Publicado: 20 de abril de 2012 às 9:30 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Ceará, Economia, Política, Segurança Privada, Segurança Pública | Sem Comentários
Com o título “O Estatuto da Segurança Bancária de Fortaleza”, eis o editorial do O POVO desta sexta-feira. Destac iniciativa da Câmara Municipal de enfrentar o grave problema de falta de segurança nas agências bancárias. Confira:
Os habitantes da Capital estão mais esperançosos de que a segurança prestada aos clientes que acessam os bancos da cidade dê um salto de qualidade. É o que promete a Câmara Municipal com o projeto que cria o Estatuto da Segurança Bancária de Fortaleza.
A iniciativa decorreu de uma sugestão do Sindicato dos Bancários do Ceará e conta com a assistência da Procuradoria Geral do Município. O Estatuto será formulado a partir das leis municipais já existentes sobre o tema, acrescidas de novas abrangências, de modo a dar lugar a uma legislação mais clara e consequente. O documento atende ao clamor da sociedade diante das brechas existentes na atual sistemática de segurança das agências bancárias, que têm deixado vulneráveis à ação dos criminosos não só os clientes, mas também os funcionários desses estabelecimentos.
Ir ao banco passou a ser uma operação cheia de riscos devido aos frequentes assaltos às agências ou pela ocorrência de “saidinhas” bancárias (quando os clientes vítimas de sequestros-relâmpagos são obrigados a fazer saques). Alguns são assaltados quando deixam as agências ou quando se encontram ainda em sua área de estacionamento, inclusive, sendo mortos no local.
Quando o assalto é feito às agências, os funcionários são os que correm mais riscos – além, é claro, dos clientes – pois ficam diretamente sob as armas dos bandidos e sujeitos ao nervosismo e à violência destes. A situação agravou-se mais depois da orientação posta em prática por alguns bancos de restringirem o uso de equipamentos de segurança, como as portas giratórias e detectores de metais.
Devido a isso, cresceu o inconformismo de clientes e funcionários. Todos se mobilizam para exigir que as agências sejam munidas não só de portas giratórias e detectores de metal, mas, igualmente de cabines que impeçam a visão dos saques feitos pelos clientes. A falta desse recurso tem permitido aos assaltantes a visibilidade sobre o volume de dinheiro sacado pela clientela, o que é um absurdo.
Dar essa segurança faz parte das obrigações sociais dos bancos, como contrapartida aos lucros auferidos pelo setor. Sempre altos, por sinal. Daí, o aplauso à iniciativa da Câmara Municipal de Fortaleza.
Publicado: 3 de fevereiro de 2011 às 8:40 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Ceará, Cidades, Segurança Privada | Sem Comentários

“Era manhã de uma quinta-feira ensolarada. Um carro popular se posiciona em frente ao condomínio e o porteiro libera a passagem. Não precisa nem buzinar, basta esperar alguns segundos para ter acesso. O veículo poderia seguir adiante, mas o motorista decide dar a ré e estacionar do lado de fora. O porteiro acompanha tudo e, para sua surpresa, não se trata de um condômino. É a equipe de reportagem do O POVO fazendo um teste e constatando como é fácil ter acesso aos prédios da Capital. Afinal, poderia ser qualquer um no volante, bem intencionado ou não.
Durante um dia, eu e a fotógrafa Iana Soares percorremos em um Fiat Uno, modelo antigo, os bairros de Fátima, Benfica, Aldeota, Joaquim Távora, Meireles e Jacarecanga. O objetivo era avaliar o grau de dificuldade no acesso às garagens dos condomínios residenciais, de diferentes classes sociais. Em todas as seis tentativas, os portões se abriram. A fragilidade no controle veicular dos prédios foi visível e as justificativas dos porteiros foram bem variadas.
No Benfica, o condomínio escolhido possui duas entradas para veículos, em ruas diferentes. Bastou encostar o carro na frente de um dos portões para ele se abrir. Segundo o próprio porteiro, o prédio é comumente usado por estranhos que querem cortar caminho e fugir do congestionamento. “Acaba sendo difícil reconhecer todos os veículos do prédio. Tem gente que está sempre trocando de carro e não avisa. A gente quer manter a ordem, mas é difícil”, reconhece. O ideal seria que cada prédio tivesse uma lista com o número da placa, modelo e cor dos carros dos condôminos. “Não sei se tem essa lista. Vai só na experiência mesmo”, completa.
No bairro de Fátima, a placa indicando o acesso exclusivo de veículos do condomínio é ignorada há anos. Mesmo assim, segundo o porteiro, nunca foi registrado assalto. O carro da reportagem estava se aproximando quando o portão começou a abrir. “Já virou mania deixar qualquer carro entrar. Quando a gente barra, sempre leva reclamação dos próprios moradores. O condomínio tem muito espaço para estacionar e acaba sempre entrando um ou outro”, comenta o porteiro.
