19.02.11 14:12
Após muito avaliar minha otimização de tempo, ante minha ocupação profissional e os estudos exigidos por uma formação que faço, decidi encerrar minhas atividades de blogueiro deste relevante Portal. Nestes 20 meses de atividade, recebemos 645 comentários com incentivos, perguntas, críticas e opiniões várias.
Infelizmente, o dia só tem 24h.
Agradeço ao Diretor de O Povo Digital – Demócrito Filho – pelo convite inicial de participar deste Portal, mas preciso reconhecer as limitações que a 3ª dimensão nos exige.
Sou grato a todos os internautas que participaram de forma direta e indireta, ao longo do tempo, desde a 1ª postagem, em Junho/2009.
Indico a todos que sentem algum vazio no coração por imaginar que a Vida se extingue com a morte física estudar a Doutrina Espírita, mas investindo no autoconhecimento para efetivar a autotransformação que passa pelo reconhecimento do que somos: Espíritos imortais, submetidos aos cuidados da Fonte da Vida e destinados à evolução em todos os campos do nosso psiquismo.
Para os iniciantes, recomendo como leitura primeira: “DOUTRINA ESPÍRITA PARA PRINCIPIANTES“, com 156 páginas, Editora CEI, escrito pelo peruano LUIS HU HIVAS, que compilou as idéias principais de “O Livro dos Espíritos”.
Para os “veteranos”, recomendo ler todos os livros do Espírito Hammed, psicografados pelo médium paulista Francisco do Espírito Santo, a começar por “RENOVANDO ATITUDES“.
Despeço-me com a última parte da entrevista que o físico quântico indiano AMIT GOSWAMI concedeu ao Programa “Ciência e Espiritualidade”, da TV Mundo Maior, onde o simpático cientista nos convida a encontrar motivação para praticarmos o Bem e ajudarmos o próximo, de verdade.
Abraços fraternais de Janio Alcantara.
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10.02.11 10:20
Autoconhecimento como preventivo da obsessão
Em Dezembro último, escrevi uma postagem intitulada “Nem tudo é obsessão“. Recentemente, o confrade paulista Victor Manoel Ventura Seco fez um comentário e me pediu que desse minha opinião após ler o artigo “Tudo é obsessão? “, fruto de seu estudo e raciocínio baseados na codificação kardequiana e nas revelações dos Espíritos Emmanuel e André Luiz, via-Chico Xavier. Aprofundo minha resposta a ele e compartilho a seguir:
Apesar de toda a teoria advinda das obras espíritas – mesmo oriunda de Kardec e André Luiz e Emmanuel/Chico Xavier – ao longo de 2 décadas de observação e prática, vi que a maioria das pessoas que chegam aos centros espíritas estão na sua maioria AUTO-OBSEDIADAS. Ou seja, toda e qualquer desgraça (depressão, perda de animais de estimação, acidentes, discussões, dificuldades familiares, financeiras etc.) na existência delas é criada PRINCIPALMENTE a partir do descuido consigo mesmas.
No meu entender, como formadores de opinião, dar ênfase na organização de poderosos obsessores é fomentar o medo da obsessão na “vítima” e, por conseguinte, alimentar a impressão de impotência ante os “perigosos fluidos do mal” vindo dos “algozes espirituais” sobre o peixinho do meu aquário que, se morrer, me lançará numa depressão. Onde a auto-responsabilidade, que tantos Espíritos comentam (vide Joanna de Ângelis e Hammed, p. e.)??? Mesmo que um médium vidente visse fluidos negativos transitando em sua casa, isto não significa apenas a existência dos tais fluidos, mas precipuamente a sintonização do sensitivo com os fluidos densos. Se ele tiver “olhos de ver”, poderá ver fluidos luminosos, simultaneamente presentes no ambiente, acessados a partir da elevação de seu padrão vibratório.
Enquanto o ser humano adotar a postura de depositar a culpa de suas agruras nos Espíritos (que não podem se defender) ou nas outras pessoas, as casas espíritas, centros de umbanda e clínicas de videntes estarão sempre lotados, na busca da dissolução da negatividade (externa), ao invés de chamar a responsabilidade para si, de aprofundar no conhecimento de si mesmo. Afinal, se eu não sei o que tem dentro de mim, como poderei distinguir se um pensamento ou um sentimento repentino é meu ou de um ser espiritual????
