Aviação de garimpo, os kamikases da amazônia

Enquanto muita gente se divertia por ai, algumas centenas de abnegados que gostam de voar por amor a liberdade estavam embrenhados numa mata virgem arriscando suas vidas. Transportando pessoas e carga em frágeis aviões, ajudando nascer uma civilização no meio da mata, construindo uma futura cidade. Onde muitos não conseguem chegar, o avião transpõe tudo e chega lá, trazendo o conforto, a sobrevivência, a salvação daqueles que por uma ou outra razão escolheram viver perigosamente no meio da selva, no inferno verde.
Longe de tudo, distante de nossos lares milhares de quilômetros, onde só o avião e a imaginação conseguem chegar, estávamos nós, dezenas de pilotos, enfiados numa área de garimpo. Hoje as lembranças, coisas boas da vida da gente, não se apagaram. E como é bom recordar aqueles tempos, no ano de 1983.
Havia perdido o emprego como Comandante de um bimotor e estava dando cabeçadas, fazendo free-lancer numa vida minguada, cheia de concorrência e sem reconhecimento, sobrevivendo só Deus sabe como. Afinal, aviação executiva havia dado o seu ultimo suspiro no sul. Nesta época meus olhos estavam voltados para a região norte, onde ainda o avião como meio de transporte tem a sua posição privilegiada. Onde os profissionais conseguem ganhar justamente o que merecem.

 

 

 

Surgiu a oportunidade e de repente estava eu em TUCUMÃ, uma civilização que nascia a cinqüenta minutos de vôo de Redenção no Pará, em plena mata virgem. A poucos minutos de voo de Serra Norte, de São Felix do Xingu e da aldeia Kriketun, as margens do rio Fresco e do rio Branco.
TUCUMÃ, a 12º quilômetros de São Félix do Xingu, era uma iniciativa corajosa da Construtora Andrade Gutierrez, denominada projeto Cidade nº1. Era a primeira gleba. O CUCA era a cidade satélite implantada pelo pessoal de Belo Horizonte – MG que implantava essas cidades, onde as áreas de garimpos proliferavam pela região em uma verdadeira corrida para o ouro. Nesta corrida maluca entrava a aviação de garimpo, elo de ligação entre a civilização que surgia e as clareiras abertas na selva, onde estavam as pequenas faixas improvisadas para pouso e decolagem, pistas num superiores a 300 metros. Sem aproximação, sem arremetida e geralmente construídas nos pés de morros, onde se desenvolviam os garimpos de ouro.
PISTA NOVA com a cantina do Zinho e do falecido Mané Gato, com a cantina do Antonio e da Raimundona, onde tinha farmácia, dentista, barbeiro, padaria, açougue e até cinema. PISTA DA UNIÃO, MAGINCO,MARIA BONITA,BATEIA,CUMARÚ, etc… Cenário de grandes aventuras, onde alguns amigos por infelicidade ficaram para sempre, tentando fazer a ligação, entregar o frete.

Seis a oito pessoas, dependendo do porte físico do grupo e mais suas borrocas(maletas de viagem) eram transportadas comprimidas como sardinha em lata, dentro de um avião de 4 lugares como o “Carioca” ou o “Skylane”. Valeu a experiência para os que ficaram sem serem mutilados pela sorte, e a certeza do que pode realizar um Carioca, um C-180, um C-182, ou um C-206.
Nós vivemos uma aviação sem
mistérios, sem padrão, sem apoio de terra, sem manutenção preventiva e por dezenas de vezes cruzamos  aquele tapete verde sem sequer carregar uma bolsa de sobrevivência na selva ou um galão de água. De bermudas, camisetas e às vezes mesmo sem camisa tal o calor insuportável conseguimos transpor milhares e milhares de castanheiras gigantes, num vai e vem, levando alimentação, pessoas, coisas e enfermos.

