E por falar em nova campanha…

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Ciro: O País vive frouxidão moral

Eis entrevista dada por Ciro Gomes, integrante da coordenação nacional da campanha pró-Dilma Rousseff, à Folha. Engajado há pouco tempo no bloco, ele já conseguiu um feito: voltar à mídia nacional com toda força. Ou seja, nada de abandonar a política como chegara a admitir recentemente. Confira a matéria:

“Integrado nesta semana à coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), 52, diz que escândalos do PSDB, aliados a outros promovidos por “aprendizes de mafiosos” do PT, simbolizam a “frouxidão moral” que teria levado parte dos eleitores a votar em Marina Silva (PV) e levar a eleição para o segundo turno.
Ciro voltou a criticar o PMDB dizendo que há contradições “graves” e ainda não resolvidas na aliança de Dilma, mas considera que no Brasil é impossível governar sem essas contradições.

Folha – O que o sr. pode acrescentar de novo à campanha?
Ciro Gomes – O segundo voto mais relevante, especialmente o voto mais qualificado nas grandes capitais brasileiras, foi o voto dado à Marina. E eu quero crer que o pulso fundamental desse voto é de natureza ideológica e ética. É preciso discutir com essas pessoas e dar a elas os argumentos para que elas relativizem a simpatia correta que tiveram pela Marina e entendam que agora o que está em discussão não são nossas simpatias, mas o futuro do país, antagonizado por dois projetos que felizmente são muitos claros.

F – Isso leva a uma frase que o sr. disse, a tal da “frouxidão moral”, que afetou tais pessoas.
PSDB e PT. O que é PSDB e PT? O caso Erenice é um exemplo?
Não, você pergunte isso pro PSDB. Pra mim, que sou aliado do PT, você pergunte aos do PSDB. Então vou te dar aqui todo o conjunto de prática que esse grande jornalista que é o [colunista da Folha] Elio Gaspari chama de privataria, o processo de privatizações. O cidadão está no telefone falando com o FHC, então presidente da República, dizendo que operaram no limite da irresponsabilidade [na verdade, a conversa captada pelos grampos do BNDES, em 98, é de Ricardo Sérgio com o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros]; o Serra nomear pro centro de eventos de São Paulo um banqueiro chamado Márcio Fortes, do Rio [Fortes foi nomeado presidente da Emplasa em 2009]; o Serra assumir a Prefeitura de São Paulo e, como primeira providência hospedar os saldos da Prefeitura de São Paulo em um banco privado [em 2005, Serra tentou repassar ao Itaú e ao Bradesco o gerenciamento das principais contas bancárias da prefeitura]. Não adianta você escrever que não sai, não é publicada essa informação. E, do outro lado, os aprendizes de mafiosos do PT, que de vez em quando mandam uma dessa.

F – Caso Erenice, por exemplo?
Isso é você quem está dizendo.

F – Com a votação obtida por Marina, o sr. acha que o presidente errou ao patrocinar uma articulação para que o PSB não lhe desse a legenda?
Erramos todos nós. Mas quem mais duramente sabe disso é o Lula. Ele, o nosso campeão, o mais exuberante dos nossos quadros, o mais popular dos nossos quadros, nunca ganhou nenhuma eleição no primeiro turno.

F – Aliados estariam cobrando um Lula e Dilma mais “paz e amor”. Como conciliar isso com o sr. na coordenação?
Eu lhe dou um doce dos bons se você me disser um único precedente em que eu fui agressivo sem ser em reação a uma injustiça. O futuro do país não admite essas cordialidades conservadoras. A cordialidade conservadora mantém por cima da mesa a aparência de elegância e faz a coisa mais imunda e ameaçadora do futuro dessa nação por debaixo dos panos. Você não sabe a campanha que está acontecendo na internet, incitando o ódio religioso?