Somos nós mesmos (com pensamentos, sentimentos e ações continuadas) que ESCOLHEMOS e atraímos as influências seja de desencarnados ou encarnados. Mesmo sem negar a existência da “frequência do mal” e os fenômenos que possam produzir (situações estas em que a terapêutica espírita das reuniões de desobsessão é uma importante facilitadora no processo de recuperação), prefiro enfatizar para o público o que nos inspirou o Espírito Santo Agostinho, na resposta à Pergunta 919-a, em “O Livro dos Espíritos” (1857):
O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual…Com este objetivo é que ditamos “O Livro dos Espíritos”.
As sombras externas são reflexos das nossas sombras internas, negadas ou assumidas e não trabalhadas. Se focalizarmos a atenção do público espírita para o autoconhecimento, acredito que o mundo interno das pessoas mudará para melhor. Quando desencarnarem, não precisarão estar em reuniões mediúnicas para se reconhecerem como Espíritos. E o que é uma sociedade terrena pacífica e iluminada, senão o somatório dos indivíduos transformados no Amor ?!?!?!?!?
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11.01.11 18:43
O primeiro livro da dobradinha Espírito Hammed/médium Francisco do Espírito Santo Neto foi “RENOVANDO ATITUDES”. Desde 1997, esta obra já ultrapassou a marca de um milhão de exemplares vendidos. A cosmovisão de Hammed, que incentiva a reforma íntima a partir do autoconhecimento com inclusão do amor a si mesmo como ponto de partida para que eu ame o próximo, iniciada em “Renovando…” é uma das razões do sucesso editorial, bem como a comunicação simples e direta, onde toda pessoa é capaz de compreender o que foi escrito.
O Espírito Santo Agostinho na longa resposta à Questão 919-a de “O Livro dos Espíritos” (1857) disse: ” O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual…Com este objetivo é que ditamos “O Livro dos Espíritos”.”
Façamos do conhecimento de si mesmo a primeira tarefa que está ao nosso alcance fazê-la. Autoconhecer-se é necessário se queremos realizar efetivamente a propalada “reforma íntima”. Afinal, ninguém será capaz de reformar algo sem que antes saiba o que precisa ser modificado. Para “amar o próximo como a si mesmo” é preciso saber amar a si primeiro – algo muito difícil por causa do medo de incair no egoísmo. Felizmente, sabemos que “amar a si” não é a mesma coisa que “ser egoísta” e sim dignificar a Luz Divina que somos/em nós habita.
A partir deste ponto, a prática da caridade, do fazer o Bem ao próximo terá uma outra e melhor qualidade, onde a alegria estará presente e o espírita poderá estar inteiro na atividade de beneficência. As idéias de Hammed em muito colaboram para que os espíritas adentrem nesta nova etapa de maturidade espiritual. “Fazer” é muito importante mas virá sempre depois do “Ser”.
Recentemente, “Renovando…” ganhou traduções para as línguas inglesa e espanhola, bem como uma versão em português de Audio Livro em MP3, um belo trabalho da Editora Boa Nova.
Recomendo a leitura e agora audição de “Renovando Atitudes” que possibilita ao leitor/ouvinte o que está sendo proposto no seu título.
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06.01.11 12:29
A culpa das inundações na Austrália
Na Austrália, “terra dos cangurus”, desde o fim do ano passado, chuvas torrenciais vem causando destruição afetando 200 mil pessoas diretamente prejudicadas pelos alagamentos. Quase 4 mil pessoas em todo o Estado de Queensland foram retiradas de suas casas desde que as chuvas começaram. Cerca de 1.200 casas ficaram inundadas, enquanto outras 10.700 sofreram algum tipo de dano na área afetada, que é superior aos territórios somados de Alemanha e França. As inundações causaram grande impacto econômico na região, provocando o fechamento de 75% das minas de carvão e destruindo plantações. O valor total ainda não foi estimado, mas a reconstrução de casas, comércios, indústrias e demais infraestruturas pode custar mais de US$ 5 bilhões.
Os meteorologistas australianos alertam que as chuvas vão demorar para cessar e culpam o fenômeno climático La Niña –que teria trazido as chuvas ininterruptas que elevaram drasticamente o nível das águas dos rios.
