Moradores de áreas de risco reúnem-se a partir de hoje

Reconhecer as fragilidades e as vulnerabilidades dos moradores/as de áreas de risco de Fortaleza e pensar de maneira conjunta como superá-las, a fim de minimizar os riscos devido às chuvas que prometem ‘invadir’ a cidade nesse primeiro trimestre do ano. Através de capacitações com habitantes das comunidades próximas ao rio Cocó e ao rio Maranguapinho (assim como moradores de comunidades que sofrem com risco de deslizamento e problemas de saneamento), o Centro de Estudos, Articulação e Referência sobre Assentamentos Humanos (CEARAH Periferia) inicia hoje, à noite, o Encontro de Comunidades de Moradores de Áreas de Risco 2010 que segue até o dia 27 de fevereiro. Com duas turmas, a atividade pretende capacitar 60 pessoas. A capital conta, segundo dados da Prefeitura Municipal de Fortaleza, com 98 áreas de risco; são mais de 21 mil famílias atingidas a cada nova ‘invernada’.

O Encontro de Comunidades realizará suas atividades em dois locais: às segundas e quartas no Centro Dom Helder Câmara (Rua Alves Batista, 900 – Bairro Genibaú) e às terças e quintas na Creche Semente do Amanhã (Rua Cap. Ferreira Lima, 954 – Dias Macedo). No dia 30 de janeiro, as duas turmas irão se unir para uma Aula de Campo. Na grade de atividades de formação consta: a construção e discussão sobre o conceito de área de risco, sociabilização dos relatos de vida e experiências de outros episódios de alagamento e inundação nas comunidades, discussão sobre o que fazer na hora da emergência – quando a água da chuva começar a entrar na casa dos moradores -, conhecer as atribuições do poder público, debater sobre o direito à moradia e, ao final, apresentar propostas e ações para políticas públicas.

(Com informações do Cearah Periferia)

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