10.02.11 10:20
Autoconhecimento como preventivo da obsessão
Em Dezembro último, escrevi uma postagem intitulada “Nem tudo é obsessão“. Recentemente, o confrade paulista Victor Manoel Ventura Seco fez um comentário e me pediu que desse minha opinião após ler o artigo “Tudo é obsessão? “, fruto de seu estudo e raciocínio baseados na codificação kardequiana e nas revelações dos Espíritos Emmanuel e André Luiz, via-Chico Xavier. Aprofundo minha resposta a ele e compartilho a seguir:
Apesar de toda a teoria advinda das obras espíritas – mesmo oriunda de Kardec e André Luiz e Emmanuel/Chico Xavier – ao longo de 2 décadas de observação e prática, vi que a maioria das pessoas que chegam aos centros espíritas estão na sua maioria AUTO-OBSEDIADAS. Ou seja, toda e qualquer desgraça (depressão, perda de animais de estimação, acidentes, discussões, dificuldades familiares, financeiras etc.) na existência delas é criada PRINCIPALMENTE a partir do descuido consigo mesmas.
No meu entender, como formadores de opinião, dar ênfase na organização de poderosos obsessores é fomentar o medo da obsessão na “vítima” e, por conseguinte, alimentar a impressão de impotência ante os “perigosos fluidos do mal” vindo dos “algozes espirituais” sobre o peixinho do meu aquário que, se morrer, me lançará numa depressão. Onde a auto-responsabilidade, que tantos Espíritos comentam (vide Joanna de Ângelis e Hammed, p. e.)??? Mesmo que um médium vidente visse fluidos negativos transitando em sua casa, isto não significa apenas a existência dos tais fluidos, mas precipuamente a sintonização do sensitivo com os fluidos densos. Se ele tiver “olhos de ver”, poderá ver fluidos luminosos, simultaneamente presentes no ambiente, acessados a partir da elevação de seu padrão vibratório.
Enquanto o ser humano adotar a postura de depositar a culpa de suas agruras nos Espíritos (que não podem se defender) ou nas outras pessoas, as casas espíritas, centros de umbanda e clínicas de videntes estarão sempre lotados, na busca da dissolução da negatividade (externa), ao invés de chamar a responsabilidade para si, de aprofundar no conhecimento de si mesmo. Afinal, se eu não sei o que tem dentro de mim, como poderei distinguir se um pensamento ou um sentimento repentino é meu ou de um ser espiritual????
Somos nós mesmos (com pensamentos, sentimentos e ações continuadas) que ESCOLHEMOS e atraímos as influências seja de desencarnados ou encarnados. Mesmo sem negar a existência da “frequência do mal” e os fenômenos que possam produzir (situações estas em que a terapêutica espírita das reuniões de desobsessão é uma importante facilitadora no processo de recuperação), prefiro enfatizar para o público o que nos inspirou o Espírito Santo Agostinho, na resposta à Pergunta 919-a, em “O Livro dos Espíritos” (1857):
O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual…Com este objetivo é que ditamos “O Livro dos Espíritos”.
As sombras externas são reflexos das nossas sombras internas, negadas ou assumidas e não trabalhadas. Se focalizarmos a atenção do público espírita para o autoconhecimento, acredito que o mundo interno das pessoas mudará para melhor. Quando desencarnarem, não precisarão estar em reuniões mediúnicas para se reconhecerem como Espíritos. E o que é uma sociedade terrena pacífica e iluminada, senão o somatório dos indivíduos transformados no Amor ?!?!?!?!?
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11.01.11 18:43
O primeiro livro da dobradinha Espírito Hammed/médium Francisco do Espírito Santo Neto foi “RENOVANDO ATITUDES”. Desde 1997, esta obra já ultrapassou a marca de um milhão de exemplares vendidos. A cosmovisão de Hammed, que incentiva a reforma íntima a partir do autoconhecimento com inclusão do amor a si mesmo como ponto de partida para que eu ame o próximo, iniciada em “Renovando…” é uma das razões do sucesso editorial, bem como a comunicação simples e direta, onde toda pessoa é capaz de compreender o que foi escrito.
