Bento XVI tocou em assuntos espinhosos

bentoxvi” Um papa aberto a temas da modernidade” tem se tornado uma espécie de refrão repetido a exaustão por alguns setores da opinião pública quando se refere ao novo líder da Igreja Católica.

Alguns comentaristas, jornalistas e colunistas se posicionam como dos mais assíduos fieis da fé católica e ditam como querem o novo papa e como juízes maliciosos  tentam reduzir o papado  de Bento XVI a alguns escândalos e  supostas brigas pelo poder nos bastidores do Vaticano.

Na verdade, Bento XVI tocou nos temas mais espinhosos que se possa pensar, de dentro e fora da Igreja. O que ele não pode fazer – e é isso que exige a opinião pública –  é apoiar o aborto, a distribuição de contraceptivos, união de pares homossexuais. Isto não fez Bento, nem fará o novo Papa, pois antes de obedecer aos homens precisa obedecer por primeiro a Cristo, fundador da Igreja.

Destaco algo interessante do atual papa, ele mantinha desde os tempos de cardeal um encontro anual com ex-alunos onde se dialogava sobre os mais diferentes e controversos assuntos.

Em 2012 o 36º encontro  com ex-alunos aconteceu em agosto e ecumenismo foi o tema central. Um dos convidados foi   o representante evangélico Ulrich Wilckens. Noutras reuniões já foram pautas temáticas relacionadas ao evolucionismo, criacionismo, nova evangelização e até mutação.

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Sobre os escândalos de abuso sexual por parte de membros da Igreja há uma extensa produção que pode ser acessada por qualquer pessoa, assim tenha boa vontade de compreender o pensamento do papa e as enérgicas atitudes tomadas para sanar esta chaga e evitar crimes futuros.

Portanto,  conjecturar que a Igreja viverá um tempo de renovação por estar fora do bastião de Bento XVI é um equívoco e grande desconhecimento sobre o vasto conteúdo deixado pelo magistério do papa alemão.

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