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Chamou-me atenção o fato de os australianos atribuírem culpa ao fenômeno climático “La Niña“ que, além de prejuízos materiais e desconfortos vários, já ceifou a existência de 10 pessoas. Desde quando a Natureza pode ser “culpada” ou mesmo “responsabilizada” por ela ser ela mesma, pelos fenômenos que produz??? Isto mostra claramente que o homem não se sente integrante da Natureza e sim como se fosse um ser à parte desta.
Quando o assunto é “Natureza”, é preciso ter humildade para admitir que o homem – com toda sua mais avançada tecnologia preventiva – não tem controle sobre todos os fenômenos da Natureza, os quais podem ser fatos originados pelas próprias forças das circunstâncias ou podem ser uma natural resposta às constantes agressões que o Homem vem causando ao meio-ambiente, na maioria das vezes motivados pelo lucro somado ao abuso do conforto material, sem querer pagar o preço da ambição. É dever do homem prevenir, ao máximo, situações como desrespeitar as forças da Natureza, com construções em locais indevidos, por exemplo.
O que fazer? O que pensar, diante do que nos foge do controle?
O começo de tudo é saber quem se é; por que estamos aqui-agora; o que viemos a fazer neste planeta e como devo me relacionar com o próximo (incluindo-se aqui o meio-ambiente).
Simplificando, o homem é um Continuar lendo
05.01.11 13:04
Desde o início dos anos 1970, cientistas estudam e pesquisam sobre “Experiências de Quase Morte” (EQM). Nos Estados Unidos, o Doutor em Filosofia, Psicologia e Medicina RAYMOND A. MOODY JR. (1944- ), foi pioneiro em torno de pesquisas com “Near Death Experience” (NDE), quando entrevistou centenas de pacientes que foram declarados clinicamente mortos e despertaram após algum tempo relatando sensações como o “efeito-túnel” e as “Experiências Fora-do-Corpo” (Out-of-Body Experience – OOBE).
Algumas destas pesquisas científicas, totalmente sem intromissão de religiões e religiosos, sem idéias pré-concebidas, podem ser conferidas no livro best-seller “A Vida Depois da Vida“, onde o Dr. Moody Jr. entrevistou 150 pessoas, desconhecidas entre si, que tinham ‘quase’ morrido e relataram 9 experiências comuns à maioria delas:
- Ouvir um zumbido nos ouvidos;
- Um sentimento de paz e ausência de dor;
- Ter uma experiência fora-do-corpo;
- Sentir-se a viajar dentro de um túnel;
- Sentir-se a subir pelos céus;
- Ver pessoas, principalmente familiares já falecidos;
- Encontrar seres espirituais, por vezes identificados como sendo Deus;
- Ver uma revisão da própria vida; e
- Sentir uma enorme relutância em voltar à vida.
Os estudos espíritas apontam que somos um ser espiritual, uma consciencia, e estamos conectados ao corpo físico através de um corpo espiritual. Esta junção se dá molécula a molécula. Nestas experiências fora-do-corpo, a consciência acessa dimensões mais sutis, mas continua ligada por laços energéticos ao corpo físico, mesmo que frágil seja esta conexão dando aparência de morte ao corpo – instrumento material de manifestação do espírito, da consciência, do ser que somos em essência.
Algo ocorre que são chamados de volta a reassumir o corpo físico e, geralmente, quando a pessoa retorna a sua vida, há uma transformação de valores, em especial, quanto à sua espiritualização, sua ligação com o Divino, com repercussão nos hábitos, nas escolhas, melhorando sua relação consigo, com o próximo e a Natureza.
Assim, as pesquisas científicas (vide o livro supracitado e o documentário ”Vida Depois da Morte” - ‘Beyond and Back’ – 1978) confirmam a revelação espírita sobre a certeza da existência do Espírito (ser que somos), de sua vestimenta energética (semelhante à forma física), da continuidade da Vida fora do corpo físico e a possibilidade de revermos e reconhecermos aqueles que nos antecederam, quando o Autor da Vida autorizar nosso desligamento definitivo da matéria.
Enquanto isto, vamos nos dedicar à causa do Bem, deixando-se sentir a amorosidade que Jesus se referiu. Se estamos encarnados neste Planeta, aqui-agora, há uma razão superior para que assim o seja, mesmo que estejamos enfrentando dificuldades ou tenhamos herdado uma existência tranquila, a maior parte do tempo. É preciso descobrir o sentido da Vida que pulsa em nós e realizarmos algo de bom, em todos os níveis (espiritual, mental, emocional e físico) interagindo consigo, com o próximo e com a Natureza que nos alimenta e circunda. Neste contexto, se faz mister encetarmos nosso autoconhecimento. Afinal, cada um de nós deveríamos investir um tempo diário para conhecer a única pessoa que podemos “desrespeitar” a privacidade: nós mesmos.