O Espírito Santo Agostinho na longa resposta à Questão 919-a de “O Livro dos Espíritos” (1857) disse: ” O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual…Com este objetivo é que ditamos “O Livro dos Espíritos”.”
Façamos do conhecimento de si mesmo a primeira tarefa que está ao nosso alcance fazê-la. Autoconhecer-se é necessário se queremos realizar efetivamente a propalada “reforma íntima”. Afinal, ninguém será capaz de reformar algo sem que antes saiba o que precisa ser modificado. Para “amar o próximo como a si mesmo” é preciso saber amar a si primeiro – algo muito difícil por causa do medo de incair no egoísmo. Felizmente, sabemos que “amar a si” não é a mesma coisa que “ser egoísta” e sim dignificar a Luz Divina que somos/em nós habita.
A partir deste ponto, a prática da caridade, do fazer o Bem ao próximo terá uma outra e melhor qualidade, onde a alegria estará presente e o espírita poderá estar inteiro na atividade de beneficência. As idéias de Hammed em muito colaboram para que os espíritas adentrem nesta nova etapa de maturidade espiritual. “Fazer” é muito importante mas virá sempre depois do “Ser”.
Recentemente, “Renovando…” ganhou traduções para as línguas inglesa e espanhola, bem como uma versão em português de Audio Livro em MP3, um belo trabalho da Editora Boa Nova.
Recomendo a leitura e agora audição de “Renovando Atitudes” que possibilita ao leitor/ouvinte o que está sendo proposto no seu título.
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11.01.11 10:31
Heterogeneidade do perispírito
No mundo ocidental e de forma exotérica (aberta ao grande público, sem iniciação alguma), coube ao Espiritismo, a partir de 1857, ir além das religiões de então e revelar que o Homem é um Espírito em atividade no Corpo Físico e que possui um elemento intermediário que possibilita a permanência da Essência na materialidade densa. Pelo que falavam os Espíritos Reveladores, Allan Kardec deduziu que o nome que melhor traduzia este elemento fosse Perispírito – (do grego: Peri, em torno, e do latim: Spiritus, alma, espírito) – que é o envoltório sutil da alma, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico.
À medida que se vai estudando e conhecendo o que já foi escrito e pesquisado de forma esotérica (Teosofia e correntes orientais milenares) sobre o Perispírito, descobre-se que há uma heterogeneidade de campos dentro dele: o Campo Etérico ou Vital; o Campo Astral ou Emocional; o Campo Mental; e o Campo Causal – este é o envoltório mais elevado da alma, o que conduz a intencionalidade fundamental de ser do Espírito. É no corpo causal que se encontram as verdadeiras causas daquilo que somos aqui e agora, por isto é o corpo do qual a alma nunca se desfaz, como ocorre com os demais corpos, seja pela morte física ou por elevação do status espiritual.
O corpo etérico tem como função mais importante transferir a energia vital absorvida do campo universal para o campo individual e deste para o corpo físico. No Oriente, a vitalidade ou prana é uma força universal da natureza relacionada com a respiração. O etérico atua também como um elo de ligação entre o corpo etérico e os veículos emocional e mental.
No corpo etérico, funcionam os centros de força ou chakras, responsáveis por sincronizar e distribuir as energias dos diferentes campos para o corpo físico. Da base da coluna vertebral ao alto da cabeça, os principais centros de força são oito: Fundamental ou Raiz; Sacral ou Genésico; Esplênico; Plexo Solar ou Umbilical; Cardíaco; Laríngeo, Frontal e Coronário. – cada um comandando regiões específicas do corpo e agindo sobre determinadas glândulas.
Para saber mais sobre tão vasto assunto, recomendo o livro “OS CHAKRAS e os Campos de Energia Humanos” (1989), fruto de pesquisa profunda feita pela neuropsiquiatra turca Shafica Karagulla (1914-1986) e pela sensitiva Dora Van Gelder Kunz (1904-1999), nascida em Java/Indonésia e que possuía um raro nível de clarividência que ia informando sobre o que ocorria nos corpos sutis de pessoas enfermas e sadias, mediante a observação da Drª. Karagulla. Dora Kunz foi presidente da Sociedade Teosófica na América, entre 1975 e 1987. Em meados dos anos 1970, em conjunto com a enfermeira Dolores Krieger, Dora desenvolveu a técnica de terapia complementar de cura “Toque Terapêutico”, semelhante à “imposição de mãos” que se utiliza nas casas espíritas com o nome de “passe”.