F – Petistas também fazem isso.
Viva a democracia e viva a República e condene quem estiver fazendo isso, seja quem for. Estou chamando a atenção. Há limites. Determinados oportunismos têm que ser banidos, porque eleições se ganham e se perdem, mas as construções das bases em que uma cidadania se afirma… Eu no dia em que precisar consultar o aiatolá da minha comunidade para tomar uma decisão civil, eu estou fora. Vamos falar de aborto. Quem é no planeta Terra que pode ser a favor do aborto? O aborto é uma tragédia humana, emocional, psicológica, de saúde pública, religiosa, moral, ética. Uma tragédia.

F – É a descriminalização….
Não, aí você tem um grande debate não resolvido no planeta: que relação o Estado deve ter com essa tragédia. Nunca houve no Brasil uma possibilidade de o presidente arbitrar essa questão. É o Congresso Nacional, que por sua vez não tem a menor coragem de tocar no assunto, nem esse nem o próximo, tranquilize-se o brasileiro. Contra ou a favor, infelizmente, até por omissão, o Congresso Nacional brasileiro não tratará do assunto. Não dirá nem que sim nem que não. Continuaremos fazendo todos de conta que o rico pode fazer do jeito que quiser em uma clínica muito bem limpinha e que a pobre vá se ferrar enfiando uma agulha de tricô na vagina porque os mulás, os talebans e os aiatolás não querem que se discuta o assunto.

F – Os mulás, aiatolás e talebans em parte apoiam Dilma.
Sim, mas o Serra tem uma opinião diferente? A opinião do Serra e da Dilma sobre esse assunto é rigorosamente a mesma. Pro bem ou pro mal.

F – Qual é a posição do sr.?
Eu acho que o Estado nacional brasileiro não tem nada a ver com esse assunto. Esse é um assunto da intimidade humana, moral, ética e religiosa da família e da mulher, especificamente. Ou seja, não tem nada que criminalizar coisa nenhuma. Isso é a minha particular opinião, pessoal. Não tem nada a ver com a opinião da Dilma.

F – Sobre PMDB, o sr. disse que o [Michel] Temer [presidente do partido e vice de Dilma] estava chefiando uma turma de pouco escrúpulo.
Penso que essa aliança PT e PMDB tem contradições graves. Sou aliado do PMDB no Ceará, acabamos de eleger um senador do PMDB, o vice nosso é do PMDB. Então eu acho que há uma contradição, mas no Brasil é impossível governar sem essa contradição. O que é preciso é pôr sobre essa contradição uma hegemonia moral e intelectual clara. E isto que eu acho que ainda falta.

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E meteram Hitler com raiva do Lula por causa da Dilma…

Imagem de Amostra do You Tube

Olha só o que a turma da internet inventou: um vídeo, hilário por sinal, que deve ser visto comendo pipoca.

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Os Ferreira Gomes agiram como Brutus?

Eis artigo do professor Antonio Mourão Cavalcante, que saiu publicado no O POVO deste sábado. O título é interessante – Até tu, Brutus, e diz respeito à postura dos Ferreira Gomes e a candidatura derrotada do senador tucano Tasso Jereissati. Confira:

Shakespeare conheceu profundamente a alma humana. Calcado na História ele construiu a extraordinária tragédia chamada Julius Caesar, um grande conquistador e herói de muitas batalhas. Ampliou enormemente as fronteiras do poderio romano. Mas a inveja dos poderosos haveria de condená-lo à morte. Espalharam que ele desejava ser uma espécie de tirano, destruindo a República.

Para comandar o levante e a morte, o complô foi, dentre outros, coordenado por alguém que Júlio César sempre ajudou ao longo da vida. Uma espécie de filho querido. Brutus. Na escadaria do Senado, com sangue jorrando das artérias dilaceradas, Júlio César ainda teve tempo de constatar, dentre os que lhe apunhalavam, o filho querido. Daí a famosa frase: “Até tu, Brutus, filho meu!”

Desde domingo, quando surgiram os primeiros resultados da apuração para o Senado, configurando a trágica derrota de Tasso Jereissati, me veio à lembrança a história de Júlio César. Tasso jamais pensou que os seus “filhos políticos” – Ciro e Cid – fossem capazes de traí-lo. Mas aconteceu. Falou mais alto a voz do poder, a sedução do poder. Funcionou a aliança mais oportuna no aqui e agora. A fidelidade estava voltada ao poder atual e eles não mais poderiam continuar fiéis ao velho galego.