Para que eu possa me transformar, à luz do Amor maduro que Jesus exemplificou, é preciso que me conheça profundamente, a fim de lançar luz em todos os setores do meu psiquismo. Informações externas – livros, palestras etc – já temos muitas e mais que suficientes. Agora, é hora de mergulharmos dentro de nosso mundo íntimo e dar uma ‘lustrada’ para que “brilhe a Luz”!
27.12.10 11:33
Ponte entre Ciência e Espiritualidade
É com prazer que indico o site TV MUNDO MAIOR, que é mantido pela Fundação Espírita André Luiz, de São Paulo. Nesta TV, ocorreu uma entrevista com o simpático físico quântico AMIT GOSWAMI, que fala sobre possuirmos dois tipos de memórias: a física (fruto do nosso cotidiano, desde que nascemos, localizada nas diversas regiões do cérebro) e a memória extra-física (aquela que o Espírito traz de outras existências e não localizada no cérebro e sim nas estruturas mais sutis do ser espiritual).
A reencarnação tem como base científica a não-localidade, que fala sobre nossa forma de pensar, nossos hábitos e padrões comportamentais.
Goswami é um dos cientistas que protagonizou o filme “Quem Somos Nós?” e, de forma acessível, consegue explicar os fundamentos da física quântica e o potencial ilimitado da consciência. Ele estará em São Paulo, em Março-2011, para ministrar o primeiro curso intensivo de formação em ativismo quântico, de 5 dias de duração, habilitando o participante a replicar seu conteúdo e a ser um multiplicador de seus conceitos e práticas. A idéia central do ativismo quântico é acreditar no ser humano e em sua capacidade de mudar o mundo e a si mesmo a partir dos princípios da física quântica; é contribuir para a transformação da atual visão de mundo, puramente materialista, para uma percepção baseada no primado da consciência.
10.12.10 10:10

Para não assumir responsabilidades, o auto-obsediado prefere acreditar que é influenciado por Espíritos
Como espíritas, acreditamos que aos desencarnados (Espíritos dos que já viveram na Terra) é possivel serem atraídos pelos encarnados (nós, pessoas comuns) e assim nos exercer alguns tipos e graus de influências.
Se pensamos, desejamos ou agimos (em suma, damos atenção, gastamos tempo e energia), em desarmonia com as Leis de Amor e Luz, poderemos abrir as portas para a obsessão espiritual – influência negativa.
Ao contrário, quando estamos nos harmonizando, em termos de pensamentos, desejos e ações consigo e com o próximo, através da energia do Amor Universal, atraimos influências benéficas que só aumentam a sensação de bem-estar psico-emocional e físico.
Mas o fato de acreditarmos na possibilidade de haver obsessão espiritual, isto não significa que os espíritas “diagnostiquemos” uma pessoa desarmonizada como uma “obsediada por Espíritos ruins ou maus”. Vejamos o que expressou o experimentador Allan Kardec, em 1862, na “Revista Espírita“:
“Releva-se dizer ainda que há gente, muitas vezes, que responsabiliza os espíritos estranhos por maldades de que não são responsáveis; certos estados mórbidos e certas aberrações que são atribuídas a uma causa oculta, são, por vezes, devidas exclusivamente ao espírito do indivíduo.
As contrariedades frequentemente concentradas em si próprio, os sofrimentos amorosos, principalmente, têm levado ao cometimento de muitos atos excêntricos que, erradamente, são levados à conta de obsessão. Muitas vezes, a criatura é seu próprio obsessor“.
Em “O Livro dos Médiuns“, ponderou ainda Kardec:
“Mas é necessário evitar atribuir à ação direta dos Espíritos todas as nossas contrariedades, que, em geral, são consequências da nossa própria incúria ou imprevidência“. (2ª parte – Cap. XXIII- item 253).