OBSERVAÇÃO: Os Espíritos André Luiz e Emmanuel, pela mediunidade de Chico Xavier, nos autorizaram aos espíritas o convite para estudar nas fontes do milenar conhecimento de corpos sutis da alma com seus centros de força. Por exemplo:
Corpo etérico (ou duplo etérico ou corpo vital) nos livros “Nos Domínios da Mediunidade” e “Evolução em Dois Mundos”;
Corpo astral (emocional ou perispírito, em sentido estrito) no livro “Roteiro”;
Corpo mental no livro “Evolução em Dois Mundos”; e
Corpo causal no livro “Nosso Lar”, capítulo 12, “O Umbral”: ”…corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências anteriores…”
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10.12.10 10:10

Para não assumir responsabilidades, o auto-obsediado prefere acreditar que é influenciado por Espíritos
Como espíritas, acreditamos que aos desencarnados (Espíritos dos que já viveram na Terra) é possivel serem atraídos pelos encarnados (nós, pessoas comuns) e assim nos exercer alguns tipos e graus de influências.
Se pensamos, desejamos ou agimos (em suma, damos atenção, gastamos tempo e energia), em desarmonia com as Leis de Amor e Luz, poderemos abrir as portas para a obsessão espiritual – influência negativa.
Ao contrário, quando estamos nos harmonizando, em termos de pensamentos, desejos e ações consigo e com o próximo, através da energia do Amor Universal, atraimos influências benéficas que só aumentam a sensação de bem-estar psico-emocional e físico.
Mas o fato de acreditarmos na possibilidade de haver obsessão espiritual, isto não significa que os espíritas “diagnostiquemos” uma pessoa desarmonizada como uma “obsediada por Espíritos ruins ou maus”. Vejamos o que expressou o experimentador Allan Kardec, em 1862, na “Revista Espírita“:
“Releva-se dizer ainda que há gente, muitas vezes, que responsabiliza os espíritos estranhos por maldades de que não são responsáveis; certos estados mórbidos e certas aberrações que são atribuídas a uma causa oculta, são, por vezes, devidas exclusivamente ao espírito do indivíduo.
As contrariedades frequentemente concentradas em si próprio, os sofrimentos amorosos, principalmente, têm levado ao cometimento de muitos atos excêntricos que, erradamente, são levados à conta de obsessão. Muitas vezes, a criatura é seu próprio obsessor“.
Em “O Livro dos Médiuns“, ponderou ainda Kardec:
“Mas é necessário evitar atribuir à ação direta dos Espíritos todas as nossas contrariedades, que, em geral, são consequências da nossa própria incúria ou imprevidência“. (2ª parte – Cap. XXIII- item 253).
Portanto, não atribuamos de imediato a culpa em um Espírito obsessor (muitas vezes, chamado com pieguismo de “irmãozinho“) e busquemos dar um passo rumo ao amadurecimento assumindo a responsabilidade para nós mesmos, quando as coisas não acontecem como nosso ego queria que fosse, quando não temos a sonhada reciprocidade de um outro coração etc. É chegada a hora de nos apropriarmos da auto-responsabilidade, se queremos avançar, como consciências que viajam na Vida, em busca de expansão, harmonia e paz.
Na minha experiência, a maioria das pessoas desarmonizadas que buscam os centros espíritas são indivíduos auto-obsediados e que precisam muito educar sua própria personalidade. Evidente que uma continuada má postura do indivíduo poderá atrair, por ressonância vibratória, seres espirituais que se afinizam com o padrão energético emitido pelo ódio, pela tristeza, pelas maldades praticadas. Assim, o que era apenas auto-obsessão, terá o reforço de uma obsessão espiritual externa, até que o encarnado mude, faça outras escolhas na Vida.
