Obama assina novas sanções contra Irã por ‘fraudes’ de bancos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou as sanções contra o Irã nesta segunda-feira (6), impondo restrições mais rígidas sobre o banco central do país e dando aos bancos norte-americanos novos poderes para congelar bens ligados ao governo de Teerã.

A ação de Obama é a mais recente de uma campanha cada vez mais forte dos EUA contra o Banco Central do Irã, e tem como objetivo fechar brechas nas sanções anteriores que estavam sendo aproveitadas pelo Irã.

O presidente norte-americano está tentando restringir ainda mais o acesso do Irã às receitas provenientes da venda de petróleo, com o intuito de forçar Teerã a voltar à mesa de negociações sobre seu polêmico programa nuclear.

O Ocidente desconfia que o Irã tenta construir uma arma nuclear, mas Teerã garante que seu programa é apenas para a geração de energia.

“Eu determinei que sanções adicionais são justificadas, particularmente à luz das práticas enganosas do Banco Central do Irã e outros bancos iranianos para esconder transações de partes sob sanção”, disse Obama em uma carta para o Congresso.

Obama disse que os novos poderes – válidos inclusive para agências de bancos norte-americanos no exterior – eram necessários por causa das “deficiências no sistema anti-lavagem de dinheiro do Irã”, assim como “o contínuo e inaceitável risco para o sistema financeiro internacional imposto pelas atividades do Irã”.

Anteriormente, os banqueiros norte-americanos foram requisitados para rejeitar, em vez de bloquear ou congelar, transações iranianas. A nova ordem executiva dá às instituições norte-americanas novos poderes para apreender os bens que encontrarem, ao invés de apenas os devolverem.

(Reuters)

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