PSDB manda nota para o Blog em resposta a críticas do advogado Reno Ximenes

Da Secretária-Geral do PSDB de Fortaleza, Kamila Castro, este Blog recebeu nota em resposta a críticas feitas neste espaço pelo advogado Reno Ximenes. Reno criticou o editorial da Folha que avaliou como “mau exemplo” a negociação do governo do Estado com policiais e bombeiros grevistas e ainda citou que isso deveria ser coisa dos adeptos de Serra no Estado. Confira:

Caro jornalista Eliomar de Lima,

Diante da declaração estapafúrdia  ao seu Blog do senhor Reno Ximenes, que a fez na condição de Procurador Geral da Assembleia Legislativa do Ceará, solicitamos a divulgação do seguinte comentário:

Ainda bem que um jornal do conceito profissional e ético como a Folha de S.Paulo não toma conhecimento do achincalhe contra o Editorial em que analisa a conduta do governador Cid Gomes (PSB) no episódio da greve dos policiais militares e Bombeiros no Ceará.

Com o objetivo de desqualificar a opinião da Folha, o procurador-geral da Assembleia ofendeu gratuitamente os profissionais desse órgão da imprensa nacional, como de resto a todos os profissionais do País, ao afirmar, irresponsavelmente, que o jornal paulista foi “tapete da ditadura”, quando todo o Brasil é testemunha da tradição da Folha de S.Paulo na defesa da democracia e dos direitos humanos.

Não se conformando com as sandices que disse contra o jornal, o procurador-geral da Assembleia Legislativa conseguiu ser mais desrespeitoso ainda com o jornalismo, ao declarar levianamente que “o Editorial foi escrito no Ceará e mandado, via e-mail, para o tucano José Serra por seus aliados daqui”. É lamentável que ele tenha usado sua função na Assembleia Legislativa do Ceará para dar uma demonstração de profunda ignorância quanto ao processo de elaboração do noticiário e de opiniões de um jornal da estatura da Folha de S.Paulo.

Mais estranho ainda é que um Poder como a Assembleia Legislativa do Estado permita que alguém possa se esconder no seu nome para ofender jornalistas e órgãos de comunicação, num episódio sobre o qual a grande massa crítica da sociedade tem a sua opinião formada. Será que o fantasma do sangue dos professores derramado nas dependências da Casa ameaça alastrar-se através da conduta ignominiosa do seu procurador-geral?

Nós, cearenses e brasileiros de todas classes sociais, precisamos nos unir contra esse tipo de comportamento e censura à imprensa livre e independente do nosso País.

Kamyla Castro

Secretária Geral do PSDB de Fortaleza.

Senado dá a Cristina Kirchner controle sobre papel-jornal

A maioria governista que domina o Senado argentino garantiu a aprovação do polêmico projeto que dá ao Estado o controle sobre o papel-jornal, declarado objeto de “interesse nacional” pela nova legislação. Após horas de discussão, a iniciativa obteve 41 votos a favor e 26 contra. Houve uma abstenção.

Na contramão de críticas de associações de jornais e empresas e das forças da oposição, o governo de Cristina Kirchner manteve o projeto – de iniciativa da Casa Rosada – que, uma vez sancionado, subordinará ao governo a única empresa produtora de papel-jornal no país.

A Papel Prensa terá que operar com sua capacidade máxima e fornecer papel a todos os jornais argentinos que solicitem, a um preço fixo, estabelecido pelo Ministério da Economia.

Se descumprir as regras, a empresa enfrentará sanções que incluem até seu confisco. Hoje, a Papel Prensa — controlada por “Clarín”, “La Nación” e pelo Estado — produz 170 mil toneladas de papel por ano, abaixo das 230 mil consumidas pelas empresas do setor.

O “Clarín” importa 16 mil toneladas, e o “La Nación”, outras 11 mil. Os jornais “El Cronista” e “Perfil”, que também sã considerados adversários pelo governo, dependem quase totalmente do papel importado.”

(O Globo)

Polícia invade TV na Argentina

“O juiz federal Walter Bento ordenou, nesta terça-feira, a intervenção na sede da operadora de TV a cabo Cablevisión, do grupo Clarín, o maior do setor de multimídia da Argentina, que interpretou o fato como parte de uma “perseguição” do governo de Cristina Kirchner.

