Eis uma dessas cenas de chocar qualquer um: uma família morando a céu aberto, mais precisamente na rua Eusébio de Souza (Bairro Joaquim Távora), pertinho da avenda Domingos Olímpio.
O local, aliás, virou uma rampa de lixo dos catadores da área.
Até quando? E o pior é que esse tipo de “moradia” vem se alastrando pela cidade.
Culpa dos gestores ou da falta de solidariedade? Que haja reflexão.
(Foto – Paulo Moska)
(ATUALIZAÇÃO – 8h10min) – Nesta segunda-feira, 23, a barraca improvisada e colchões que se estendiam em calçada da rua Eusébio de Souza saíram de cena.
Tem outra, com teto de papelão, Na Rua Carlos Vasconcelos, a 20m da Av. Heráclito Graça, no coração da Aldeota. E já estão “construindo” outro cômodo.
esse problema é sério e ninguém está levando a sério. a desigualdade que toma conta destas pessoas é o reflexo da incompetencia dos governos estaduais e municipais do Estado do Ceará. a primeira coisa que deveria ser feito é um cadastramento destas pessoas e acompanhá-las nas suas vidas pessoais. saber como é sua familia, sua comunidade. Se possuem filhos. Onde estão seus pais, suas mães. saber por qual motivos eles se vêm obrigados se se colocarem nesta situação. É triste prá nós vermos estas cenas que nos chocam e nos chegam a pensar que somente nos países da Africa elas são parecidas com as nossas. Existe por exemplo uma secretaria de ação social na prefeitura? ou faltam pessoas especializadas para exercerem essa função? Se é prá colocar qualquer um, eu me coloco à disposição.
VOU DAR UMA DICA PARA AS AUTORIDADES, DÁ UMA VOLTINHA NA PÇA DA BANDEIRA LÁ MORAM VARIAS FAMILIAS.
ESSA É A FORTALEZA LINDA DA REGINA DUARTE E LUIZIANE LINS!!!!!!!!!
Senhores comentaristas, peço e imploro que não indiquem a residência destes pessoas, pois a Prefeitura só atua quando sai na imprensa, principalmente deste espaço que é ACREDITADO.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) verificou a situação descrita pela reportagem. Educadores sociais do Centro de Atendimento à População de Rua (CAPR) visitaram, hoje, o referido local. Na ocasião, não foram encontradas pessoas em situação de rua. Pela experiência do CAPR, avaliamos que tais pessoas sejam catadores de materiais recicláveis que possuem vida itinerante pela cidade, sem um horário fixo de permanência no local.
Além disso, a Semas informa ainda que – no que se refere à rua Carlos Vasconcelos, citada em um dos comentários – o CAPR já visitou três vezes o local, quando, em uma das visitas, abordou e cadastrou um casal em situação de rua para incluí-lo nas atividades socioeducativas e de qualificação profissional do Centro. Na visita realizada hoje, porém, não foram encontradas outras pessoas em situação de rua.
Entendemos que a questão da população de rua é complexa e que exige esforços tanto do poder público como da população em geral.
Por conta disso, desde 2007, a Semas vem apostando na construção de políticas públicas voltadas para essa população. Políticas essas que tratem tais pessoas como cidadãos de direitos, longe da visão higienista proliferada por muitos.
Dentre as ações hoje oferecidas, o Centro de Atendimento à População de Rua (CAPR) já desenvolve um trabalho cujo objetivo é contribuir para que essas pessoas ressignifiquem seus projetos de vida. Além disso, o Centro oferece, diariamente, serviços como atendimento psicossocial, rodas de conversas, atividades socieducativas, artísticas/culturais e de qualificação profissional, além de retirada de documentos e de disponibilizar espaço para banho, lavagem de roupas e refeição. Hoje, o CAPR atende uma média de 1.200 pessoas por mês.
Por fim, o esforço em tentar resolver tal situação trouxe como consequência a criação de um grupo de trabalho intersetorial, formado por diversas secretarias municipais.
Atenciosamente
Assessoria de Comunicação da Semas
Os senhores chegaram um dia depois do que foi apresentado e que se registrava há uma semana. Não se sabe quem os retirou de lá, mas os senhores chegaram atrasados para resolver a questão. A foto é da responsabilidade desse Blog e ainda presenicamos o fato. Sem mais, vamos torcer para que cenas do gênero não persistam.