 

A malaria também era um dos grandes inimigos naturais, por isso dormíamos dentro de barracas, enfiados em mosquiteiros até conseguir uma vaga na hospedaria pioneira de madeira que surgia na civilização chamada TUCUMÃ, hoje uma cidade.
Nós vimos e ajudamos a nascer TUCUMÃ, fazer dela uma prospera cidade. Na época das águas(chuvas) os vôos diminuem e os acidentes parecem aumentar com as pistas escorregadias, os nevoeiros de superfície e os CB. Na estação da fumaça, bruma seca originaria das queimadas do Pará e Goiás é coisa seria e dá condições de vôo por instrumentos (IMC) e mesmo assim quantas e quantas vezes arriscamos a pele fazendo os vôos espanta macacos por baixo da cortina de fumaça, lambendo as castanheira, para retirar o enfermo com malaria ou o acidentado que precisava de socorro. Muitas vezes com o combustível contado, sem alternativa, navegando só na bussola e por referencias visuais em rios, clareiras,pistas abandonadas, aldeias, morros, etc

Quando lá cheguei havia onze aviões apenas operando na área de garimpo, mas quando de lá sai somavam mais de quarenta. Todo dia chegando aviões com pilotos aventureiros procurando o seu lugar ao sol, tentando um meio de melhorar a vida.
A Policia Federal não era problema para quem estava andando certo. No entanto, de
repente a FAB- Força Aérea Brasileira chegou para colocar disciplina na casa. Algum louco xingou um Coronel Aviador pela freqüência livre, virou bagunça e todo mundo dançou. A freqüência usada na época 125.80Mhz era a mais tumultuada do Pará. Todo mundo falava com todo mundo dando sua posição a cada minuto na esperança de ser localizado no caso de um pouso forçado na mata virgem. Os aviões na maioria das vezes voavam em formação, dezenas deles no ar fazendo uma mesma rota. Uma loucura que as vezes era quebrada pela monotonia dos regressos sem passageiros de retorno, batendo lata.

 

Dois ou três se encontravam no céu e para descontrair aquelas puxadas descomunais tipo montanha russa, seguida de uma perda total em gritos de alegria pela freqüência. Quem deve se lembrar bem disso é o Gere, o Amorr(Ceará), o Martinho(Charles Bronson). O Cmte. Gere aprendeu a voar no colo do pai, que era piloto do governo do Estado de Goiás, e hoje vive em TUCUMÃ. O Cmte. Amorr veio do Ceará por que havia pousado um bimotor perdido na noite em uma rodovia e perdera o emprego. O Cmte. Martinho era de Goiás, mas veio de Manaus-AM onde voava hidroaviões e vivia chorando por uma mulher. Cada qual tinha uma historia própria, um motivo, uma esperança, um sonho, uma ambição e um único objetivo: ganhar muito dinheiro para sair bem daquela vida arriscada, cheia de sacrifícios e muito suor.

 

A saudade hoje bate forte, mas persistir arriscando a vida, contando unicamente com a sorte é burrice. Afinal um homem prevenido vale por dois neste mundo curioso onde não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Assim muitos fizeram o pé de meia como eu e caíram fora, pois quem muito quer por fim acaba sem nada, principalmente quando a historia tem um final triste. Nas lembranças ficaram os bons momentos, os amigos, nossos irmãos que comungavam a mesma trilha e que hoje cada qual seguiu um curso. São eles os inesquecíveis: Cmte. ZECÃO (José Giafonni, piloto Stock Car de São Paulo-SP), Cmte. TÚLIO e os seus C-180 (PT-AZY e PT-DKV), MARTINHO, GERÊ, CEARÁ, KIKO, SOUZA, SILVIO, VILELLA, CHAMBARI, BOSQUINHO, MARTINELLI, JEROMINHO,JURUNA, VILLAMIL,DURVALINO,JUAREIS,CARDILLE, DIVINO MARAVILHOSO e os desaparecidos mais tarde tragicamente: o SARDINHA no garimpo e o BUZINA no Rio Araguaia.

 

Quem não voou no garimpo, mas colocou TUCUMÃ de ponta cabeça foi o Comandante CATALÃO que agitou a bandeira e trouxe muita gente para a região, um Co-piloto do governo de Goiás que espalhou a fofoca. O ROCHINHA, sócio com o irmão que voava na VASP comprou um Cessna-182 Skylane Robertson Stoll, levou para lá, não conseguiu voar e ficou em terra controlando os vôos que empreitava para os pilotos que por ali apareciam para voar. Até que muita coisa aconteceu premeditando o trágico acontecimento final, o qual ceifou vitimas num acidente agravado pelo fogo.
As brigas, o mecânico PORTO, ex-FABiano, o MIGUEL ARGENTINO e seus aviões. Tudo tinha sabor de aventura, como uma longa novela repleta de capítulos emocionantes envolvendo pioneiros, onde ficou gravado o calote que levamos dos índios e de alguns cantineiros que não pagaram os seus vôos e nós não recebemos a nossa sagrada comissão.