Cinquenta agentes da polícia militar entraram na sede da Cablevisión em Buenos Aires, cumprindo ordens do magistrado da província de Mendoza (oeste), por denúncia de “exercício presumível de concorrência desleal” e “posição dominante”.

O juiz designou um “interventor coadministrador” depois da queixa apresentada pela empresa concorrente Vila-Manzano, titular do Supercanal, também de televisão a cabo, segundo Ricardo Mastronardi, advogado do funcionário designado interventor pela Justiça, Enrique Anzoise.

“Não podemos separar este episódio da escalada do governo nacional contra o grupo Clarín”, disse o gerente de Comunicações, Martín Echevers.

De acordo com o “Clarín”, o grupo de multimídia Vila-Manzano, a que pertence o Supercanal, é um aliado fundamental do governo argentino.”

(Folha.com)

Veja é condenada a pagar R$ 54 mil para Yeda Crusius

“A Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, condenou a Editora Abril a pagar R$ 54,5 mil à Yeda Crusius (PSDB), que governou o Rio Grande do Sul entre 2007 e 2001. A juíza Cláudia Thomé Toni, que proferiu a sentença, entendeu que a revista Veja feriu a honra e a imagem da então governadora, pois agiu sem cautela ao não deixar claro que as denúncias citadas na reportagem já haviam sido arquivadas. A principal entrevistada também negou, em juízo, o teor das denúncias contra a governadora. A reportagem foi publicada na edição número 2112, de 13 de maio de 2009, às páginas 64, 65 e 66, sob o título “O Caixa Dois do Caixa Dois”. Da decisão, cabe recurso.

Veja afirmou na reportagen que teve acesso a gravações com conversas de Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda assassinado em Brasília, denunciando irregularidades na campanha eleitoral de 2006, além do desvio de verbas no Detran — caso que desencadeou a Operação Rodin, da Polícia Federal, em 2007.

A revista também publicou uma entrevista com a companheira de Marcelo, a empresária Magda Koenigkan. Dentre as confissões de Marcelo, que trabalhou na arrecadação de fundos para a campanha eleitoral, Magda afirmou a existência de um “caixa dois do caixa dois” para aumento do patrimônio pessoal da governadora, inclusive para a compra de uma casa; que Yeda sabia dos desvios de verbas no Detran; e que as despesas da campanha teriam sido pagas pela agência de publicidade DCS.

Na edição da semana seguinte, de número 2113, nas páginas 62 e 63, Veja voltou à carga contra a governadora. Desta vez, mostrou que recursos da agência não entraram oficialmente na contabilidade do partido.

Em juízo, a defesa da ex-governadora afirmou que o processo-crime instaurado em 2008, para apurar irregularidades na aquisição do imóvel no bairro Petrópolis, avaliado em R$ 750 mil, acabou arquivado em dezembro de 2008, depois do parecer do procurador-geral de Justiça Mauro Renner. O MP entendeu que a compra foi feita com recursos pessoais. Quanto à regularidade das doações da produtora de fumo Alliance One, a defesa de Yeda sustentou que a contribuição foi regular, tanto que a empresa apresentou recibo do pagamento.

Citada, a Editora Abril alegou que apenas observou seu direito de informar, como garante a Constituição. Em síntese, argumentou que não houve afirmação falsa ou imputação de crime à ex-governadora, mas apenas divulgação das provas até então colhidas pelas investigações sobre fraudes no Detran e de desvios na campanha eleitoral.

“Razão assiste à autora neste caso, no que tange a sua honra e imagem”, escreveu na sentença a juíza Cláudia Thomé Toni. “O comprometimento com a verdade é essencial neste momento, pois é fato que qualquer descompasso com a realidade pode fulminar, em segundos, o nome e a imagem de qualquer cidadão que tenha a sua vida mencionada em reportagem de revista tão conceituada e de tanta divulgação no mercado.”