Os Ferreira Gomes, como Brutus, prestaram-se como instrumentos para a eliminação do próprio criador. A nova aliança, com Lula & Cia, mostrou-se mais atraente e alvissareira. Gratidão mandou lembranças, revelando uma fragilidade intrínseca aos que têm pouca força de caráter.

A comparação enseja, igualmente, a oportunidade para que possamos constatar a precariedade das convicções humanas. Não é a política que é suja ou frágil, mas as convicções de alguns que tentam praticá-la. Com isso eu queria também assinalar que gratidão não se espera. Ela só pode brotar do coração de quem cultiva valores ao longo da existência.

Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

a_mourao@hotmail.com

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Coisa antiga é… faixa agradecendo eleitor pela vitória nas urnas

Eis uma das várias faixas espalhadas por alguns bairros de Fortaleza como a nossa Parquelândia, em Fortaleza. Pode ser conferida na pracinha da Igreja de Santo Afonso (Redonda). Trata-se de uma saudação aos leitores, em tom de agradecimento, pela conquista de mandato.

Os nomes citados são de André Figueiredo, eleito pelo PDT para deputado federal, e Tin Gomes, eleito para deputado estadual pelo PHS. Com certeza, coisa de cabo eleitoral puxa, até porque tal prática é muito ultrapassada, não convence e contribui para poluir a cidade.

(Foto – Paulo Moska)

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Ciro chama de “calhordice” debate político sobre o aborto

Ciro Gomes (PSB) já começou a mostrar serviço em favor da candidatura de Dilma Rousseff, agora como membro da coordenação da campanha dela. Nesta semana, entrevistado pelo Estadão, ele tocou numa ferida que envolve a candidata: o aborto. Ciro culpa Serra por tentar fazer confusão em torno de um debate sério para provocar estragos na postulação petista e defende:

“A Dilma falou com muita clareza que não é a favor do aborto. A questão é posta em si em termos calhordas, desonestos. Ninguém é a favor do aborto”, afirma. Essa questão, diz ele, é assunto “da intimidade da mulher, da família, de seu conjunto de valores morais, éticos, religiosos e uma ação de saúde”.

Ele disse que o tema é para ser decidido pelo Congresso e que o presidente tem zero.

Já o Movimento Nacional pela Vida Brasil Sem Aborto garante que o presidente pode vetar qualquer decisão do Congresso sobre legalização do aborto.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

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2º Turno – Deputada federal do PR cobra definição da cúpula

Reeleita deputada federal pelo PR, Gorete Pereira se diz indefinida ainda quando o assunto é quem apoiar no segundo turno da disputa presidencial. Estão na briga Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A parlamentar diz que aguarda uma reunião do seu partido, o que depende de uma determinação do presidente regional da legenda, o candidato derrotado ao Governo L´juco Alcântara.

Gorete apoiou Dilma na primeira etapa da disputa, mas diz que, como integrante do PR, quer ouvir a cúpula e, também, as suas bases que estão sendo visitadas por ela em clima dde agradecimento. 

Há perspectivas de que o PR do Ceará libere suas bases.

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Aborto – Bispo da Igreja Universal quer evitar perdas para Dilma

“O senador Marcelo Crivella (PRB) disse que, na próxima segunda-feira (11), irá se reunir com senadores e deputados federais que integram Frente Parlamentar Evangélica para discutir as estratégias que o grupo irá usar em defesa da campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Garantir que a petista não é a favor do aborto será a principal missão dos políticos.

“Estamos nos reunindo em Brasília agora, dia 11. Vamos falar sobre os pronunciamentos que faremos e qual de nós entrará no programa da Dilma para falar sobre esse tema”, disse Crivella. “Vamos decidir se vamos escrever alguma coisa, uma carta (por exemplo). E quem de nós vai procurar os líderes mais preocupados, tanto do setor da Igreja Católica quanto do setor evangélico”, explicou o senador.