Portanto, não atribuamos de imediato a culpa em um Espírito obsessor (muitas vezes, chamado com pieguismo de “irmãozinho“) e busquemos dar um passo rumo ao amadurecimento assumindo a responsabilidade para nós mesmos, quando as coisas não acontecem como nosso ego queria que fosse, quando não temos a sonhada reciprocidade de um outro coração etc. É chegada a hora de nos apropriarmos da auto-responsabilidade, se queremos avançar, como consciências que viajam na Vida, em busca de expansão, harmonia e paz.
Na minha experiência, a maioria das pessoas desarmonizadas que buscam os centros espíritas são indivíduos auto-obsediados e que precisam muito educar sua própria personalidade. Evidente que uma continuada má postura do indivíduo poderá atrair, por ressonância vibratória, seres espirituais que se afinizam com o padrão energético emitido pelo ódio, pela tristeza, pelas maldades praticadas. Assim, o que era apenas auto-obsessão, terá o reforço de uma obsessão espiritual externa, até que o encarnado mude, faça outras escolhas na Vida.
26.11.10 10:02
Se queremos compreender as situações difíceis que ora vivemos ou que por elas já passamos, é necessário distinguir a DOR do SOFRIMENTO.
Concordo integralmente com Drummond quando diz “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”
Por exemplo: a mulher-mãe, comum e naturalmente, sente a dor do parto; a dor advém quando os dentes do bebê estão nascendo ou um espinho adentra a sola dos pés ou passamos pela morte de uma pessoa querida próxima. Muitas coisas doem mesmo, tanto no âmbito físico, como no emocional. Esta é a DOR REAL. Nela não é possível nos enganarmos.
Já o SOFRIMENTO é uma escolha do ego imaturo, mesmo que não tenha consciência desta opção. Quantas reações diferentes somos capazes de observar em um conjunto de pessoas após passarem por uma mesma situação difícil, dolorosa?
Os que reclamam e se maldizem, fixados na queixa, seguramente estão optando, escolhendo em sofrer e muito. Estas pessoas sofrem bem prá caramba; alimentam-se da energia malsã que a queixa traz, além de buscar a comiseração alheia, mesmo que inconsciente disto. Há uma parte nossa que “curte” agir com impaciência, de forma irada ou desesperada. E isto é sofrer, sem que necessariamente exista uma dor real, no momento presente. Este vício de ficarem presos ao passado e de não abrirem mão disto é um convite atraente (que atrai) os Espíritos dos homens que ainda mantém este mesmo padrão vibratório fora do corpo físico. O encarnado invigilante se abre para as clássicas e lamentáveis OBSESSÕES, que vão das simples às subjugações.
Se NEM TODOS SOFREM, com certeza TODOS PASSAM PELA DOR, em diversos níveis. A dor real nos nivela a todos, sem exceção. Os que passam pela dor real e estão sintonizados com o Divino – têm FÉ – agradecem a oportunidade do aprendizado, transformam-se e crescem espíritopsicoemocionalmente, por não perderem tempo na reclamação que nada de saudável constrói. Assumem a vida com auto-responsabilidade, ao mesmo tempo que se sentem amparados pela FÉ na Providência Divina que só permite nos acontecer o que for prá vivermos.
A propósito, sempre que chorarmos, possamos avaliar e aprofundar: De onde partem estas lágrimas?
Algumas vezes, pode ser da parte do ego infantil, mimado, que revive uma dor do passado como se fosse atual (e isto é sofrer perpetuamente) ou do eu inferiorizado que vibra no ódio, por exemplo. Mas também pode vir do Eu Superior, do Divino em nós que vai iluminando nosso interior, pela percepção que estamos “voltando prá casa” – por isto nossa tentativa de re-ligião, de religarmo-nos até hoje. Afinal de contas, o convite do Cristo – “Buscai o reino de Deus que está dentro de vós” – nada mais é que um estímulo para nos religarmos com o Criador que mora dentro de nós. Quando fizermos esta conexão, haveremos de descobrir o que realmente somos: Filhos de Deus, irmãos de Jesus e de todos os grandes portadores da Luz que a Humanidade teve/tem. Somos seres da Luz, células do planeta, em constante aprendizado na escola-Terra!
24.11.10 11:33
“O amor é o tecido de conexão do universo.” - Barbara Ann Brennan (1939 -), autora de “Mãos de Luz” e “Luz Emergente“.