Conforme a juíza, no afã de obter um “furo de reportagem”, Veja não teve o cuidado de obter a concordância de Magda do teor de suas declarações, nem de citar que as denúncias de aquisição irregular do imóvel foram arquivadas pelo MP. Em juízo, a empresária confirmou ter dado a entrevista, mas que se limitou a reconhecer a voz de Marcelo nos trechos das gravações em podia reconhecê-lo — e nada mais. Em suma: confirmou aos repórteres apenas os fatos notórios que já estavam sendo investigados pelo MP.

A juíza afirmou que a reportagem de Veja, entretanto, não trouxe apenas relatos de fatos notórios das investigações em curso, mas detalhes sobre repasse de valores à governadora; de valores pagos pelo imóvel; de irregularidades na campanha eleitoral. “A falta de cautela da ré (Veja) impede que possamos concluir pela veracidade dos relatos da depoente (Magda) na ocasião, o que torna mais subsistente as alegações da autora quanto à repercussão negativa das notícias em tela”, ponderou. Afinal, “a testemunha (Magda) não confirmou em juízo que realmente concedeu à ré (Veja) os detalhes divulgados na reportagem; por isso, agora, não se pode sustentar que a ré cumpriu seu compromisso com a verdade que lhe foi dita”.

A titular da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros concluiu que Veja usufruiu de forma nociva da liberdade de imprensa, ofendendo, de modo ilegal, a reputação da ex-governadora, ao noticiar fato desprovido de comprovação e atribuindo a ela a prática de conduta ilegal e que ainda é objeto da apuração das autoridades.

O quantum indenizatório por danos morais foi arbitrado em R$ 54,5 mil, o equivalente a 100 salários-mínimos na data em que a sentença foi proferida, em 24 de novembro de 2011.”

 (Consultor Jurídico)

Voto de congratulações

Agadecemos várias manifestações de congratulações que recebemos de emissoras de rádio do Interior e de Câmaras Municipais como a de Aracati (Litoral Leste).

Tudo por conta dos nossos 28 anos de profissão, 25 anos de O POVO e cinco anos de Blog.

“Buchicho Moda” será lançada nesta quarta-feira

Será lançada nesta noite de quarta-feira, no Restaurante Castelli, mais uma edição da revista Buchicho Moda. A publicação não fala apenas de tendências e sim de estilo. E em várias áreas. As matérias giram em torno de como a moda influencia (e é influenciada) pela música, pela arte, pela arquitetura. E como tem virado estilo de vida.

Em tempos onde street style e democracia são palavras de ordem no mundo fashion, o leitor irá encontrar nesta edição um pouco destes recortes da moda de rua X passarela. Inclusive, esta foi a inspiração para um de nossos editoriais, fotografado por Caio Ferreira, onde convidamos empresárias da moda local para levarem sua leitura de estilo para além das vitrines.

O verão é branco. Este é o tom do editorial fotografado por Ethi Arcanjo. A cor traduz com perfeição o espírito da temporada. A pureza do branco – ou do off-white – faz contraponto com texturas, assimetrias e peças estruturadas. O terceiro editorial, fotografado por Nicolas Gondim, reflete à volta da feminilidade em vestidos que apostam em cinturas marcadas, transparências, fendas e a volta do longo.

Confira também as entrevistas com Flúvia Lacerda, considerada a “Gisele Bündchen plus size”, que comprova esta onda de moda para todos. Um bate-papo com o make up artist Théo Carias, que fala sobre arte e beleza. E uma conversa entre Lázaro Medeiros e Mila Moreira, a eterna modelo brasileira.

Na seção Beleza, a colunista Roberta Fontelles Philomeno dá dicas de maquiagem, cabelo, proteção solar, depilação e produtos para você começar 2012 preparada e linda. Roberta também fez a atriz Grazi Massafera e o estilista Fause Haten contarem seus segredos de beleza e saúde.

Andrea Fialho estreia sua coluna Shopping trazendo uma série de dicas e ideias para criar seu próprio look. E Lázaro Medeiros, em sua seção Chics, completa a edição celebrando o que há de melhor na vida.

SERVIÇO

Horário - 20 horas

Restaurante Castelli – Rua A, 71 – Água Fria.

A publicação estará a venda por R$12,90, nas bancas e livrarias, a partir desta quinta-feira.