22.11.10 10:10
Lei Divina escrita na consciência
621 Onde está escrita a lei de Deus? – Na consciência.
625 Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo? – Jesus.
626 As leis divinas e naturais só foram reveladas aos homens por Jesus e, antes dele, tinham conhecimento delas apenas pela intuição? – Não dissemos que elas foram escritas em todos os lugares? Todos os homens que meditaram sobre a sabedoria puderam compreendê-las e ensiná-las desde os séculos mais remotos. …
——————————————————————————————————————-
Entrei em contato com “O Livro dos Espíritos” – de onde foram retiradas as questões e respostas acima – há vinte e poucos anos. Das respostas supramencionadas, a que primeiro me causou positivo impacto foi receber a confirmação de que a lei de Deus está escrita na Consciência – isto é, não depende de papéis, livros, nem de pessoas e sim é acessível por todos nós quando nos permitimos mergulhar na parcela divina que é a Consciência, através da prece ou da meditação, por exemplo.
Daqui, surge um desafio: Como saber o que em nós é da Consciência Divina? E o que não for desta, é do que ou de quem? De que parte é? É minha ou de outrem?
Tenho o forte sentimento que aqui é onde entra a necessidade do autoconhecimento para distinguir o que vem do Eu Superior do que vem do ego adoecido, para em seguida viabilizar a tão almejada “reforma intima“.
É também neste trecho do livro que os Espíritos – que trouxeram a Doutrina, a partir de 1857 – se revelam cristãos, quando apontam Jesus como guia e modelo para o homem.
Nas releituras do mesmo livro, conscientizei-me de que os Espíritos Reveladores reconhecem que a mensagem crística foi escrita em todos os lugares, antes mesmo de Jesus ter vivido na Terra; que os homens que meditaram sobre a sabedoria superior puderam compreendê-la. Isto mostra a amplitude da visão sobre a importância da diversidade de expressões de espiritualidade, em todas as épocas, como tendo trazido uma boa contribuição, nos recantos onde floresceram.
10.11.10 08:27
Visão espiritual sobre a Terra
O que representa o planeta Terra para você? Para mim, acima de tudo, é uma escola, onde estamos matriculados a fim de aprender tudo que nos for possível rumo à evolução da alma, da expansão do Ser consciente. Abaixo, compartilho uma bela mensagem – com grifos meus - que o Espírito Hammed – através da mediunidade de Fco. do Espírito Santo Neto – trouxe no livro “RENOVANDO ATITUDES” – Ed. Boa Nova.
Belo Planeta Terra
Realmente, a Terra é um minúsculo grão de areia no imenso Cosmo Universal. Mundos incontáveis, estrelas de maior grandeza que o Sol, circulam pelos complexos interplanetários, e constelações inúmeras se encaixam em galáxias de milhares de anos-luz.
Assegura a ciência que a Via-Láctea possui mais de 200 milhões de estrelas espalhadas harmonicamente entre suas nebulosas, e que sua forma espiralada tem uma extensão aproximada de 100 mil anos-luz para ser percorrida de uma ponta para outra.
Vivemos num turbilhão de galáxias, somos viajores do espaço, habitantes do Universo em busca da perfeição, e o nosso destino é a felicidade plena.
Nosso planeta é a residência que nos acolhe atualmente; portanto, amá-lo e protegê-lo é o nosso lema.
A Terra, de uma beleza sem igual, é para nós outros, encarnados e desencarnados, domiciliados temporariamente neste orbe azulado, o nosso ninho de aconchego e progresso espiritual. Nossa concepção de beleza é ajustada às condições de evolução do planeta. O que vemos e sentimos está sintonizado com nosso modelo de “belo interior” e, por conseguinte, vislumbramos fora o que somos por dentro.
“A boca fala do que está cheio o coração”, disse Jesus, e nós completamos: os olhos vêem conforme nossa atmosfera interior. É por isso que alguns afirmam: este planeta é uma prisão; outros dizem porém: não, é um hospital; mais além outros asseguram: é um belo jardim de paz.
Tua casa psíquica determina tua existência, tua observação focaliza pântanos pestilentos ou fontes cristalinas, serpentes ou pássaros e, assim, diriges teu modo característico de ver, conforme teu modelo interior, materializando e evidenciando as coisas ou as pessoas fora de ti mesmo.
