GLAUCOMA, DOENÇA SILENCIOSA, COM OFTALMOLOGISTA DÁCIO COSTA

Glaucoma é uma das principais causas que levam à cegueira
1 – Uma das principais causas de cegueira, no Brasil, é o glaucoma, uma doença silenciosa que mesmo avançada é assintomática. Se perguntarmos a uma pessoa que cegou por glaucoma como foi a sua história, provavelmente, ouviremos que estava tudo normal e que sentiu a visão diminuindo num espaço de alguns meses até ficar cega.
2 – O oftalmologista Dácio Carvalho Costa (CRM 8699 / RQE 6851), da Clínica Pro-Vision, co-presidente do 61º Congresso Brasileiro de Oftalmologia 2017, que começa hoje e vai até domingo, no Centro de Convenções do Ceará, cujo tema principal é diagnóstico precoce, fundamental para a detecção do glaucoma.
3 – “A doença é perigosa, o olho não dói pela pressão, a não ser que a pressão atinja níveis elevadíssimos. O nervo óptico sofre e não provoca nenhum sinal de diminuição da visão até que cerca de 70% das suas fibras nervosas estejam danificadas. O campo visual vai sendo perdido da periferia para o centro e, como utilizamos a visão central para a maior parte de nossas atividades, não percebemos a sua perda”. Em resumo, o diagnóstico precoce de glaucoma é difícil e a busca ativa é necessária para evitar a cegueira.

Estrogen affects cells in the eye’s retina, which may help explain a possible link between glaucoma and estrogen levels.

O oftalmologista Dácio Carvalho Costa
4 – Todas as pessoas que possuem parentes de primeiro grau com glaucoma, devem fazer exame de fundo de olho e medida da pressão intraocular após os 40 anos pelo menos anualmente. “Para as outras pessoas, a idade pode ser aumentada para 50 anos”.
5 – O diagnóstico precoce é essencial, alerta Dácio Costa, porque o glaucoma não tem cura, ou seja, não é possível reverter o que se perdeu de visão por glaucoma. “Não ter cura, não quer dizer que não tenha tratamento, porém a meta do tratamento é impedir que a doença avance, por isto, é tão importante o diagnóstico precoce”, esclarece.
6 – Mas o que é o glaucoma? “É uma doença no nervo óptico que leva a perda do campo visual progressiva, podendo culminar em cegueira, cujo o maior fator de risco é o aumento da pressão intraocular. A pressão intraocular elevada isoladamente não é sinônimo de glaucoma. Várias pessoas podem desenvolver glaucoma sem pressões necessariamente maiores do que 21mmHg, o que é estatisticamente considerado normal. O contrário também é verdadeiro, pessoas com pressões acima do normal não necessariamente desenvolvem glaucoma”.

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