Evento para convidados

Pêsames para a jornalista Christianne Sales e Eduardo Odécio

Nossos pêsames para a jornalista Christianne Sales, coordenadora de imprensa do Governo do Estado, e o presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abapro), no Ceará, Eduardo Odécio. Morreu na madrugada desta segunda-feira, de infecção, o filho deles, Luiz Eduardo (11).

O velório ocorrerá a partir da 9 horas, na Capela 3, da Funerária Ternura, com missa às 13h30min.

O enterro será às 15 horas, no Cemitério Jardim Metropolitano (Eusébio).

Câmara dos Deputados e um voto de congratulações

A Câmara dos Deputados aprovou votos de congratulações a este repórter do Blog. Por nossos 28 anos de jornalismo, 25 anos de O POVO e 5 de Blog.

A iniciativa partiu dos deputados federais José Airton (PT) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB), que agradecemos.

Também agradecemos manifestações de várias entidades privadas e sindicatos.

Narcélio Limaverde e um encontro de gerações

Narcélio e Ciro – encontro de gerações.

O jornalista e radialista Narcélio Limaverde (FM Assembleia) recebeu e entrevistou, em seu programa, o jornalista e professor Ciro Pedroza, mestre pela Unviersidade de São Paulo (USP).

Ciro, que hoje trabalha no TRT do Rio Grande do Norte, ministrou uma oficina de “Radiojornalismo Político” para profissionais de imprensa da Assembleia Legislativa, atendeu a um convite do presidente da Casa, Roberto Cláudio (PSB).

A oficina foi apoiada pelo Comitê de Imprensa da AL, que é presidido pelo jornalista Macário Batista.

(Foto – Divulgação)

Kassab é o “Brasileiro do Ano na Política

“O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD) e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, recebe nesta terça-feira (dia 6/12) o título de Brasileiro do Ano na Política, atribuído pela revista Isto É, em função do sucesso registrado na criação do partido.

De acordo com a revista, o PSD, além da robusta bancada no Congresso, já conta com dois governadores, seis vice-governadores, 600 prefeitos, 200 deputados estaduais e quase seis mil vereadores.

Para definir o resultado da empreitada, a revista usou uma frase do ex-presidente Lula, quando informado sobre a criação da sigla: “Tacada de mestre”.

A homenagem ao presidente nacional do PSD ocorre em evento organizado pela publicação para entrega de troféus a cinco personagens que, segundo os organizadores, “empunham a bandeira da construção de um Brasil melhor”.

Além de Kassab, são eles: a presidente da República, Dilma Rousseff (Brasileira do Ano), o secretário da Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame (Brasileiro do Ano na Cidadania), o professor Antonio Candido (Brasileiro do Ano na Cultura) e o lutador Abnderosn Silva (Basilerio do Ano no Esporte).

(Com IstoÉ)

Playboy entrevista Luís Fernando Veríssimo

Da Playboy, recebemos nota sobre exemplar mensal que está chegando às bancas nesta semana.

Luís Fernando Veríssimo é o entrevistado da Playboy deste mês. Ele fala, entre outros assuntos, sobre internet, política e o novo humor. Aparentemente “dono” de quatro contas no Twitter, ele afirma que nenhuma dela é verdadeira e que não está em nenhuma das redes sociais que ultimamente são febre entre os brasileiros. Outra situação polêmica na rede que envolve o escritor são seus textos: “De cada cinco textos atribuídos a mim na internet, ao menos quatro não fui eu que escrevi” conta.

Famoso por suas crônicas de humor, Verissimo afirma que vê as novas tecnologias como fatores que impulsionam o sucesso da nova geração de escritores e humoristas, mas revela “Não aprovo o vale-tudo no humor, mas o que não vale deve ser uma decisão pessoal. E o leitor ou espectador tem sempre a opção de não ler ou não ver aquilo que o ofende”, diz.

Verissimo comentou também que escreve para três grandes jornais do país e muitas vezes discorda da postura política desses veículos, mas diz: “O politicamente correto acabou com certos estereótipos, mas não podemos chegar ao ponto de chamar anão de ‘cidadão verticalmente prejudicado’ ”.