Em todo lugar existem os mais loucos. Aqueles, Omo o BOSQUINHO e o VALÉRIO que operavam o EMBRAER CORISCO em pista de garimpo, onde nem mesmo o helicóptero da FAB gostava muito de, aleijado de um pé num acidente com um Cessna-170, quebrou um monte de aviões que passaram pelas suas mãos até que se perdeu com um velho Cessna-210 no meio da fumaça durante um vôo de navegação e acabou jogando o avião numa quiçaça de fazenda perto de Redenção-PA, deixando os passageiros assustados e em pânico. Sem contar a pilonada do AMORR na pista do Maginco, alagada, cujo show assisti de camarote em companhia de outros pilotos que iam ali aterrar. Em conseqüência um garimpeiro estourou o olho no painel do C-182 e todos saíram  machucados quando o avião ficou de barriga para cima. Quem  não prestou  muita atenção no ocorrido, pensou que o avião havia pousado, pois tudo aconteceu rapidamente. Teve até um  louco que distraidamente, vendo o avião parado próximo a cabeceira da pista, gritou na freqüência: – que lindo pouso curto AMORR !
Certa vez fugindo de um  temporal, dos tais que ocorrem quase  todas as tardes em locais isolados do Pará e da Amazônia com  muita chuva e fortes ventos, num velho Cherokee-260 “Pathfinder”, transportando em um saquinho de papel um quilo de duzentas gramas de ouro no retorno da Pista Nova para o boteco do Zé Ceará comprador de ouro em TUCUMÃ, acabei encontrando o GERÊ num  malhado Cessna skylane também fora de rota tentando contornar a chuva e os fortes ventos. Nesta altura eu já estava perdido quando vi o Rotating de cauda do C-182, fiz contato na freqüência e segui na cola aos solavancos em meio aquela escuridão provocada por um enorme CB. Fomos parar em um pista no pé de um  morro, numa tal VILA REAL onde só existia uma barraca construída de troncos de coqueiros e madeira nativa, servindo como ponto de apoio à expedições que pesquisavam  ouro na região. Chegamos ali com muita chuva e violentos ventos de superfície, onde pousamos e a água malhou para valer. Só saímos dali depois que o temporal passou na boca da noite. Estávamos a apenas uns quinze minutos de vôo de TUCUMÃ e nunca mais ali voltei.
O mais triste eram os vôos na fumaça onde surgem as miragens. Visões de posições e pontos conhecidos no horizonte por onde temos que passar. Voando num  rumo tal, de pois de tantos minutos por exemplo tem que passar numa garganta ou ao lado de um  morro visivelmente reconhecido em dias de céu claro em contraste com o horizonte. Percorrendo a mesma rota feita muitas vezes ao dia num vai e vem, na época da bruma seca quando estamos envoltos nela, a visibilidade é restrita e prejudicada fortemente. O piloto determina o tempo de vôo até a posição conhecida e durante o desenrolar do vôo, desejando ver a tão esperada referencia , começa até a imaginá-la, pois conhece perfeitamente, gravada em sua mente nos mínimos contornos. Assim no anseio de se orientar entre a fumaça esquece da bussola e imagina estar vendo tal posição e como uma miragem ele vai até lá. E quando se aproxima da referencia visual, acreditando ser verdadeira, ela desaparece. Tudo se torna mais perigoso quando a imaginando ver outro ponto conhecido e já gravado no subconsciente, arrisca ir até lá para conferir o que imagina ver e nada encontra, onde acaba se perdendo.
Nessas horas que o piloto tem que confiar na bussola, compensar o vento, acreditar no tempo sem procurar referencias visuais imagináveis, que nesta altura do campeonato acabam desaparecendo. Tranqüilidade acima de tudo deve andar lado a lado com quem se propõe voar nessas condições. E, no entanto ninguém consegue voar descontraído numa condição destas. Assim, depois de um grande susto, passei fazer como os menos corajosos, ficando em terra firme por vários dias até que a fumaça nos permitisse voar com  maior segurança, sem arriscar ainda mais o pescoço.
Muitos pilotos tentaram arriscar a sorte em TUCUMÃ, mas acabaram voltando para trás com suas frustrações. Foi o que ocorreu com o Cmte. Wellinton do Aero Clube de São Paulo-SP, que tanto eu e posteriormente o Cmte. Vilella de Itú-SP levamos para conhecer as pistas e o tipo de operação no garimpo, mas acabou desistindo. Foram tentativas em vão, pois sua capacidade técnica, sua coragem, seu preparo, não foram suficientes para enfrentar a empreitada. Ainda bem, que como o Wellinton, alguns perceberam  logo cedo que não possuíam aptidão necessária e desistiram, regressando sem deixar marcas. Quem não se lembra do mecânico de aviação particular do Cmte. Dimas, aquele que de vez em quando colocava o NDB 255 de TUCUMÃ no ar, principalmente na época da bruma seca. O radiofarol era de propriedade particular da Construtora Andrade Gutierrez e estava sempre necessitando de manutenção. Seu alcance era pequeno, mas ajudava os navegadores.
Outros mecânicos de aviação a quem devemos os constantes desempenhos dos nossos aviões foram: BENEDITO DE SOUZA( o Marabá), o ÊNIO AVELAR DE SOUZA e o PORTO. Eles ficaram. Pelo menos eu os deixei  lá, quando resolvi vir embora. E com eles ficou TUCUMÃ, uma civilização que nós pilotos de garimpo da época vimos nascer. Hoje uma cidade, um exemplo de realismo e coragem de muitos homens. Onde estarão hoje meus amigos Pilotos de Garimpo.

