A edição desta semana da Cena G

DE OLHO NA TELINHA

O ator Silvero Pereira estreia amanhã na novela “A força do querer”

O ator Silvero Pereira estreia amanhã na novela “A força do querer”

Será no capítulo de amanhã, sábado, que o personagem Nonato estreará na novela A força do querer, de Gloria Perez. Interpretado pelo cearense Silvero Pereira (foto), Nonato é um nordestino que migra de uma pequena cidade do interior para tentar a vida artística no Rio de Janeiro. Ele vai trabalhar como motorista do intolerante Eurico (Humberto Martins), mas seu grande sonho é brilhar como Elis Miranda, persona feminina que criou, juntando os nomes das suas musas Elis Regina e Carmem Miranda. A força do querer vai ao ar às 21hs pela TV Globo.

TONS DE ROSA NA BIENAL

O livro Vinte e Quatro Tons de Rosa será lançado amanhã, sábado, às 19 horas, na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos. Escrita pelo diretor, ator, cenógrafo e figurinista cearense Walden Luiz, a publicação é uma coletânea de cinco esquetes teatrais abordando o universo LGBT. Durante o lançamento, que ocorrerá na praça Mário Gomes, no térreo, haverá apresentação da esquete Então, é Natal?, encenada por quatro alunos da Oficina Garimpo de Talentos, dirigidos por Walden Luiz.

JULIAN LENNON NA AMFAR

Julian Lennon virá ao Brasil pela primeira vez para a amfAR

O cantor, compositor, produtor, fotógrafo, e músico britânico Julian Lennon virá ao Brasil pela primeira vez. O primogênito do ex-beatle John Lennon confirmou presença na 7ª edição do amfAR Inspiration Gala São Paulo, que ocorre no próximo dia 27, na casa de Dinho Diniz.

Além dele estarão na festa beneficente a atriz Katie Homes e a top model Kate Moss. O piloto Lewis Hamilton e a atriz, designer, modelo e cantora Victoria Beckham não virão para o evento este ano, mas serão alguns dos conselheiros.

Lewis fará uma doação para o evento em formato de 2 convites VIPs para o GP do Brasil, que acontece dia 12 de novembro, onde os convidados serão recebidos pelo piloto e poderão acompanhar o backstage de tudo o que acontece com o time da Mercedes durante a corrida. Já Victoria, será uma das hosts do Gala em 2018.

FESTAS DO FIMDE

Adma Shiva se apresenta hoje no California Thermas Club

1 Hoje, sexta-feira, o California Thermas Club (rua Bárbara de Alencar, 424, Centro) promove a Sexta Multishow com as divas Camilly Leycker e Adma Shiva (foto) no espetáculo Life is a Cabaret, às 20h. Ingresso: R$ 25. Amanhã, sábado, é dia do Videokê Premiado, a partir das 18h30min. Ingresso: R$ 25. No domingo, dia 23, partir das 20h, a casa recebe o espetáculo The fucking Owner, com Camilly Leycker e os dancers Apollo Netto e Murilo Reis. Ingresso: R$ 25. O California Thermas Club funciona todos os dias da semana, das 15h às 23h.

DJ Marcos BDR toca amanhã na boate Haus

2 Hoje, sexta-feira, a boate Haus (Av. Almirante Tamandaré, 19, Centro Dragão do Mar) promove a festa Barbee – Férias em Malibu, a partir das 23hs. No line-up, os DJs Chalotte Killz, Tarciso Ferreira, Junior almeida, Juan Rocha, Sophia Adam e Sky Levan. Ingresso: R$ 30. Amanhã, sábado, a casa realiza a festa Só “Dois” Pedacim!, a partir das 23h. No comando das duas pistas eletrônicas, os DJs Marcos BDR (foto), Tay Marcelino, Lia Tavares. Ingresso: R$ R$ 30.

