Decisão pró-aborto do Conselho Federal de Medicina é criticada

brasilsplashSe “por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação” ela quiser abortar, segundo o Conselho Federal de Medicina, os médicos deverão atender a demanda. O posicionamento da associação se alinha à proposta da reforma do Código Penal Brasileiro que retira a ilicitude do ato neste caso.

A decisão do CFM foi tomada no início de março mas divulgada somente quinze dias depois, talvez para chocar coma visita da presidente Dilma ao novo Papa.

A população brasileira é majoritariamente a favor da vida e contra o aborto. Não se demorou para uma série de ações desencadearem contra a proposta do Conselho.

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Manifestantes em frente ao Cremec

A Comunidade Católica Shalom, Missão de Brasília, lançou em sua página no Facebook uma nota de repúdio e  uma imagem que até o encerramento deste pôst  já possui quase 31 mil compartilhamentos. Para a Comunidade a discussão sobre o aborto ultrapassa os limites religiosos. “Assim como o Conselho Federal de Medicina se posicionou publicamente favorável ao Aborto até a 12ª semana de gestação, nós queremos nos manifestar, também publicamente, que repudiamos tal postura.
Não se trata apenas de uma questão religiosa, mas humanitária, de progresso e ordem social”, diz a nota.

O Movimento em Favor da  Vida (Movida) emplacou uma potente manifestações em frente ao Conselho Regional de Medicina (Cremep) na manhã deste sábado, 23. Para uma das manifestantes, a médica obstetra Emília Moura, “o médico é formado para defender a vida e não tirá-la. Qualquer médico com posição favorável ao aborto não é digno de ocupar um cargo que represente a classe médica”. O médico pediatra e neonatologista Marcos Moura de Almeida defende que a decisão só poderia ter sido tomada após um debate com a categoria.

A postura do Conselho contrasta com o juramento de Hipócrates, realizado por cada profissional ao assumir o compromisso com a sociedade. Diz o texto da jura: “Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva”.

 

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