“O corpo é o templo supremo de transformação, o lugar onde todas as forças do universo se reúnem para serem canalizadas e transformadas em uma ordem integral, mais elevada, da natureza e do espírito.” - Jean Houston (1937 – ), escritora de “Paixão pelo Possível“.
“A sexualidade não é o que nos separa da iluminação. A sexualidade é uma qualidade inerente à nossa experiência terrena que nos funde com a iluminação” – Chris Griscom (1942 -), autora do livro “A Evolução de Deus“.
“A maioria das pessoas vive como se fosse viver para sempre. Eu vivo como se fosse morrer qualquer dia.” – Nikos Kazantzakis (1883-1957) dando voz à personagem principal do livro ”Zorba, o Grego“
“Espiritualidade não diz respeito basicamente aos estados alterados de consciência. Diz respeito à corporificação e ligação à terra ou, como diriam alguns teólogos, à encarnação do espírito. O desafio não é sair do corpo, mas perceber que o corpo é o templo sagrado.” – Georg Feuerstein (1947 – ) autor de “A Tradição do Yoga“
“Antes que voce possa alcançar o topo de uma árvore e entender os brotos e as flores, voce terá de ir fundo nas raízes, porque o segredo está lá. E,quanto mais fundo vão as raízes, mais alto vai a árvore” – Nietzsche (1844-1900), autor de “Assim Falou Zaratrusta“.
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Há razões muito fortes para estarmos encarnados na presente existência. É preciso reavaliarmos constantemente – e cada “virada de ano” parece propício para isto – como está o grau de nossa participação na Terra, ou seja, da Consciência no meu corpo e na minha interação com as outras Consciências.
Tradicionalmente, os religiosos tendemos à espiritualização já, sem antes termos feito o “dever de casa” na presente encarnação, que é a corporificação da Consciência, sem medo de se enredar no que é material. Na verdade, a matéria densa é uma forma de energia e instrumento para que o Espírito aprenda diversas lições que somente um corpo pode ajudar a agregar, como patrimônio imortal.
É preciso estarmos atentos para não recriminar o corpo físico, com suas peculiaridades naturais, em favor de uma pressa na espiritualização sem o devido alicerce, sem o devido enraizamento do Ser. Mesmo no mundo de dualidade em que vivemos – Espírito e Matéria- é possível e necessário vivenciar um dos pólos incluindo o outro, nas nossas experiências. É possível aprendermos a colocar as energias do corpo fluindo de forma saudável, em perfeita harmonia com o Espírito.
22.11.10 10:10
Lei Divina escrita na consciência
621 Onde está escrita a lei de Deus? – Na consciência.
625 Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo? – Jesus.
626 As leis divinas e naturais só foram reveladas aos homens por Jesus e, antes dele, tinham conhecimento delas apenas pela intuição? – Não dissemos que elas foram escritas em todos os lugares? Todos os homens que meditaram sobre a sabedoria puderam compreendê-las e ensiná-las desde os séculos mais remotos. …
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Entrei em contato com “O Livro dos Espíritos” – de onde foram retiradas as questões e respostas acima – há vinte e poucos anos. Das respostas supramencionadas, a que primeiro me causou positivo impacto foi receber a confirmação de que a lei de Deus está escrita na Consciência – isto é, não depende de papéis, livros, nem de pessoas e sim é acessível por todos nós quando nos permitimos mergulhar na parcela divina que é a Consciência, através da prece ou da meditação, por exemplo.
Daqui, surge um desafio: Como saber o que em nós é da Consciência Divina? E o que não for desta, é do que ou de quem? De que parte é? É minha ou de outrem?
Tenho o forte sentimento que aqui é onde entra a necessidade do autoconhecimento para distinguir o que vem do Eu Superior do que vem do ego adoecido, para em seguida viabilizar a tão almejada “reforma intima“.
É também neste trecho do livro que os Espíritos – que trouxeram a Doutrina, a partir de 1857 – se revelam cristãos, quando apontam Jesus como guia e modelo para o homem.
Nas releituras do mesmo livro, conscientizei-me de que os Espíritos Reveladores reconhecem que a mensagem crística foi escrita em todos os lugares, antes mesmo de Jesus ter vivido na Terra; que os homens que meditaram sobre a sabedoria superior puderam compreendê-la. Isto mostra a amplitude da visão sobre a importância da diversidade de expressões de espiritualidade, em todas as épocas, como tendo trazido uma boa contribuição, nos recantos onde floresceram.
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