Crivella admitiu que há uma fragmentação política entre os setores religiosos, mas defendeu o uso da internet para combater os boatos contra Dilma. O senador reeleito reconheceu a dificuldade de Dilma convencer eleitores evangélicos de que é contra o aborto, já que documentos do PT foram assinados em defesa da legalização da prática. Entretanto, o senador frisou que Dilma não é candidata do PT, mas de um frente de partidos, e que, como presidente, ela representaria “todos os brasileiros”.

 ”Eu acho que aqueles que mantém uma posição irreversível são os compromissados com o erro”, afirmou Crivella. “Um político não pode ser um autoritário, apaixonado pela sua opinião, querendo impor a sua vontade. (…). O político tem que evoluir. (…) Ele tem que ter um discurso que possa conciliar posições conflitantes e avance”, defendeu.”

 (iG)

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Discurso que Tasso fez ao abrir arrancada da campanha pró-Serra no Ceará

A Assessoria de Imprensa do senador Tasso Jereissati liberou, nesta noite de sexta-feira, o discurso proferido pelo tucano durante o primeiro encontro de trabalho pró-campanha de José Serra neste segundo turno da disputa presidencial. Tasso não logru êxito nas urnas, mas fez discurso considerado contundente pelos que lotaram o salão de convenções do Hotel Vila Galé. Confira:

*DISCURSO SENADOR TASSO 

A História do Ceará não poderia ser manchada diante dos outros partidos que não tiverem sequer a coragem de lançar outro candidato. Nós limpamos e salvamos a História do Ceará quando fizemos o nosso caminho e eu, pessoalmente, estou muito orgulhoso disso. Muito orgulhoso. E eu disse outra verdade, que parece que apareceu na televisão: “Prefiro
não ter ganho a senatoria a ter sido eleito por causa do favor ou da benesse de alguém.”

Nunca fiz esse tipo de política. Eu sou aquilo que sou, a minha história, a nossa história e as nossas ideias. Se a nossa história e as nossas idéias, num dado momento não são aceitas, muito bem. Foi o povo que quis. Mas, ser eleito simplesmente pela benesse de um padrinho que tenta a hegemonia política absoluta e restabelece as velhas oligarquias e as práticas do atraso no Estado
do Ceará, eu prefiro estar como estou.

Estou muito bem, porque estou com minha consciência tranqüila. Estou muito bem, repito. E digo mais: Estou mais forte fisicamente do que estava quando começou a eleição. Quem pensa que minhas pontes não agüentam, agüentam, sim. melhor ainda, pra recomeçar uma eleição. Vem aí outubro, agora.

Eu queria dizer uma coisa a vocês, falando sinceramente de política.  É hora de
Prefeitos, lideranças, vereadores fazer política com “P” maiúsculo. Política não é a conveniência do momento, em função de favores ou desfavores. Política é outra coisa. Política é respeitar seus ideais, política é respeitar seus compromissos, política é compromisso com as ideias e com o povo que o elegeu, independente da circunstância do momento. Isso é política. E nós, neste momento, não temos a eleição totalmente perdida. Pelo contrário, tem uma luz enorme aparecendo aí para todos nós. E a nossa opção aqui no Estado do Ceará é a seguinte: ou
continuarmos sendo amigos do poder local, amigos de segunda classe do poder local,  desprezados até pelo interesse do momento (porque ninguém valoriza o amigo que sabe que é interesseiro, que está ali  do seu lado por causa do interesse, porque você tem o que dar. Você valoriza aquele amigo de verdade). A mesma coisa acontece na política.

Nós vamos voltar a brigar, agora. Eu estou disposto mais do que nunca a brigar. Digo uma coisa do meu coração: Eu prefiro um PSDB menor; mas forte, unido e com convicções políticas.  Eu vou dizer uma coisa para vocês: Aquele que por medo, por receio ou por conveniência não tiver disposto à luta neste momento, que se retire. Nós não mudamos a História do Ceará pela quantida                                                                                                  de.