O mundo moderno coloca o pensamento ecológico como um dos meios para que os homens possam sobreviver no planeta, inter-relacionando perfeitamente a flora e a fauna existentes em nosso meio-ambiente. Tudo está integrado em tudo: as águas necessitam das plantas e vice-versa; os animais, das florestas; e os homens fazem parte desse elo ecológico, não como parte imprescindível, mas como parte integradora.
Allan Kardec, um dos precursores do pensamento ecológico, desde 1868, refere-se à Providência Divina como a atenção de Deus para com tudo e todos, definindo-a como a solicitude que “está por toda parte, tudo vê e a tudo preside, mesmo as menores coisas; é nisso que consiste a ação providencial”.
Transcorrido mais de um século, a humanidade continua estudando e observando essa “atenção celestial”, em que cada ser vivo do planeta se interconecta, sendo todos essencialmente necessários para a manutenção de todos, e aprendendo a ver a vida em suas harmoniosas relações de “auto-ajuda”, visto que submetida sempre a uma “Ação Superior e Inteligente”, que a todos provê.
Paralelamente, e em razão disso, se os rios e as florestas morrerem, os homens também perecerão de modo parcial.
Todos nós somos Natureza, somos vida em abundância.
Também tu és Natureza, e as varias moradas às quais se referia Jesus são hoje, pelo Espiritismo, levadas a outras tantas interpretações de maior compreensão e discernimento quanto ao modo de examinar e analisar a vida no planeta.
Ama a Terra! Ama a Natureza! Nosso mundo, nossa casa!
12.09.10 00:13
É possível ver e ouvir Espíritos?
Sim. É possível (e mais comum do que se imagina) ver e ouvir Espíritos, porque cada pessoa é um Ser espiritual que está existindo simultaneamente nos campos mental, emocional ou astral, etérico e físico.
Por isto, se uma pessoa diz estar com sensação de presenças, sensações estranhas, sensação de expansão, sensação de odores que mais ninguém percebe, visões, sonhos premonitórios, audição de ruídos ou vozes que outros não ouvem, captações energéticas, formigamento nas mãos, entorpecimento, arrepios, ondas de frio ou de calor, doenças sem causa física, mudança repentina do timbre vocal, escrita compulsiva de conteúdo estranho à experiência do autor, lâmpadas que apagam e acendem sozinhas, fortes emoções repentinas sem motivo, choro gratuito e outros fatos insólitos – tudo isto pode ser MEDIUNIDADE.
Esgotadas as hipóteses físicas e anímicas dos incômodos, a pessoa acima tem tudo para ser chamada “médium” – um veículo de intercâmbio entre dois mundos e que está carecendo de informações e esclarecimentos que a Doutrina Espírita pode oferecer, através de livros e/ou de pessoas experimentadas que estudam e praticam a mediunidade em centros espíritas. Além de praticar, os espíritas são reconhecidos por estudar, observar e pesquisar os fenômenos mediúnicos. Antes da divulgação e expansão do conhecimento espírita, pessoas sensíveis ao mundo espiritual eram comumente taxadas de “loucas” (sem o serem) e internadas em manicômios. (Ver o livro “A Loucura Sob um Novo Prisma” – Ed. FEB – 1920, do médico Bezerra de Menezes).
MEDIUNIDADE é a capacidade inata que o ser humano tem de se relacionar com os seres espirituais; é a faculdade que a Natureza nos fornece como uma alavanca para o despertar da espiritualidade. Por ser de ordem natural, todos possuímos este “6° sentido”, que alguns acessam esporadicamente e outros de modo mais freqüente e ostensivo, independentemente de credos religiosos.
Por isto, indico o livro “CONEXÃO – Uma nova visão da mediunidade” (2001 – Ed. Vida& Consciência – 277p) da Professora Maria Aparecida Martins, que serve de boa introdução ao clássico “O Livro dos Médiuns” (1861), de Allan Kardec.
