Felipe Ribeiro: “Fortaleza e o Nordeste já vinham merecendo uma equipe no NBB há muito tempo”

Montar uma equipe do zero para disputar uma competição como o NBB não é tarefa fácil. Mas Alberto Bial aceitou o desafio de formar o time de basquete cearense que disputará a quinta edição do torneio. O principal mentor do projeto da Associação Cearense Basquete, correu para buscar atletas com experiência. Além disso, acertou com jogadores que já trabalharam com ele em outras oportunidades.

Foto: Arquivo Pessoal

O ala-pivô Luiz Felipe Elizeu Mendes Ribeiro, mais conhecido por Felipe Ribeiro, vai fazer parte deste grupo. O jogador de 2,01m, que possui um currículo recheado de boas participações, defendeu o Paulistano na última temporada. Teve boas médias: 12,04 pontos por jogo; 6,70 rebotes por jogo; 1,11 assistências por jogo.

Felipe Ribeiro esteve junto com Bial na conquista dos Jogos Mundiais Militares de 2011, representando o Brasil nas disputas realizadas no Rio de Janeiro. Outra boa participação pela seleção brasileira, dessa vez na principal, foi o título do Campeonato Sul-Americano de 2006. Em Fortaleza, o atleta reeditará o trio junto com o ala Rogério e o pivô William Drudi, que fez sucesso em Franca.

O jogador falou com exclusividade ao Blog Bola ao Alto sobre a carreira. (Colaboração: Lucas Catrib)

BOLA AO ALTOFelipe, você é um atleta que já teve passagens por grandes clubes do país como Ribeirão Preto, Franca, Paulistano e Corinthians. Além disso, defendeu a seleção brasileira adulta e foi campeão dos Jogos Mundiais Militares. Então, podemos considerá-lo um atleta com vasta experiência. Agora, vem jogar em uma equipe que está sendo criada. Qual o principal desafio aqui no Ceará?

FELIPE RIBEIRO – Primeiro é uma grande honra fazer parte desse projeto. Estou muito motivado nesse novo desafio de implantar um time de alto rendimento no Ceará. Acho que vamos ter que conquistar o povo de Fortaleza e fazer com que o nome da equipe seja respeitado nacionalmente da forma como esse gigante projeto merece.

BAAlberto Bial é o comandante e principal idealizador do projeto. Qual a importância dele para sua vinda?

FR – Bial é uma pessoa especial que ama o que faz. Ele foi fundamental para a minha escolha de troca de equipe. Tenho um relacionamento muito bom com ele e de muita confiança. Espero poder corresponder a altura.

BA – Você é um ala-pivô. Mas também pode jogar aberto, fora do garrafão. É rápido e tem um ótimo arremesso de longa distância. Além disso, como você acha que pode contribuir com a equipe?

FR – Gosto muito de jogar defensivamente pegando rebotes, tocos e recuperando bolas. Jogo com muita energia e coração na quadra. E no ataque, tento contribuir sempre de todas as maneiras.

BA – O time cearense está fazendo uma mescla de juventude com experiência. Acertou com Rogério, Drudi e você. Também contratou atletas que já tem certa vivência no basquete, mas são bastante jovens, como Davi Rosseto, Jimmy e André Góes. Essa estratégia é a melhor para um time que está começando?

FR – Essa mistura de gerações é fundamental para uma equipe. Todos tem um papel importante dentro de um esquema tático. Eu como jogador acho que tenho muito a evoluir no meu jogo. Tento aprender com todos independente da idade.

BA – O time não terá nenhum vínculo com clubes locais, ou seja, ficará longe de qualquer ligação com as equipes de futebol, que tem grandes torcidas. Como conquistar o público cearense então?

FR – Essa equipe é um filho que está nascendo de todo um estado. Não tem dono, temos sim que apoiar e se orgulhar dessa conquista. Acho que esse tem que ser o pensamento inicial, e nós, jogadores, vamos fazer de tudo pra trazer público para o ginásio. Vamos motivar as crianças e adultos que gostam de esporte.

BA – O basquete brasileiro cresceu nos últimos anos. A criação da liga e os últimos resultados das seleções ajudaram bastante. A chegada do NBB no Nordeste também representa um grande mérito?

FR – Sim, é um grande passo que servirá de exemplo para outras cidades fazerem o mesmo. Fortaleza e o Nordeste já vinham merecendo uma equipe no NBB há muito tempo,e a escolha não poderia ser melhor. Fortaleza é linda , uma cidade grande  e tem tudo pra virar referência no basquete.

BA – O Gustavinho, seu técnico no Paulistano, foi escolhido para comandar a seleção brasileira no último Campeonato Sul-Americano. Ele convocou três atletas do clube paulista, mas acabou deixando você de fora da lista. Ficou alguma chateação?

FR – Não sei como foi feita a escolha dos jogadores, mas em momento algum fiquei magoado, porque sei que meu trabalho foi muito bem feito no meu ex-clube. E eu me vejo como um guerreiro preparado para servir a seleção sempre que eu for solicitado. Mas agora meu foco está totalmente na minha nova equipe.

BA – Qual a esperança para Londres, acredita no Brasil?

FR – Brasil evoluiu muito no seu jogo. Os jogadores estão mais experientes e bem focados. Tem tudo para brigar por medalha .

FICHA TÉCNICA:
Nome:    Luiz Felipe Elizeu Mendes Ribeiro
Altura:    2,01 m
Última Equipe:    Paulistano
Posição:    Ala/Pivô
Naturalidade:    Santa Rita do Sapucaí (MG)
Temporadas no NBB:    4
Jogo das Estrelas:    1
Clubes:  Bauru (SP), Corinthians (SP), COC/Ribeirão Preto (SP), Rio Claro (SP), Franca (SP) e Paulistano (SP)

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Allana Alves

Sobre Allana Alves

Jornalista. Jogou basquete durante 11 anos e foi campeã cearense escolar, vice-campeã brasileira escolar e campeã cearense universitária. Atualmente, trabalha como Assessora de Comunicação, tem experiência como Relações Públicas e foi repórter e editora de esportes na TV O Povo.

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