Mais adiante, no Joaquim Távora, dois leves toques na buzina fizeram o porteiro atender ao sinal. “Pensei que fosse uma moradora. Ela se parece com você e saiu de manhã cedo”, tenta justificar o engano. Na Aldeota, foi o acúmulo de tarefas que deixou o porteiro mais relaxado com a entrada de veículos. “Eu sou sempre tão atencioso… Não acredito que não passei nesse teste. É porque estava de cabeça baixa varrendo a calçada”, diz envergonhado.
Prédio de luxo
No Meireles, o luxuoso prédio de vidros espelhados e muro alto também revela sua deficiência. Na dúvida se o carro parado na entrada era ou não de um morador, o porteiro optou por abrir o portão. “Estou nos primeiros dias de trabalho. Até estranhei o carro, mas como insistiu, acabei liberando”, diz o recém-contratado, que não passou por nenhum treinamento antes de assumir o cargo.
No último teste, não houve dificuldade em conseguir acesso ao condomínio de poucas vagas de estacionamento. Diante da rua sempre movimentada no Jacarecanga, o porteiro se apressa em liberar a entrada para evitar o congestionamento. “Tinha um carro atrás do seu que era do condomínio. Por isso liberei”, despista.
O POVO tentou contato com o Sindicato dos Porteiros do Ceará, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
(O POVO)
Publicado: 22 de julho de 2010 às 9:56 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Ceará, Cidadania, Cidades, Segurança Privada | Sem Comentários

“As 12 cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014 irão receber R$ 1,6 bilhão do governo federal para a compra de equipamentos e capacitação de policiais. O valor é o dobro do que custou a segurança da Copa deste ano na África do Sul – US$ 500 milhões, cerca de R$ 886 milhões. Enquanto 2014 não chega, até agora, com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), também batizado como “PAC da Segurança” em 2007, ano do lançamento, o governo desembolsou R$ 620,7 milhões, no primeiro semestre deste ano, do 1,5 bilhão autorizado no orçamento de 2010, ou seja, 41% do previsto.
De acordo com o Ministério da Justiça, o Pronasci articula políticas de segurança com ações sociais, prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e segurança pública. Ainda segundo a pasta, o programa se preocupa com a valorização dos profissionais de segurança, em reestruturar o sistema penitenciário, combater à corrupção profissional, entre outras. Também se beneficiam com o Pronasci jovens entre 15 e 24 anos. O alvo são aqueles em conflito com a lei ou à beira da criminalidade. O programa é executado em 150 municípios, Distrito Federal e 22 estados.
Das 11 ações orçamentárias que compõem o Pronasci, a de “concessão de bolsa-formação a policiais militares e civis, agentes penitenciários, guardas-municipais, bombeiros e peritos criminais, de baixa renda, pertencentes aos estados-membros” é a que tem maior orçamento previsto neste ano, R$ 702,3 milhões (49% a mais que em 2009). O Ministério da Justiça desembolsou no primeiro semestre 59% (R$ 414,6 milhões) da quantia autorizada para 2010.
Já para o “apoio a implementação de políticas de segurança cidadã”, que garante o acesso dos moradores de territórios conflagrados, especialmente os adolescentes em situação de risco social ou em conflito com a lei, o governo federal destinou R$ 142,4 milhões entre janeiro e junho. O montante representa 74% do previsto para o ano, maior percentual de execução orçamentária entre as ações do Pronasci.
(Contas Abertas)
DETALHE – O diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, Arimá Rocha, encontra-se em Brasília. Ele foi tratar da renovação de convênios do Município com o Pronasci. Na Capital cearense, o Grande Bom Jardim é um “Território da Cidadania”, onde as ações desse programa de prevenção à violência, do MJ, é executado. O curioso é que aumentou a violência nessa área, no que Arimá lembra: “As ações do Pronasci são prevntivas e só repercutirão a longo prazo”.
Publicado: 15 de julho de 2010 às 12:50 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Ceará, Policia, Segurança Privada | 5 Comentários
Eis artigo do jornalista Paulo Limaverde com o título “Se segura segurança!”. Ele aborda a questão da segurança dentro do seu estilo. Confira:
E tem tanto nome bonito: Ronda do Quarteirão, Raio, CPC, CPI etc..etc… Com tantas denominações e com tanto alardeamento de suas atividades, deveríamos estar morando no Éden. No entanto, a coisa é totalmente diferente daquilo que esperávamos de um governo que se diz preocupado com a Segurança Pública. O que estamos assistindo é o aniquilamento de gente da nossa sociedade pelos fascínoras que nos espreitam em cada esquina e em cada rua.