Nós mudamos a História do Ceará pela qualidade das nossas ideias e dos nossos líderes. E aqueles que não quiserem, a gente entende. A política é assim hoje. Não é mais a grande política. Está na moda a troca de favores pra cá, a troca de emenda pra lá, tem uma “graninha” que corre por
ali -  e é isso a política. Quem quiser fazer esse tipo de política que se retire. Nós estamos noutra. Eu estou noutra completamente diferente. E tem mais: Nós vamos ganhar a eleição no Brasil.  Eu estou chegando de São Paulo e vi o que está acontecendo: Uma verdadeira onda verde e amarelo. O Centro Sul já se definiu e está na hora de nos definirmos, através de nossa liderança. Nós não podemos nos acomodarmos em ser um pais de segunda classe, que recebe as esmolas de um país de primeira classe pelo resto da vida. Nós somos trabalhadores, nós sabemos produzir e temos dignidade. Nós não vamos nos acomodar a essa situação. E depende de cada liderança, em cada região com seus liderados. Tenho a certeza absoluta de que o resultado aqui não vai ser igual ao resultado do primeiro turno, e que nós vamos ajudar também a fazer José Serra ganhar as eleições.

E isso significa fazer a nossa parte aqui nesta luta tremenda que iremos enfrentar contra um poder autoritário, arbitrário que usa todas as armas para aniquilar  o inimigo. Democracia não tem inimigo, tem adversário e a gente não aniquila o adversário, a gente convive com a oposição, e democracia é exatamente a convivência de ideias diferentes, ideias opostas. Nós vamos para essa luta para defender a democracia, para defender a  onestidade. Não se faz um país sem valores morais. E os valores morais estão sendo destruídos neste país. Banalizou-se o escândalo, a corrupção, de tal maneira que qualquer escândalo, qualquer corrupção não espanta
mais ninguém.

O comportamento normal do político agora é roubar. Aquele que não rouba é que é diferente.
Está aí o Tiririca para dar o recado. Ele teve mais de um milhão de votos, e é um recado pra
gente. E a agente recebendo este recado de cabeça baixa, porque não estamos lutando contra
isso. Mas eu garanto a todos vocês  todos que estiverem dispostos à luta (e a luta já começou)
que não estou cansado. Pelo contrário, estou descansadíssimo e  tenho muita esperança que
esse grupo possa recuperar o seu brio, o amor próprio. Estar de bem com a sua consciência,
não aceitar ser mandado. Durante a campanha, não conheci um  prefeito, uma esperança, que
gostasse do PT. No entanto, muitos deles votaram com o PT. Isso é covardia feia, isso não é
fazer política. Eu perco uma eleição, duas, três, mas não vou  me entregar às conveniências. Vou continuar fiel à minha história e à minha vida. Quem quiser continuar nesta luta, vamos juntos. Quem não quiser se retire, vá para o PT, para onde quiser, mas nós vamos continuar com essa luta. Se sobrarem quatro ou cinco, nós vamos juntos com esses quatro ou cinco rodar o Estado do Ceará inteiro.

Vamos levar José Serra à vitória neste Estado inteiro.

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Serra promete abraçar projetos do PV

“O presidenciável José Serra (PSDB) disse nesta sexta-feira que deve abraçar os projetos do PV, partido de Marina Silva, em seu eventual governo. O tucano – que durante a passagem por Vitória da Conquista fez um discurso improvisado no teto de uma picape de luxo – negou ainda qualquer tipo de pressão para angariar apoio dos verdes.

- Não estamos trabalhando no sentido de constranger, pressionar. Nada parecido. Sou contra porque os partidos, as lideranças como a Marina têm liberdade para decidir, sem qualquer espécie de constrangimento, de assédio, de insistência – disse ele.

- Vamos abraçar, sim (os projetos do PV), sem dúvida alguma. Basta lembrar que em São Paulo o PV esteve comigo, tanto na prefeitura, quanto no governo do estado – completou.”