JN – De Fátima Bernardes para Patrícia Poeta

“Hoje, os últimos quinze minutos do JN servirão para a Globo apresentar aos telespectadores a transição de Fátima Bernardes para Patrícia Poeta . Nunca uma mudança de apresentadores do JN foi notícia antes no próprio JN.

Entre outras atrações, uma reportagem que mostrará a trajetória das duas apresentadoras, enfatizando os pontos em comum entre ambas.

Somente na quinta-feira Patrícia Poeta gravou o seu primeiro programa-piloto na bancada do Jornal Nacional. Ou seja, até o dia do anúncio oficial do troca-troca nenhum teste foi feito – até para tentar que a substituição não vazasse.

No sábado à tarde, Patrícia gravou mais um e ontem novamente foi ao estúdio do JN para um novo piloto. A direção do jornalismo da emissora aprovou o resultado – embora se não ficasse no ponto nada mais poderia ser feito, a escolha já fora anunciada.”

(Coluna Radar – Veja Online)

Diploma de jornalista é idiotice?

O jornalista Gianni Carta, da Carta Capital, assina artigo intitulado “Diploma de jornalista é idiotice”. Ele comenta a aprovação, em primeiro turno, pelo Senado, da exigência do diploma de jornalista. Confira:

Como definir o jornalista? “Qualquer um que fizer jornalismo”, responde o escocês Andrew Marr no seu livro My Trade (Pan Books, 2005, 300 págs). Jornalista de mão cheia, ex-editor do diário The Independent e da Economist,  Marr diz quem são as pessoas mais propensas a mergulhar no jornalismo: “bêbados, disléxicos e algumas das pessoas menos confiáveis e mais perversas da Terra”.

Mas há consolo no livro de Marr, consagrado à história do jornalismo britânico. “Tirando o crime organizado, o jornalismo é a mais poderosa e agradável antiprofissão”.

Marr, de 51 anos, causaria um grande alvoroço no Senado brasileiro. Por dois motivos. Primeiro, porque sua ironia seria levada a sério pela maioria dos senadores. Em segundo lugar, Marr formou-se em Letras.

E aí mora o problema.

Marr, iconoclastia à parte, não seria considerado um jornalista pelos senadores brasileiros pelo fato de não ter estudado jornalismo.

O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda constitucional para tornar obrigatório o diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. Haverá outra votação no Senado. Se a emenda for aprovada será analisada pelos deputados.

Claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubará a medida (se aprovada pelos deputados). Em junho de 2009, vale recapitular, o STF acabou com a exigência do diploma para jornalistas. A norma era incompatível com o princípio de liberdade de expressão.

Mas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, não concorda com o STF. “Todas as profissões têm o seu diploma reconhecido, menos o diploma de jornalista, o que é uma incoerência, uma distorção na legislação brasileira”, declarou.

E senadores, precisam de diploma? Nenhum.

Basta ter nacionalidade brasileira e mais de 35 anos de idade. Na França qualquer deputado graduou-se no mínimo em ciências políticas. E isso fica claro nos discursos na Assembleia Nacional e no Senado. Lá fala-se em ideologia partidária, entre outros temas aqui ignorados.

E aqui aproveito para fazer uma sugestão: já que jornalistas precisam, segundo os senadores, de diploma, por que não aplicar a mesma proposta para os senadores brasileiros? Os debates, quiçá, se tornariam mais fecundos.

Certo é que, de forma geral, os colegas formados por universidades de jornalismo a pipocar Brasil afora, quase todos a trabalhar para a mídia ultraconservadora, não têm contribuído para melhorar o nível da mídia.

Os grandes diários brasileiros, com colegas com canudo de jornalista ou não, são ilegíveis. Por exemplo, um dos destaques da Folha de São Paulo na quinta-feira 1º é que a apresentadora Fátima Bernardes “deve deixar a bancada do ‘Jornal Nacional’”. Ela estaria “cansada”.

Eis a questão: o nível das escolas de jornalismo é baixo, ou seriam os patrões que limitam o trabalho de apuração dos repórteres – e principalmente dos colunistas? Seriam as duas coisas? Como dizia o grande jornalista italiano Enzo Biagi (outro que não tinha diploma de jornalista): “Meus únicos patrões sempre foram meus leitores”.