A “Tia Cida”, com seus mais de 40 anos de laboratório da mediunidade, realça em seu livro a conexão inexorável que existe entre a mediunidade e a personalidade do médium, em que esta pode embaçar aquela. Personalidade é o jeitão de sermos, de nos expressarmos na vida; é o conjunto dos nossos modos de agir e que nos distingue um dos outros.
Como nos é possível aperfeiçoar nossa personalidade (através do autoconhecimento), seguramente podemos educar nossa sensibilidade mediúnica e conviver com esta de forma equilibrada, produtiva, sabendo distinguir o que é da nossa alma e o que vem dos Espíritos. Informe-se, reconheça-se capaz e se tranqüilize.
08.09.10 00:45
É comum nós humanos falarmos mal de algo, sem nunca ter dedicado algum tempo para conhecer o alvo de nossa destrutividade. É o que vemos em relação à Doutrina dos Espíritos codificada por Allan Kardec, a partir de 1857, com a publicação do primeiro livro espírita “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” – lançado na instigante forma de perguntas e respostas.
Alguns neologismos (palavras novas, especialmente criadas para designar algo novo) podem dificultar o entendimento dos leitores solitários, no primeiro contato com a Doutrina Espírita.
Mas, para facilitar a compreensão dos “marinheiros de primeira viagem ao universo do Espiritismo”, eis que o peruano LUIS HU HIVAS compilou as idéias principais de “O Livro dos Espíritos” e transformou no belíssimo livro “DOUTRINA ESPÍRITA PARA PRINCIPIANTES“, com 156 páginas, Editora CEI. Além dos principiantes, o livro também serve para os espíritas reciclarnos nossos conhecimentos.
Contendo mais de 300 ilustrações coloridas (inclusive, fotos de filmes famosos), o autor dividiu os textos em 8 capítulos (“A Doutrina Espírita”, “A Codificação”, “Deus”, “Imortalidade da Alma”, “Reencarnação”, “Leis Morais e Aspectos Diversos”, “Mediunidade” e”Obsessão e Passes”), conforme estão seqüenciados em “O Livro dos Espíritos”. Há também textos anexos que destacam a importância dos grupos espíritas e o crescimento da Doutrina, no Brasil e no mundo.
Portanto, esta obra é uma excelente introdução para quem quer entender mais facilmente todos os livros clássicos, codificados por Kardec, no Século XIX. Somente após uma leitura mínima como esta é que é possível entabular um diálogo sobre o pensamento espírita acerca da Vida, do Ser, da humanidade e suas questões.
31.08.10 18:30
A parte final de “O Livro dos Espíritos” trata das penalidades e prazeres futuros.
À questão 1008 – “A duração dos sofrimentos depende sempre da vontade do Espírito, ou existem aqueles que são impostos por um tempo determinado?” – o Espírito São Luís respondeu:
“– Sim, os sofrimentos podem ser impostos por um tempo; mas Deus, que deseja apenas o bem de suas criaturas, sempre acolhe o arrependimento, e o desejo de se melhorar nunca é inútil.”
Em seguida, o Espírito Paulo, o Apóstolo respondeu com muita profundidade a um questionamento de Allan Kardec:
1009 Desse modo, os sofrimentos impostos nunca serão por toda a eternidade?
“Gravitar para a unidade divina, esta é a meta da humanidade. Para atingi-la, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência; três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça. Pois bem! Eu vos digo, em verdade, que falseais esses princípios fundamentais, comprometendo a idéia de Deus ao exagerar uma severidade que Ele não tem. Vós a comprometeis mais ainda incutindo no espírito da criatura a idéia de que ela mesmo possui mais clemência, bondade, amor e verdadeira justiça do que o Criador. Vós destruís até mesmo a idéia de inferno ao torná-lo ridículo e inadmissível às vossas crenças, como é para vossos corações o horrendo espetáculo das execuções, fogueiras e torturas da Idade Média! Mas, como? Será que agora, quando a era das represálias foi banida pela legislação humana, é que esperais mantê-la viva? Acreditai em mim, irmãos em Deus e em Jesus Cristo, acreditai em mim, ou resignai-vos a deixar morrer em vossas mãos todos os dogmas, em vez de os modificar, ou, então, vivificai-os, abrindo-os às idéias puras que os bons Espíritos derramam neles neste momento. A idéia de inferno, com suas fornalhas ardentes, suas caldeiras fervilhantes, pode ser tolerada, num século de ferro; mas atualmente não é mais que um fantasma, quando muito para amedrontar criancinhas, e no qual elas mesmas não acreditam mais quando crescem. Insistir nessa mitologia assustadora é incentivar a incredulidade, mãe de toda desorganização social. Tremo ao ver toda uma ordem social abalada e a ruir sobre suas bases, por falta de sanção penal condizente. Homens de fé ardente e viva, vanguardeiros do dia da luz, mãos à obra! Não para manter fábulas ultrapassadas que perderam o crédito, mas para reavivar, restaurar o verdadeiro sentido da sanção penal, de forma que estejam de acordo com os costumes, sentimentos e as luzes de vossa época.