Fonte: Blog Aventureiro do Ar, Cmt Delfino

 

 

ABAIXO VIDEOS QUE MOSTRAM A SAGA DO CMT ARMANDO PALLA  JUNIOR  NO GARIMPO CONTADA POR ELE MESMO

Abaixo o depoimento do nosso colega  José Pessoa Filho, Cmt Bidu para os mais chegados

Alberto, Voar na Amazônia  é algo inexplicável, é muita aventura, muita adrenalina, muita coragem, e muita solidão, pois não se avista muita coisa a não ser selva, e rios, é como se a cada minuto de voo a é algo conquistado com muita bravura, pois é só você e a maquina e qualquer pane o pouso é inevitavelmente fatal, com muita sorte você posaria em cima de uma castanheira de 30 metros de altura, na minha época de garimpo eu era bem mais jovem e que hoje a coragem é curta para encarar tamanha imensidão de desafio, voei CESSNA 182/206/210 monomotores e voei algum tempo em um CESSNA 310 BIMOTOR, piloto em garimpo é REI, tem privilégios, tem prestigio, pois muita gente depende dele para levar suas cartas, dinheiro para mãe, trazer remédios, levar policia para organizar garimpos, e às vezes a terra virava TERRA SEM Leiva muitos crimes bárbaros, briga por OURO, POR TERRA, briga por nada, SE EU DISSER PARA você que sinto saudade daquela época, poderei dizer que sim e muito também dizer que não, perdi grandes amigos pilotos no garimpo por acidentes, por malária e por ulcera gástrica, se for descrever toda a minha trajetória de piloto daria para escrever um bom livro e que com certeza seria um best sellers, pois assim diz o grande rei roberto Carlos “foram muitas as emoções “hoje o garimpo é um verdadeiro aglomerado de cidades fantasmas onde os que ainda insistem nesta atividade sofrem muito com o desolamento”“. E todos que tenho noticia que foram contemporâneo meus no Pará embora a época fossem milionários estão hoje nas grandes cidades sendo motoristas de táxi ou dono de supermercado em periferia, pois diz a lenda que quem da terra o ouro tirou ou morreu na miséria ou jamais prosperaras e nem um centavo ficará para contar a historiareis que é a maldição do ouro, exemplo maior de um garimpeiro chamado de zé arara que tinha 20 aviões, e hoje vive de favores na cidade de Parnaíba assim dizem quem o conheceu, sem contar com historias de pessoas que são taxistas no aeroporto pinto Martins que eram grandes garimpeiros no tapajós-Pará.

47 comentários sobre “Aviação de garimpo, os kamikases da amazônia

  1. Parabéns! Esta é uma daquelas leituras que nos faz viver na mente os acontecimentos. Merece um documentário.

  2. morei na região de ourilandia de 1983 a 1995 conheço todas as pistas na qual vc voou, hoje tá tudo desmatado. transformarao tudo em pasto… em tucumã nem aeroporto existe mais… depois que a vale implantou uma mineradora em ourilandia construiram um aeroporto lá, tem voos diarios para algumas partes do brasil… o bosquinho ainda reside em são felix do xingu…adorei seu blog…hoje moro em anápolis-go… quase todo ano vou a são felix visitar parentes…. um abraço…

  3. Sou PAiva de Minas Gerais,mas faço meu curso de Piloto Comercial no Rio de Janeiro,estou fazendo meus voos como se fosse em GArimpo,somente pousos curtos e decolagens curtas e fora os treinos para livrar obstáculo.Gostaria de saber como consigo emprego no garimpo,quero muito voar em garimpo,sempre foi minha vontade,alqguém pode me aconselhar ou me indicar algum lugar?

