato a culpa em um Espírito obsessor (muitas vezes, chamado com pieguismo de “irmãozinho“) e busquemos dar um passo rumo ao amadurecimento assumindo a responsabilidade para nós mesmos, quando as coisas não acontecem como nosso ego queria que fosse, quando não temos a sonhada reciprocidade de um outro coração etc. É chegada a hora de nos apropriarmos da auto-responsabilidade, se queremos avançar, como consciências que viajam na Vida, em busca de expansão, harmonia e paz.
Na minha experiência, a maioria das pessoas desarmonizadas que buscam os centros espíritas são indivíduos auto-obsediados e que precisam muito educar sua própria personalidade. Evidente que uma continuada má postura do indivíduo poderá atrair, por ressonância vibratória, seres espirituais que se afinizam com o padrão energético emitido pelo ódio, pela tristeza, pelas maldades praticadas. Assim, o que era apenas auto-obsessão, terá o reforço de uma obsessão espiritual externa, até que o encarnado mude, faça outras escolhas na Vida.
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