Só aqueles que acreditam em promessas vãs é que estão dispostos a ver, todos os dias, relatos macabros de assaltos com vitimas nas ruas mais movimentadas de nossa cidade. Quando não é nas ruas, os vilipendiadores invadem os lares. Roubam, estupram e matam sem dó nem piedade. Os que tem melhores condições adquirem sítios e casas de praia para desfrutar de um fim de semana tranqüilo com a família, mas, de repente, são assassinados violentamente nos próprios leitos enquanto estão a dormir.
Cenas de barbárie e dignas de figurarem nos anais da máfia italiana que promovia execuções sangrentas. Enquanto tudo isso acontece, ficamos a ver desfilar jovens inexperientes a bordo de luxuosas Hilux com ar condicionado e câmbio automático, ostentando o rotulo político-demagógico de “Ronda do Quarteirão”.
Procurem os carros do tal Ronda e vão encontrá-los à sombra de mangueiras ou estacionados diante de um bar ou restaurante. Rondar o quarteirão? Nunca! O máximo que fazem é criar vínculos românticos com as serviçais domesticas da região. Precise da nossa policia e veja o que acontece: invariavelmente, a resposta é nada. Enquanto isso, nossos policiais se transformaram em carrascos dos sertanejos já tão massacrados pela inclemência da seca e a tal Policia Rodoviária Estadual se posta nas estradas e entradas de cidades interioranas com um único propósito: tomar motos, prender veículos e molestar os pacatos habitantes.
Paralelamente aos desmandos da Policia Rodoviária, nas mesmas cidades onde as pessoas motorizadas são perseguidas, a população assiste estarrecida aos costumeiros assaltos às agencias bancárias, com direito a tiroteio, bala perdida e tudo que se imaginar. Fazia tempo que este articulista não desabafava com o estado de coisas que estamos a viver. Ninguém tem mais segurança neste Ceara de meu Deus. Aconteceu o que se temia: a inversão dos valores e a total falta de preparo para lidar com uma coisa que mexe com todos nós que é a segurança publica.
O Governador do Ceara tem que vir a publico justificar tantas barbaridades e tantas mortes de pais de família inocentes, sob pena de se mancomunar com o estado de coisas que estamos a assistir.
Paulo Limaverde
Jornalista e radialista.
Publicado: 7 de julho de 2010 às 8:46 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Brasil, Cidadania, Segurança Privada | Sem Comentários
“O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (6) por 349 votos a zero a criação de um piso salarial para policiais militares, civis e bombeiros por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC). A aprovação aconteceu em primeiro turno e os deputados terão de votar mais uma vez o tema em outra sessão antes que a proposta siga para o Senado.
A votação do texto-base da proposta já tinha acontecido em março deste ano, mas o projeto ficou pendurado devido a um impasse sobre a fixação do valor mínimo a ser pago aos profissionais. Os deputados ligados às categorias policiais queriam a fixação do valor já na PEC, o que o governo não aceitou.
Depois de algumas reuniões ao longo dos últimos meses e muitos protestos no Congresso, chegou-se a um acordo de se aprovar a PEC sem a definição do valor. Pelo texto aprovado nesta noite, o Executivo terá um prazo de 180 dias após a promulgação da PEC para encaminhar um projeto de lei propondo o valor do piso e a criação de um fundo especial da União para auxiliar os estados a cumprirem o pagamento mínimo.”
(Portal G1)
Publicado: 23 de junho de 2010 às 19:02 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Ceará, Segurança Privada | 1 Comentário
O ex-secretário da Segurança Pública do Ceará, general Cândido Vargas Freire, debaterá em Fortaleza o tema “Segurança Pública”. Isso ocorrerá na próxima segunda-feira, dentro do projeto O POVO Quer Saber, uma realizaçaõ do Grupo O POVO de Comunicação.
O tema foi escolhido pelos internautas, que votaram no site www.opovo.com.br/opovoquersaber. Cândido Vargas foi secretário em duas das três gestões do hoje senador Tasso Jereissati.
O programa vai ao ar das 10 às 12 horas e será transmitido pela TV O POVO, Rádio O POVO/CBN e Portal O POVO Online.
Publicado: 22 de junho de 2010 às 16:25 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Brasil, Cidades, Segurança Privada | Sem Comentários

O cearense Carlos Gualter acaba de tomar posse como vice-presidente financeiro da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transportes de Valores. Ele foi eleito durante reunião da entidade, nesta tarde de terça-feira, em chapa que terá à frente o baiano Odair Conceição. A posse ocorreu em Brasília.
Carlos Guálter é diretor da Corpvs Segurança e também atua na área partídária. Presidente a regional da Fundação Ulysses Guimarães, organismo de formação política do PMDB.