Quem é, de fato, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da Criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo Homem-Deus, por Jesus Cristo.
Que é o castigo? A conseqüência natural, derivada desse falso movimento; uma soma de dores necessárias para fazê-lo desgostar, detestar a sua deformidade, pela prova do sofrimento. O castigo é o aguilhão que estimula a alma, pela amargura, a se curvar sobre si mesma e retornar ao caminho da salvação. O objetivo do castigo é apenas a reabilitação, a redenção. Querer que o castigo seja eterno, por uma falta que não é eterna, é negar toda a sua razão de ser.
Eu vos digo em verdade, basta, chega de colocar em paralelo na eternidade o bem, essência do Criador, com o mal, essência da criatura; isso seria criar uma penalidade injustificável. Afirmai, ao contrário, o amortecimento gradual dos castigos e das penalidades pelas reencarnações sucessivas e consagrai, com a razão unida ao sentimento, a unidade divina.”
26.08.10 00:17
Provas irrecusáveis da imortalidade
“O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens,por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo” – Allan Kardec
O que podemos entender como “provas irrecusáveis”?
Penso que a primeira das provas irrecusáveis que Kardec se reportava era o fenômeno de efeitos físicos produzidos pelos Espíritos, com ajuda de médiuns na doação de ectoplasma. Nestes casos, o fenômeno mediúnico era objetivo, visível, audível e tangível pelos presentes. Assim foram os movimentos inusitados de objetos (poltergeist), as aparições de espíritos materializados, os moldes de partes do corpo físico feitos em parafina, a perfumação do ambiente, na Europa, com a presença de médiuns como a inglesa Florence Cook, a italiana Eusápia Palladino. Os pesquisadores europeus de tais fenômenos foram os eminentes Sir William Crookes (1832-1919), Alexandre Aksakof (1832-1903), Cesare Lombroso (1835-1909), Albert De Rochas (1837-1914), Charles Richet (1850-1935), Sir Oliver Lodge (1851-1940), Ernesto Bozzano(1862-1943), etc.
No Brasil, os médiuns mais fabulosos de efeitos físicos foram a paraense Anna Prado, o paulista Carmine Mirabelli (1889-1951) e Peixotinho (1905-1966), cearense de Pacatuba.
A segunda é a prova da imortalidade da alma quando, através do fenômeno subjetivo da psicografia, psicofonia, audiência e/ou vidência, quando os espíritos comunicantes dão informações pessoais que eram totalmente desconhecidos do médium ou que estejam muito acima do seu intelecto, como foi com as jovens médiuns que ajudaram nas respostas da codificação clássica de Kardec. Aqui, vemos que o médium é um mero instrumento e o autor da mensagem é o Espírito.
Há mensagens mediúnicas em que Chico Xavier psicografou em inglês (sem nunca ter aprendido o idioma) e de trás para frente (que só pode ser lidas diante de um espelho). Isto comprova a independência da vontade do espírito comunicante em relação ao médium, sobretudo quando este tem a chamada mediunidade inconsciente (quando o ego dele não interfere no conteúdo, mas é co-responsável pelo que transmite junto com o espírito comunicante). Portanto, muito já se documentou e se escreveu sobre fatos que confirmam a imortalidade do ser que somos.
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