Suicídio de Herzog é visto como assassinato
Uma revelação exclusiva é o destaque da “Ilustríssima” deste domingo (5), na Folha: o repórter da Lucas Ferraz, da Sucursal de Brasília, localizou em Los Angeles o autor da mais importante imagem da história do Brasil nos anos 1970 –a foto do jornalista Vladimir Herzog morto numa cela do DOI-Codi, em São Paulo, no ano de 1975.
Fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo, o santista Silvaldo Leung Vieira, então com 22 anos, foi recrutado pelo Dops (Departamento de Ordem Social e Política) para uma de suas primeiras “aulas práticas”: o registro do cadáver do jornalista, que havia comparecido espontaneamente ao DOI-Codi, após ter sido procurado por agentes da repressão em sua casa e na TV Cultura, onde trabalhava como diretor de jornalismo. Ele tinha ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro), mas não chegou a ter atividades na clandestinidade.
“Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras”, afirmou Silvado à Folha, por telefone.
Segundo relatos de testemunhas, Vlado, como era conhecido pelos amigos, foi torturado e espancado até a morte. A imagem produzida por Silvaldo ajudou a derrubar a versão do suicídio, uma vez que seu corpo pendia de uma altura de 1,63 m, com as pernas arqueadas e os pés no chão, o que torna altamente improvável que tenha se matado.
Leung: suicídio foi mentira
A morte gerou manifestações, como a famosa missa na catedral da Sé, em São Paulo, e contribuiu para que o presidente Ernesto Geisel e seu ministro Golbery do Couto e Silva vencessem a queda de braço com a linha dura da ditadura, que pedia um aperto na perseguição à esquerda, sob o argumento de que o país vivia a ameaça do comunismo.
“Tenho para mim que esses acontecimentos foram a raiz das Diretas-Já”, disse à Folha o então governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, que também tinha atritos com os militares da linha dura.
Silvaldo Leung Vieira também fotografou a cena do “suicídio” de Manoel Fiel Filho, operário que morreu em situação semelhante à de Herzog e cuja morte também foi decisiva para mudar os rumos do regime. Essa imagem, no entanto, nunca apareceu.
(Folha)


Felizmente, os principais líderes daquele período negro,já morreram,foram para o inferno.Alguns de seus seguidores,movidos pela ignorância ou puxa saquismo mesmo,no Ceará tivemos exemplos palpáveis,também já “cantaram prá subir” ou estão se preparando para tal.É difícil perdoar aqueles que torturaram tantos brasileiros,em nome de uma ideologia que,pela própria índole do nosso povo,jamais vingaria.Infelizmente,os brasileiros não tiveram a sorte que os argentinos,que estão julgando os estúpidos ditadores que ainda vivem e os seus imbecis seguidores.Mas,a morte,para os daqui,de qualquer maneira,nos fez justiça.Mas,abramos os olhos,tem muitos fanáticos por aí,doidos para se transformarem em novos ditadores.Mesmo raspando a cabeça e a barba,a mente continua a mesma,com a mesma desfaçatez.