Nos Estados Unidos e na Europa o canudo de jornalista não é necessário para exercer a profissão. Basta um diploma, isto é, uma especialização. Lá é comum estudantes com ambições jornalísticas trabalharem nos jornais das universidades enquanto se formam em história, ciências políticas, economia, etc. Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por exemplo, alunos de diferentes departamentos trabalham no excelente diário Daily Bruin, distribuído gratuitamente no campus e nos bairros em torno de Westwood, onde fica a UCLA.

Na França e no Reino Unido ninguém precisa de diploma de jornalista para trabalhar na mídia. Marr, que especializou-se em literatura inglesa em Cambridge, oferece: “Tudo que o jornalista precisa é ser curioso e saber farejar uma boa história. E mesmo dominando a gramática, só se aprende a escrever escrevendo”.

Vale acrescentar: o jornalismo se aprende indo à rua. “É preciso tirar a bunda da cadeira”, martelava Reali Jr.

O repórter tem de continuar a praticar esse método inclusive para entender o que escreve. Precisa usar os fatos com honestidade, mas ao mesmo tempo tem de entender que o jornalismo tem seus limites, não é uma ciência. Ah, e sempre que possível o senso de humor ajuda. O diploma de jornalista só serve para enfeitar parede.

Olha a capa do jornal Meia Hora, do Rio

Senado aprova, em primeiro turno, exigência do diploma de jornalista

Aproveitando dia de sessão cheia, o Senado aprovou em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Jornalistas que trata da exigência do diploma para o exercício da profissão. O texto foi aprovado com 65 votos a favor e sete contrários. A PEC foi protocolada no Senado depois que o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a lei que tratava da exigência do diploma.

Para os ministros do Supremo, a profissão de jornalismo está ligada ao direito à liberdade de expressão e por isso não poderia ser colocado qualquer empecilho para o seu exercício. A maior parte dos senadores, no entanto, entende que a exigência do diploma não impede a liberdade de expressão, uma vez que as colunas de opinião não ficarão restritas aos jornalistas.

“Qualquer profissional, tratando da sua profissão pode expressar-se em qualquer lugar. Estamos falando do exercício da profissão de jornalismo. Isso é outra coisa completamente diferente. Se temos universidades, faculdades, que não tínhamos no passado, hoje, precisamos valorizar, sim, a profissão do jornalista”, defendeu o senador Wellington Dias (PT-PI).

Entre os que votaram contra, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), alegou que a PEC tenta contornar o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Para ele, a emenda também será considerada inconstitucional porque vai contra o entendimento que já foi firmado na Corte. “O Supremo disse o seguinte: ninguém precisa adquirir expertise em universidade em curso algum, exceto em cursos de Direito, porque pode causar uma lesão extraordinária, de Medicina, da área de Medicina e de Engenharia. Pouquíssimos cursos exigem uma aptidão tal que a pessoa só pode adquirir dentro de um banco universitário. Essa foi a decisão do Supremo Tribunal Federal”.

A PEC dos Jornalistas, como é conhecida a proposta, ainda precisará ser votada em segundo turno no Senado. Só então ela poderá seguir para a Câmara dos Deputados, onde também precisará ser votada em dois turnos com quórum qualificado. Se sofrer qualquer alteração na Câmara, a matéria volta mais uma vez para apreciação dos senadores.”

(Com Agências)

Um agradecimento ao TCE

O pleno do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) aprovou, nesta terça-feira (29), por unanimidade, voto de congratulações ao jornalista Eliomar de Lima por seus 25 anos de atividades no jornal O POVO, 28 anos de exercício da profissão e cinco anos de Blog.

Proposta pelo presidente em exercício do TCE-CE, conselheiro Valdomiro Távora, a iniciativa foi aprovada pelos conselheiros Alexandre Figueiredo, Pedro Timbó, Soraia Victor e Edilberto Pontes, bem como pelos conselheiros substitutos Paulo César de Souza e Itacir Todero.