(Agência A Tarde/Foto - Marcos Brandão)

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Dilma: Aborto não pode dominar o debate político do 2º turno

“Em meio à polêmica sobre aborto na corrida presidencial, a candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira que essa discussão é “legítima”, mas não pode dominar o debate político do segundo turno. A candidata negou que está abatida e disse que está disposta a lutar todos os dias para vencer a disputa. “Eu acho que essa discussão é legitima você pode fazer, mas ela não pode ser o centro de todo debate no Brasil é ela e mais um porção de outras questões”, disse.

Segundo o PT, os rumores contra a candidata nos segmentos religiosos de que ela defende o aborto e de que ela teria dito que nem Jesus Cristo dela essa vitória – frase que ela não disse– foram um dos motivos que provocaram o segundo turno. Antes de ser candidata, Dilma defendia abertamente a descriminalização da prática –o fez, por exemplo, em sabatina na Folha em 2007 e em entrevista em 2009 à revista “Marie Claire”. Depois, ao longo da campanha, disse que pessoalmente era contra a proposta. Hoje, diz que repassará a discussão ao Congresso. nos segmentos religiosos foram um dos motivos que provocaram o segundo turno.”

(Folha.com)

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Marina, morena, você se plantou…

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Cid: Campanha de Dilma no CE vai mostrar que Lula foi melhor do que FHC

“A campanha não pode deixar de ser a comparação de projetos. Eles (tucanos) estiveram no poder por oito anos e o presidente Lula também por oito anos. Vamos mostrar que em todos os indicadores o Governo Lula foi infinitamente melhor que o de Fernando Henrique Cardoso”, afirmou, nesta sexta-feira, no comitê central que funcionou durante sua campanha pró-reeleição o governador Cid Gomes (PSB).

A frase soou como uma convocação e um desafio para cerca de 60 parlamentares estaduais e federais eleitos no último dia 3 e algumas lideranças que compareceram ao encontro. O mote foi discutir ações da estrategia da campanha pró-Dilma Rousseff (PT), neste segundo turno da disputa, no Estado. Cid Gomes disse ser fundamental  que a militância vá às ruas, pois o objetivo é aumentar a votação que Dilma conquistou. No primeiro turno, ela obteve no Ceará 66%. Cid quer chegar a 80%. A ordem é dar uma resposta ao PSDB principalmente de Tasso Jereissati, senador não reeleito, que disse não reconhecer mais nos Ferreira Gomes (Cid e Ciro) os jovens idealistas do passado.

Neste sábado, já tem campanha na rua. Mais precisamente uma carreata que partirá do Crajubar (ponto entre Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha) e circulará difundindo que Dilma está com Lula e que a sua vitória é fundamental para a continuidade dos projetos lulistas no País.

DETALHE – O senador eleito José Pimentel (PT) participou do encontro.

DETALHE 2 – O senador eleito Eunício Oliveira (PMDB) não participou. Está em Brasília resolvendo assuntos part5iculares. Ontem à noite, ele esteve numa reunião com Cid, em Fortaleza.

DETALHE 3 – A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, não participou da reunião. A assessoria informou que ela estava em Brasília, em contatos com a coordenação-geral da campanha dilmista. O deputado federal José Nobre Guimarães compareceu ao encontro como parlamentar reeleito e como vice-presidente regional do PT.

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Tasso convoca tucanos e aconselha: quem não for serrista, que vá logo para o PT

“Vamos juntos e quem não quiser que se retire, vá para o PT, vá para onde quiser. Se ficarem só quatro ou cinco, nós vamos só com quatro ou cinco, mas vamos juntos com honestidade. Vamos para a vitória no segundo turno”, conclamou, em discurso durante reunião do PSDB, nesta sexta-feira, no Hotel Vila Gale´, o senador Tasso Jereissati. Ele comandou encontro que começou a mobilizar as bases tucanas para a campanha de segundo turno.