    Paiva

  4. Cmt Paiva, obrigado pela sua audiência, quanto a sua solicitação recomendaria procurar o Cmt Pessoa, celular 8789-0813. conhecido por nós na intimidade como Bidu, que trabalhou muitos anos como piloto de garimpo e certamente lhe dará valiosas dicas, Boa sorte

  5. Boa tarde Srs,

    Li esta reportagem e me identifiquei demais. Sou checado PC/Multi/IFR e gostaria de tentar a vida no garimpo também, como disse o amigo Paiva. Como eu deveria proceder para buscar vagas? Devo ir até lá? Ligar para o telefone acima?
    Agradeço muito qualquer ajuda dos Srs. Sou um piloto totalmente novato. Apenas 210 hs de vôo.

    abs;

  6. Obrigado pela sua audiência Rafael, aqui em Fortaleza temos um amigo nosso que trabalhou muitos anos como piloto de garimpo, chama-se Bidu celular 85 8789-0813 acredito que ele possa lhe ajudar. Abraço

  7. Li a história de Armando Palla Jr, e lembrei de meu irmão Ruy Pulido, que foi como êle, e desapareceu já fazem 10 anos. Não sabemos aonde o avião dele caiu ou se foi levado por outras causas, sómente sabemos que êle desapareceu com o avião inclusive, não tivemos nenhuma notícia, apenas alguns comentários que êle partiu de Santarém PA, e nunca mais voltou. Se alguém souber do Comandante Pulido, ou simplesmente Pulido, entrar em contato. Obrigado

  8. O primeiro comentario deve ser algum FABIANO que escreveu falando em sanções da lei,acredito que ele eu não teria coragem de ser piloto de garimpo,mas tenho total admiração das suas aventuras;Sou piloto que não tive muita sorte com burocracia do extinto DAC hoje ANARCquia me dei mal porque falei pra um major que ele não era homem de palavra devo ter umas 1000 horas de võo e 25 horas de acrobacia feitas em Pirassununga no cocho voador PT 19.fui um dos cobaias de um malfadado curso que houve em 1967 que se chamava CFI que foi um merda. Um dia enviei uma carta pedindo reconsideração para o meu caso foi umas tres paginas.
    Com apenas 10 linhas me responderam só com ameaças e protocolando em todos deptos do DAC não me entregaram as carteiras prometidas do curso intensivo que fizemos, que virou um curso padrão pois o DAC só nos forneceu apostilas duas apostilas da EAPAC e uma outra de meteorologia cheio de erratas mas eu fui o pivo de melhoramentos do nosso curso porque nossos instrutores tinham menos conhecimentos de que nós os alunos não vou citar o nome do Aeroclube pra não causar polemicas .Hoje tenho 72 anos meu brvet de piloto privado e 10497 os de IPE e PC o DAC esta me devendo, eu tinha uma apostila emprestada do meu querido e sudoso instrutor o boletim tecnico numero 2 que até hoje não tem nada equivalente ou melhor que esta edição. Abraços a aviação perdeu um profissional responsavel mas a agricultura ganhou um tecnico em tratores que sou, trabalhei na MF do BRASIL no depto de engenharia como mecanico de protótipos com diversas menções honrrosas na carteira de trabalho me sinto muito satisfeito em ajudar produzir alimentos para a humanidade.TCHAU FUI DECIO

  9. Desculpe a demora em publicar sua carta Décio, é que dei uma folguinha para merecidas férias, mas fica aqui seu desabafo, mas no Brasil é assim, muitas vezes uma indicação política vale mais que uma competência técnica. Obrigado e volte sempre.
    PS: Poderia nos mandar alguns causos interessantes ocorrido na sua carreira de piloto? , muito agradeceríamos

  10. Meu presado Alberto eu tenho coisas [cabeludas] pra contar sobre corrupção dentro do DAC daquela época quando eu estiver mais a vontade vou revelar muita coisa que fiz, ví fazer dentro do DAC parece que hoje esta pior com esta ANACkia agora que somente tem burocrata que anda de avião como passageiro,pelo menos naquela época apesar de uns fabianos aposentados ou afastados de suas funções por problema de saude ou pscologico participavam de funções no DAC e aí de quem contrariasse suas decisões estava ferrado. Abraços Decio

  11. grandes cmtes aprendi a voa com um cmte que voo muito nos garimpos de roraima ele voava dc3 na epoca valeu muito a pena a poca experiençia que aprendi

  12. Grandes Cmts, grandes instrutores, aqui em Fortaleza temos o prazer de conviver com o Cmt Wildemar da TAM, além dos AirBus o Cmt Wildemar constroi e dá instrução de aeromodelos aos amigos. Ele é o cara.