Ao justificar a homenagem, o presidente do Tribunal, conselheiro Valdomiro Távora, destacou os serviços prestados ao povo cearense pelo jornalista nos diversos meios de comunicação em que ele atua.

Blog conversa com Rosental Calmon Alves, que apregoa: “Jornalista tem que ser multimídia”

Imagem de Amostra do You Tube

O professor Rosental Calmon Alves visitou Fortaleza nesta semana, atendendo a um convite do Grupo de Comunicação O POVO. Ele falou sobre jornalismo na internet, mudanças nessa área por conta das redes sociais e sobre a profissão do jornalista dentro dessa nova conjuntura. Rosental fala também sobre o caso da obrigatoriedade do diploma.

O Blog bateu um papo com o professor da Universidade do Texas (EUA), hoje um dos nomes mais respeitados da blogosfera, durante um encontro dele com a redação do O POVO.

SindiCarnes/CE promove o 12º Jantar do Boi

O Sindicato do Comercio Varejista de Carnes do Ceará vai realizar, no próximo dia 5, a partir das 20 horas, no Ilmar Gourmet, o 12ª Jantar do Boi. É a festa de confraternização do setor.

Segudno o presidente do SindiCarnes/CE, Fracisco Everton, na ocasião serão homenageados o jornalista José Maria Melo (DN e TV Diário) e o deputado estadual Fernando Hugo (PSDB).

Haverá destaque especial para o Serviçõ Social do Comércio (SESC), hoje o maior arrecadador de alimentos para o Programa “Mesa Brasil”, da Rede Sesc no País.

Também ganharão destaqeu a BS Carnes como a Distribuidora de Carnes do Ano e a Barra Carnes como a Melhor do Varejo de Carnes.

A hora da saudade

Será celebrada nesta terça-feira, às 19 horas, na Paróquia da Paz, a missa pela ressurreição do jornalista Themístocles de Castro e Silva. O convite é feito por familiares e amigos de imprensa.

Themistocles de Castro e Silva era jornalista conhecido pela marca da polêmica.

Rosental Calmon Alves – O novo ecossistema da mídia

“O jornalista Rosental Calmon Alves trata de webjornalismo desde quando algumas redações brasileiras ainda tateavam máquinas de escrever. É um dos mais renomados pensadores deste jornalismo digital que ainda está sendo desvendado. Anos 1980, não eram muitos os que raciocinavam eletronicamente nos QGs jornalísticos. Os computadores eram mesmo raros – a primeira matéria saída de um deles só aconteceu em 1983 -, mas já houve jornalismo moderno sem Google.

Antes de pensar em tuítes, posts e bits, Rosental chefiou o Jornal do Brasil quando, para muitos, era “o melhor jornal do Brasil”. Até parentesco com diretor de jornal tinha, mas nem lhe pediu emprego. Em 1995, convenceu o patrão de que precisavam criar um espaço eletrônico para aquele conteúdo, fez do JB o primeiro jornal brasileiro a ter site.

A versão impressa deles acabou em 31 de agosto de 2010, ficou só nos arquivos. Rosental já nem estava mais lá. Em 1996, ganhou uma vaga entre 200 concorrentes para ser professor universitário nos EUA. E a ideia de página eletrônica já longe, seguida obrigatoriamente por todos os noticiosos. Regra dos novos tempos. Mr. Rosental virou catedrático, da Universidade do Texas. Em 2002, fundou o Knight Center for Journalism in the Americas, para jornalistas das Américas e Caribe. Pessoalmente ou online, discute jornalismo e ensina para mídias digitais.

Rosental diz que nenhum jornal existe mais como era antes, apenas em folhas e tinta. “Deixa eu dizer uma coisa meio dramática: jornal da era industrial acabou, tá morto. O jornal hoje já é um híbrido entre átomos (o papel) e bits (os canais digitais)”. O papel ainda não morreu, ressalta. Está por aí, em formação, o que ele chama de “novo ecossistema de mídia”. Lendo o que vem a seguir, você entenderá mais dessa ecologia da informação ainda em descoberta. Rosental é o melhor para explicar sobre este nosso novo mundo. Mesmo para quem nem é jornalista.”

* Confira a integra aqui.