DJ Lourran está no line-up da Fiesta Loca, sábado, na boate Level

3 Hoje, sexta-feira, a boate Level (Rua Dragão do Mar, 218, Praia de Iracema), promove a festa Overdose, a partir das 23hs. No line-up, os DJs Luiz Neto, MMAX, Victor Wesley, Humberto Eric, José Cavalcanti, Gabriel Carvalho, Jonnas Oliver + pocket after com DJ Lobinha. Plus: open bar + rodadas de drinques + bebidas com preços promocionais e em dobro. Ingresso: R$ 15. Amanhã, sábado, a casa recebe a Fiesta Loca, a partir das 23hs. No comando da pista eletrônica, os DJs Fábio Balack, Fábio Slupie, Italo Bergman, Lourran Carneiro (foto), MMax, Ph Archibald, Sergio Klisman. Plus: open bar de cerveja, vinho e drinque mexicano até 0h + performance Funk com tequileiros e tequileiras + ingresso clonado para os 100 primeiros pagantes + Rodadas de Sex On The Beach + Jelly Shots Tequila.Ingresso: R$ 20 (até 0h), R$ 25 (pista após 0h) e R$ 70 (camarote, com 12 fichas para bebidas). Já no domingo, 23, a boate promove o Domingão da Level, a partir das 21hs, com shows de Hairam Manzon e Nathally Saron + performance do gogo boy Murilo Reis. A apresentação é da diva Layla Sah. No comando da pista eletrônica, os DJs Amabilis Ohanna, Marcelo Fort, Lourran Carneiro, Victor Sá e Higor Pereira. Ingresso: R$ 15.

DJ Gabriel Baquit toca sábado no Mambembe

4 Amanhã, sábado, o Mambembe (Rua dos Tabajaras, 368, Praia de Iracema) recebe mais uma edição da festa Tome Batom Vermelho, a partir das 22hs. O evento reúne as labels TOME! (DJs Gabriel Baquit (foto) + Ney Filho) e o #MovimentoBatomVermelho da DJ Isa Capelo, que prometem um repertório com “muito rockzinho delícia, pop para cantar junto e fazer coreô e brasilidades clássicas e reinventadas”. Ingresso: R$ 20

Pedro HMC, o “entendido”

Nos últimos três anos, foi praticamente impossível ignorar Pedro HMC. Designer por formação e roteirista profissional de TV, ele ganhou os holofotes ao criar, junto com o namorado Nelson Sheep, o canal Põe na Roda, um dos maiores do YouTube dedicado à temática LGBT. Hoje, o Põe na Roda tem mais de 560 mil assinantes e seus vídeos já ultrapassaram a marca de 70 milhões e 680 mil visualizações.

Depois de se consolidar como YouTuber, o moço (32 anos!) se lançou em novo desafio: a carreira de escritor. Seu primeiro livro, recém-lançado pela Editora Planeta é intitulado Um livro para ser entendido e ele o define como “um guia de auto-ajuda gay bem humorado para todos os públicos”.

Nesta entrevista exclusiva à Cena G, Pedro fala sobre o canal, sobre o livro e sobre a vida de digital influencer. Aqui no Blog do Maranhão, é possível ler a íntegra da entrevista e também a  introdução do livro, onde ele dá uma geral nos assuntos abordados na publicação.

 

O POVO – Como surgiu a ideia de escrever Um livro para ser entendido?

Pedro HMC – Por conta do canal na Internet, eu recebo dezenas e as vezes centenas de dúvidas sobre o universo LGBT diariamente em tudo que é rede social. Muitas são curiosidades, outras são verdadeiros pedidos de ajuda. Muita gente querendo saber como se assumir, como eu me assumi, dúvidas sobre mercado de trabalho, sobre como falar para os pais, se é bissexual, como lidar com um amigo gay, como é viver no armário, como argumentar com um religioso conservador, tem pergunta de todo tipo! Ao receber o convite da Editora Planeta pra escrever um livro, e tendo carta branca pra isso, achei que seria muito útil criar quase que um “guia gay” pra quem é e quem não é saber como é ser uma pessoa LGBT. Respondendo as dúvidas mais frequentes não só de quem já é, como quem está se descobrindo e quem é hétero também. Ainda há muita ignorância sobre o assunto e pouco material que fale sobre isso. Eu mesmo, se tivesse tido um livro desses quando era adolescente, teria sofrido bem menos e me entendido muito mais fácil. Assim surgiu o livro. A expressão “entendido” do título vem da gíria que era usado pra se referir a gays antigamente. É definitivamente um assunto que todos precisam entender pra que a gente possa vencer a ignorância que gera tanto preconceito por aí.