  13. Boa tarde alguem ai conheçeu o Valdebrando “Cherim” que voava em Apiacas e em Alta Floresta e faleceu em 1989 na queda de um Cesnna?

  14. Boa noite sou piloto privado de aviao com 57horas e gostaria de voar no arimpo para completa as horas de pc voei o ab115 c150 c152 estou precisando de uma oportunidade.Obrigado.

  15. Ola pessoal,eu conheco bem a vida do garimpo,não trabalhei nele,mas perdi muitos amigos que conheci durante meu trabalho na aviação.
    Trabalhei por 14 anos no Campo de Marte,conheci o sr Adair Ruiz e outros que agora não lembro e muitos que morreram trabalhei na Flytec Serviços aeronautocos Antiga Fujiwara,vendendo peças e acessorios para os aviões que tanto gosto demais.
    hoje sou aposentado mas lembro sempre de meus amigos que sacrificaram suas vidas por uma melhor.
    e hoje como esta?não sei eu gostaria de saber.
    um grande abraço ao pilotos corajosos e valentes

  16. Obrigado pela participação Marcio Bastos, mas apesar das perdas que lamentamos profundamente, muitos jovens pilotos , seja por espírito de aventura ou mesmo por uma questão de sobrevivênciam almejam trilhar por estes caminhos tortuosos porém gloriosos pela conquista e pelo sublime ofício da arte de voar, vão em frente jovens ícaros e encarem os ceus azuis dos nossos faiscantes garimpos, e que o Superior os protejam.

  17. Minha familia chegou nesta epoca aqui, eu tinha 10 anos, legal as fotos e a historia emocionante. parabéns aos desbravadores.

  18. OH AMIGO! QUASE MORRO DE SAUDADES DAQUELES TEMPOS DO GARIMPO, VOCÊ ME FEZ LEMBRAR DE QUANDO EU TINHA 6 ANOS E FUI MORAR NO GARIMPO DE NOVO MUNDO ( MATO GROSSO) – NÃO SEI SE VOCÊ JÁ OUVIU FALAR- E EU FICAVA HORAS OBSERVANDO OS AVIÕES, ESPECIALMENTE O DO PILOTO CHAMADO ZÉ DO RIO, POIS AVIÕES FOI SEMPRE MINHA GRANDE PAIXÃO, PENA QUE NÃO TIVE OPORTUNIDADE DE SEGUIR ESSE CAMINHO, MESMO ASSIM SINTO UMA ENORME NOSTALGIA SÓ DE OUVIR O RONCO DE UM MONO OU BIMOTOR A PASSAR. MUITO OBRIGADO!

  19. BOA TARDE, JÁ TIVE A OPORTUNIDADE DE VOAR TANTO COM ARMANDO COMO COM PALLA JUNIOR, ESSES CARAS SÃO D+. Á TAMBEM TIVE A OPORTUNIDADE DE PILOTAR UMC210, E UM C206 PERTENCENTES A MEU PAI, UM EX GARIMPEIRO, INFELIZMENTE Ñ CONSEGUI NEM O BREVET, MAS MINHA PAIXÃO PELA AVIAÇÃO DE PEQUENO PORTE ME LEVOU A A DAR ESSA OPORTUNIDADE A MEU FILHO, TALVES ASIIM EU ME SINTA REALIZADO… ABRAÇOS A TODOS AQUELES Q UM DIA TIVERAM A OPORTUNIDADE DE VOAR NOS GARIMPOS DA AMAZONIA. JÁ IA ESQUECENDO, PEGUEI UMA CARONA COM O COMANDANTE MACONHA… UMA LENDA!