Tasso, em tom emocionado, e sob aplausos de um auditório lotado de prefeitos, parlamentares eleitos e reeleitos e lideranças do Interior, garantiu que o “tom de oposição” deve continuar e que é preciso ter “brio, amor próprio e consciência tranquila para manter os princípios da ética. Ele convocou a todos para a vitória e aproveitou para agradecer apoio recebido numa campanha que não o levou à reeleição: “Agradeço a todos pelo carinho e quero dizer que estou bem, que não me arrependo de nada, de nenhuma escolha que fiz”.

Segundo Tasso, a ordem é “manter a união e fortalecer o partido para garantir a vitória de José Serra, no qu foi endossado em discursos do presidente regional do PSDB, Marco Penaforte, que destacou a trajetória de Serra: “Em 27 anos ocupando cargos públicos, não se tem um escândalo, uma acusação contra ele (o candidato Serra)“. Presente ao ato, o candidato derrotado do PSDB aop Governo, Marcos Cals, disse que não tinha mágoas e que estava de cabeça erguida para ajudar na eleição de Serra.

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Eleita senadora, Marta Suplicy tira alguns dias de folga na Bahia com novo namorado

Um biquini aos 65 aninhos.

Senadora eleita por São Paulo em 03 de outubro, Marta Suplicy (PT) resolveu tirar uns dias de folga em Itacaré, no sul da Bahia. A nova senadora paulista foi flagrada no Txai Resort, localizado na praia de Itacarezinho nesta quinta-feira. Marta estava acompanhada do novo namorado Márcio Toledo, presidente do Jockey Club de São Paulo. Nascida em 1945, ela tem hoje 65 anos.

A senadora petista foi eleita com 8,3 milhões de votos e é a primeira mulher a ocupar o cargo de senadora por São Paulo. A primeira vaga ficou com o tucano Aloysio Nunes, que obteve mais de 10 milhões de votos no Estado.”

(Portal iG)

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Estratégia de Serra para o 2º turno

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PSDB fecha estratégia para aumentar votação de Serra no Ceará

A Executiva Estadual do PSDB está reunida, nesta manhã, no Hotel Vila Galé. Tendo a participação de todos os parlamentares eleitos e reeleitos e de prefeitos, vice-prefeitos e lideranças do Interior, a ordem é fechar estratégias da campanha pró-José Serra no Ceará.

O senador Tasso Jereissati, que perdeu a reeleição, e Marcos Cals, que disputou e perdeu o Governo, participam das  discussões.

Tasso aproveita o encontro para dar informações sobre a estratégia geral da campanha de Serra, já que está engajado na cúpula da coordenação nacional. O objetivo é melhorar os números de votação de Serra no Estado. No primeiro turno, ele registrou 16%.

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Cid faz reunião de campanha em busca de 80% de votos pró-Dilma

O governador Cid Gomes faz reunião, nesta manhã de sexta-feira, no comitê de campanha que funcionou em sua campanha, com deputados federais e estaduais eleitos e reeleitos. O objetivo é traçar estratégias da campanha pró-Diklma Rousseff (PT) no Estado.

Cid Gomes já avisou que quer aumentar o número de votos que Dilma obteve no primeiro turno. Ela ficou com 66% dos sufrágios, mas o governador acha que, com esforço agora todo concentrado em torno de uma só campanha, dará para conquistar 80% de votos para a petista.

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Leitor: Campanha de Serra mostrando projetos de FHC é perda de tempo

O leitor Paulo Simplício nos mandou comentário sobre a campanha de José Serra neste segundo turno, que promete discutir temas como privatizações e expor, à vontade, os feitos do Governo de FHC, conforme post do Blog. Para ele, perda de tempo em se tratando, por exemplo, do eleitorasdo nordestino. Confira:

Caro Eliomar de Lima, 

Começou uma discussão sobre a possibilidade da campanha presidencial do PSDB reincorporar o legado de FHC, resgatando feitos que têm reflexos positivos até hoje. Só pode ser idéia gestada na cabeça dos adversários. Ninguém, absolutamente ninguém, está interessado nesse exercício de retrovisor.

As parcelas do eleitorado que estão, por exemplo, aqui no Nordeste, e que fazem uma tremenda falta ao capital eleitoral de Serra, não ligam a mínima para essa discussão.