OP – Até que ponto ser o criador do Põe na Roda te levou a escrever o livro?

Pedro – Acho que só escrevi esse livro por ser o criador do Põe Na Roda. Certeza que o convite da editora para escrever a obra não teria surgido de outra forma. A visibilidade do canal ajudou muito a despertar o interesse deles, e me possibilitou essa grande oportunidade de ter uma obra escrita e publicada. O canal foi fundamental porque muito do que eu vivi na minha vida pessoal está lá escrito, mas também muito do que aprendi no canal durante esses três anos produzindo vídeos sobre sexualidade e o nosso universo também está no livro.

“Já fizemos game-show, humor, documentário, entrevistas de rua… E mesmo três anos depois, ainda tem formatos que não consegui estrear e quero fazer”

OP – Já que falamos no Põe na Roda, como você analisa a trajetória do canal?

Pedro – A gente teve um começo bem meteórico pelo pioneirismo e era algo que eu não esperava e que impulsiona o canal a continuar crescendo até hoje! Acho que por sermos um dos primeiros canais a tratar do tema, muita gente se interessou de cara. Começamos como um canal de humor gay e com o tempo nos transformamos também em um canal de informação onde também temos vídeos sérios, outros de conscientização, algumas séries. O que eu mais gosto no canal é a diversidade de formatos.. Já fizemos game-show, humor, documentário, entrevistas de rua… E mesmo três anos depois, ainda tem formatos que não consegui estrear e quero fazer, como um programa que fale de saúde e estética, outro de relacionamentos, enfim, assuntos que não necessariamente falem de sexualidade e preconceito, mas que interessam ao público gay principalmente.

OP – Como está sendo a experiência de ser digital influencer? Como você avalia este novo nicho de mercado?

Pedro – Já tendo trabalhado com publicidade, vejo sendo uma oportunidade enorme que está somente começando a ser descoberta. Trabalhando com digital influencers, você consegue saber exatamente qual o público que você está atingindo, quantas pessoas de fato compraram seu produto a partir daquilo, enfim, dá pra mensurar tudo de maneira precisa. Em três anos sinto uma abertura maior e cada vez menos preconceito e medo do mercado publicitário em relação ao canal, ainda que isso seja bem presente mesmo hoje. Já conseguimos fazer algumas ações patrocinadas dentro do Põe Na Roda com marcas como Netflix, Asus, Meliuz, mas é fato que só estamos começando esse caminho. A maior parte do mercado ainda reflete o medo e conservadorismo da maior parte da sociedade e tem bastante resistência pra anunciar em veículos que falem de assuntos como o nosso. Tenho certeza que, com nossos números, a gente conseguiria se manter muito melhor se não fosse um canal gay. Ainda há o medo de assustar o consumidor padrão, os conservadores, e claro, o preconceito mesmo que está presente na sociedade.

“A maior parte do mercado ainda reflete o medo e conservadorismo da maior parte da sociedade e tem bastante resistência pra anunciar em veículos que falem de assuntos como o nosso. Tenho certeza que, com nossos números, a gente conseguiria se manter muito melhor se não fosse um canal gay”

 

 

Emerson Maranhão

Sobre Emerson Maranhão

É jornalista e realizador audiovisual. Desde 2005 escreve e edita a coluna 'Cena G', publicada semanalmente no jornal O POVO (Fortaleza/CE). Além disso, é editor de Conteúdo do Núcleo de Audiovisual do Grupo de Comunicação O POVO, criando, roteirizando e dirigindo webséries e webdocs.

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