  20. MACONHA COMO TODOS NÓS APAIXONADOS PELA AVIAÇÃO SABEMOS É UMA LENDA DA AVIAÇÃO BRASILEIRA, UM CARA QUE ENRIQUECEU E EMPOBRECEU VARIAS VEZES DURANTE SUA VIDA COMO PILOTO E GARIMPEIRO QUE FOI, TUDO A CUSTA DOS GARIMPOS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA E PERUANA, O KARA FOI UM ÍCONE E SERVIL DE INSPIRAÇÃO P/ MUITOS PILOTOS DA ATUALIDADE, INCLUSIVE ELE ATÉ CHEGOU A PARTICIPAR DO PROGRAMA DO JÔ, DENTRE TANTOS Q VOARÃO COM ELE AQI EM MINHA CIDADE AINDA EXISTE UM EROI” COMANDANTE ARTUR”, DO PROGRAMA VOECOMIGO, UM EXCELENTE PILOTO, ASSIM COMO JUNIO E ARMANDO PALLA.

  21. E o Cmte Dourado, que também virou lenda na região de redenção ”
    Moro na cidade e volta e meia surge alguma historia dele.
    Grande ícone da aviação!

  22. Srs, Boa tarde. Sou Rogerio tenho 31 anos de idade, sou casado e tenho uma filha de 7 anos. Desde criança sonho em ser piloto, gostaria de realizar esse sonho porem muitos me afirmam que estou velho para iniciar nessa carreira. Tenho muita vontade de voar, vcs sabem se tem alguma empresa de garimpo ou taxi que oferece oportunidade para pessoa iniciar nessa carreira. Fiz teórico do PP e falta fazer as horas mas devido ao meu baixo salario não tive oportunidade de voar. Alguem poderia me dar norte?

  23. Boa tarde Rogerio, está no ar sua solicitação, acredito que em breve alguém lhe dará maiores esclarecimentos, obrigado pela sua audiência

  24. Boa tarde senhores comandantes.. Após ler esse blog fiquei muito feliz e emocionado ao mesmo tempo.. Sou piloto e estou no começo de profissão, da presente to morando em redenção no para pra terminar de checar a carteira se piloto comercial!! Fiquei feliz pelo conhecimento que acabei de adquirir com essas espetaculares histórias e emocionado pelo fato de um desses desbravadores ter sido meu avô.. Sou neto do LUIS CHAMBARI e tenho orgulho de tentar poder carregar esse sobrenome na aviação.. Obrigado a todos e bons vôos sempre

  25. É Impressionante poder ler histórias assim de uma aviação que parece tão distante da gente.
    Eu sou piloto e fico abismado com a coragem de alguns pilotos que se aventuram desse jeito desfrutando de tal liberdade. A gente fala fala de aviação, mas quem voo no garimpo vira lenda.
    Pena que o Ouro mexe tanto com as pessoas que depois dos passar dos anos não o resta nada, e muito triste, mas ainda o sobram a lembranças.
    Hoje em dia ainda existe aviação de garimpeiros? eu vim pro MT voar e pensei que iria poder ter o prazer de ter contato desse tipo de aviação mas aqui em Cuiabá é só Táxi Aéreo mesmo.

  26. Alberto,
    Parabens pelo Blog… pela história publicada acima…pelos videos do Armando e do Junior…são sem dúvida os melhores pilotos de Navajo que conheci…posso afirmar isto porque fui eu que chequei o Junior para PC, num dos Navajos do Armando…nao foi um voo apenas…entrei para o garimpo com ele…fomos a Pista do Armando, de lá fomos ao Patrocínio e voltamos para Itaituba…fui padrinho de casamento do Júnior.
    Também voei dois anos em Itaituba, depois de uma rápida passagem por Boa Vista…foi nos anos 88 e 89.
    Abraço
    Albrecht

  27. -Olá,sou primo cestari,um admirador da aviação de garimpo,e um ex-quase piloto. Fiz o curso de PP.no aeroclube de maringá-PR-no anode1972-sendo o presidente do aeroclube-Satochi Nakayama-e meus instrutores de vôo-NICO – consegui ser aprovado nos exames teóricos-cujo brevet-guardo até hoje como uma relíquia-porém na parte prática-que fazíamos paralelo ao teórico,voei 25 horas em um paulistinha CAP4-cujo manche era uma alavanca tipo trator.-OK.como o aeroclube de Maringá na época só tinha 03 aviões,sendo 02m paulistinhas e 01 PIPER-PA-18-tivemos um dos paulistinhas e o piper embargados pelo DAC.por falta das revisões necessárias-e o terceiro justo oque sobrou da frota,era o CAP-4-QUE EU IRIA ME BREVETAR-mas ocorreu uma falha em um dos pousos efetuadas por outro aluno,um médico de Marialva,que durante o pouso conseguiu entortar uma das asasdo paulistinha. Pronto,foi aí que o meu tão almejado brevet dançou.Pois eu não tinha condições financeiras para terminaro curso em outra cidade,como fizeram outros alunos,que foram voar em Londrina ou MARILIA- .Acabou por aí?-Não fui para APIACÁS-MT tentar voar sem o Brevet,pois na epócaeu sabia de casos de pessoas voando sem brevet,por lá.. (continua na próxima por motivodo tamanho da narração.)-