Querem saber do feijão de cada dia, do rango, como subir na vida, como consumir mais, como dar futuro aos filhos, como sair da desgraça das filas eternas, como…e por aí vai.

Venda de estatal ? Privatização ?. Fala sério, ó meu.

Os dessa turma ficariam imensamente felizes, entretanto, em anotar na caderneta algumas datas que têm tudo a ver com o mundo real deles: se eleito, quando o tucano pretende pagar o primeiro salário mínimo no valor de R$ 600; quando os aposentados porão no bolso o primeiro reajuste de 10% ; e o time do bolsa família, qual a data em que poderá pôr as mãos nos primeiros reajustes ? Esses sim, são temas de real interesse para o andar de baixo.

O sujeito que acorda no meio da noite com a mulher ou o filho atacados por uma grande dor, para onde deve correr em busca de alívio ?. Deve entrar na fila das madrugadas sem segurança para uma consulta com a distância de três, quatro meses pela frente, e assim mesmo com muita sorte ?. Esse é o mundo que importa e espera por respostas objetivas.

A discurseira sobre o genérico disso ou daquilo, ou no meu governo fiz isso ou aquilo, têm significado zero. Se fez e quem fez foi por obrigação, foi eleito e pago para aquilo, o resto é leriado. Não nos venham, também, com esse papo cabeça sobre reforma tributária. Ou coisa chata, inútil.

O cara da classe média, para citar outro tipo de público, quer programar em sua agenda (perceberam a mudança de linguagem ?) o momento exato em que deixará de ter seu salário expropriado em 27,5% de imposto de renda, que, hoje, não lhe dá  retorno. Rigorosamente nenhum, absolutamente nenhum em todas as obrigações típicas de Estado.

Qualquer outra conversa fora desse contexto, é queixo, enganação. Nisso já tem especialista demais entre os que querem continuar mamando nas tetas da Nação.

Sem mais,

Paulo Simplício, seu leitor.

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Fogueira das vaidades – Luizianne incomodada com Ciro na cúpula da campanha pró-Dilma

“A nova divisão de tarefas na campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República provocou mal-estar entre forças políticas do Ceará. A prefeita de Fortaleza e presidente regional do PT, Luizianne Lins, não gostou do modo como perdeu, para o governador Cid Gomes (PSB), o comando da campanha no Estado. Ela tampouco ficou satisfeita com a ida de Ciro Gomes (PSB) para o núcleo nacional da empreitada. Segundo o vice-presidente do PT cearense, deputado federal José Guimarães, Luizianne questionou “a forma como as coisas foram feitas”.

De acordo com o petista, ela não foi consultada sobre as mudanças – anunciadas pela própria Dilma, em Brasília, na última terça-feira, durante encontro com aliados.

Desde quarta-feira até, pelo menos, ontem à noite, a prefeita esteve em Brasília, onde participou de reuniões político-partidárias. Lá, em entrevista à TV Diário, ela chegou a dizer que pode deixar a linha de frente da equipe pró-Dilma. “Eu continuo na campanha, mas não necessariamente na coordenação. Se eu achar que é incompatível, me retiro”, adiantou.

Coisa de momento

Ao O POVO, Guimarães minimizou as declarações de Luizianne, garantindo que, mesmo com os “questionamentos”, não há riscos de ela se afastar da coordenação. “Isso é coisa de momento. Não é hora de a gente gerar crises, mas de arregaçar as mangas e vencer a eleição. Não há tempo a perder”, considerou o petista, que disse ter conversado por duas vezes ao telefone com a prefeita, ontem.

Quem também tratou de pôr pano morno na situação foi o vereador Acrísio Sena. “Vai ter espaço para todo mundo. A prefeita comanda (a campanha) com maestria na Capital. O Cid comanda no Interior”, afirmou. A informação sobre a nova divisão de tarefas da campanha foi confirmada pela coordenadora do comitê de Dilma em Fortaleza, Luciana Castelo Branco. De acordo com ela, caberá a Ciro chefiar a empreitada na região Nordeste.”

(O POVO)

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