  28. -(continua)- voltando um pouco,na narração anterior eu disse-meus instrutores de vôo,porque na verdade foram 02 NICO E MATTOS,voei com os dois mas foi com o Mattos que fiz aquele treinamento de pouso e decolagem,há exaustão,quase 2 horas seguidas por dia de pouso e decolagens,até conseguir fazer aproximação e pouso suave,sem que apista escorregasse,. Num domingo de sol brilhante,o mattos avisou-nos que não estaria no aeroclube,pois iria até porto-guaira participar de evento de aniversário da cidade,promovida pelo prefeito,com apresentação de vôos rasantes de vários aeroclubes regionais,etc.Só que lá ocorreu uma tragédia com omattos,a pista era uma rua da cidade e havia grande movimentação de gente por causa da festa,e ao arremeter seu cesnna ele colheu de cheio um grupo de garotas que atravessaram inadvertidamente a pista,havendo mortes e uma grande tragédia nolocal. Desde então nunca mais ví o mattos novamente,muito tempo depois soube que ele estava voando em serra-pelada-no pará. no auge dos garimpo de lá. (volto em breve)-

  29. Meu amigos pilotos, tbem sou piloto, nao estou na ativas um pena mais presenciei muitas dessa aventura e fiz muitas amizades, tive o privilegio de conhecer muitos cmtes. inclusive ROGERIO MACUNHA, Cmte Palla , Jr. Palla , Cmte.Maí, Cmte. Delano Raik, Cmte.Bido, Manel teortia , Cmte .Arthur meiu amigo, cara tem muita gente boa meus cunhado e amigos Cmte. Peninha e comt. Pé. so que viveu e conviveu com a aviaçao de garimpo, muito esse blog vamos vivenciar esses momento e pra quem esta começando vai ai uma grande esperiencia proficinal e de vida um Grande Abraço!!!

  30. Só discordo do amigo quando afirma que é um mero admirador da aviação, na minha humilde opinião as pessoas que curtem a aviação são seres privilegiados que captaram a beleza estética e tecnológica desta grande conquista da ciência humana. Parabéns Raimundo pelo seu bom gosto e volte sempre

  31. OLÁ,VOCE CONHECEU ANTONIO BENEDITO DE MORAES,ELE MOROU EM TUCUMÃ NOS ANOS 90 E FALECEU EM 96

  32. Na verdade não, pois esta matéria foi remetida por quem viveu estas aventuras fantásticas, procure então pelos nomes citados e com certeza obterá êxito em sua busca. Obrigado pela sua audiência

  33. fiz um grande show com beto pirilampo e biroka no hotel das araras. biroka balançando nos dois pés de um tamborete alto, o público tentando adivinhar a hora da queda mas no final foi beto que caiu naquela piscina imensa sem querer. fomos tratados com os três reis magros.

  34. Trabalhei em varios garimpos de itaituba. O Armando começou trabalhando com o Ruy mendonça no garimpo do marupa. O rui foi quem começou o garimpo mecanizado no tapajos.

  35. Amigo Alberto,Realmente seu relato e nossas conversas foram bem relatadas aqui,no tempo em que voei no garimpo,muitos heróis voavam na região,tais como o Cmte.MAMÁ,Cmte Alemão,Cmte Dourado,Cmte Pena,Cmte Rui Ratinho,Cmte Pantera,Cmte Albenor,Cmte Maconha,Cmte Cabeça,Cmte Vier,Cmte Andrade e muitos outros,realmente era adrenalina pura,muitos contam as historias e outros ficaram na historia,tempo bom,muita aventura,aqui fica o meu abraço a todos que gostam da aviação assim como eu,e um abraço maior a todos que tiverm a oportunidade de estar no garimpo assim como eu.

  36. Falou Bidu, amigos comandantes desta época mandem seus causos para cá, garanto que todos irão curtir suas experiências, autênticos desbravadores do garimpo nas selvas do Brasil

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