Bento XVI: “Panzer da Misericórdia”

Por Tobias Cortez *

Tobias Cortez na Praça de São Pedro. Imagem: arquivo pessoal.
Tobias Cortez na Praça de São Pedro. Imagem: arquivo pessoal.

Sempre admirei Joseph Ratzinger. Desde a época em que era Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Na época, conhecido como o “Cardeal Tanque” pela imprensa maldosa e sensacionalista. Mas até do apelido eu gostava. Para mim ele era mesmo um “Panzer”, passava mesmo por cima de tudo para defender a pureza da nossa fé.

Minha admiração por Ratzinger começou quase que por osmose. Se o cara (desculpem a audácia!) era tão próximo a JP2 (João Paulo II), homem de extrema confiança, que o acompanhou desde os primórdios de seu pontificado, não poderia ser um qualquer né? Pois é, não era! Bastou ler alguns textos para a “admiração por osmose” ter vida própria.  Pôxa, ele tem “só” oito (isso mesmo!!) Doutorados, fala seis idiomas fluentemente, foi colaborador do Concílio Vaticano II e, ainda mais por isso, em toda a sua vida foi fiel a Deus e à fé católica.

Essa admiração cresceu ainda mais quando li pela primeira vez sua Homilia de abertura do Conclave que falava sobre a Ditadura do Relativismo (na minha humilde opinião, a mais impressionante que já li!). Confesso que “torci” para que aquele conclave terminasse com a fumaça e o Ratzinger vestidos de branco! Mas seria impossível, aos olhos humanos. Joseph já tinha 78 anos, já havia pedido por três vezes aposentadoria, estava cansado… Seria impossível, se a Igreja fosse governada por mãos humanas, como insistem em dizer alguns jornalistas “especialistas” em Vaticano e jogos de Futebol de Botão.

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 Pois bem. O Para era Bento XVI! E essa admiração se transformou em amor quando comecei a acompanhar bem de perto seu Pontificado. Suas cartas, homilias, catequeses. O Papa Tanque resolve escrever sobre o Amor. Passa por cima de nós como um tanque mesmo, o tanque da Misericórdia de Deus!  Nos presenteia com um verdadeiro tratado sobre a Esperança. Eleva os meios de comunicação, entra nas redes sociais, twita!!

Esse amor cresceu e se transformou em filiação quando, no seu Pontificado, fomos, nós da Comunidade Católica Shalom, Blog  Ancoradouroreconhecidos definitivamente como um dom para a Igreja. Já estava bom né, se Deus não tivesse me dado a honra, o presente de por duas vezes me encontrar com ele. Uma vez no inesquecível encontro de Madrid, na JMJ 2011, onde vivi a maior aventura de toda a minha vida. E o segundo, em Roma, quando recebemos de suas mãos a aprovação definitiva dos Estatutos Shalom.

Tudo estava indo muito bem, quando, no dia 11 de Fevereiro de 2013, recebo a notícia: O Panzer renunciou! E agora?! O que houve?! Alguns dias se passaram, muitas boboquices da imprensa também e Bento XVI me surpreende mais uma vez. Que humildade! Quanta sabedoria! Num mundo onde ditadores e políticos se apegam ciosamente ao poder. Onde as pessoas querem para sempre ficar jovens e produtivos, Bento XVI diz: “Deus me chama a servir a Igreja de um modo mais compatível com minhas forças e idade”.

Oito anos de Bento XVI. Oito anos de um testemunho de fé, humildade, oração, sabedoria. Oito anos de um Tanque, não de guerra, mas de Misericórdia. Eu só posso me encher ainda mais de carinho, admiração e muito amor por este homem impressionante! Obrigado Bento XVI. Eu te amo!

 * Tobias Cortez é administrador de empresas, consagrado na Comunidade Católica Shalom e autor do Blog Plateia Digital.

4 thoughts on “Bento XVI: “Panzer da Misericórdia”

  1. SUA SANTIDADE BENTO XVI: O GRANDE DESMISTIFICADOR DE FARSAS!
    A 05/12/09 um grupo de bispos do Sul do Brasil, à época em visita “ad limina” ao S Padre Bento XVI, em sua exortação pastoral a eles citou quanto à periculosidade da Teologia da Libertação infestando dioceses no Brasil, ainda em plena vigencia, usando de termos nada diplomáticos, fugindo aos termos usuais, classificando-a de “rebelião, divisão, dissensão, ofensa, anarquia”, e que de igual forma redundava em “grande sofrimento e grave perda de forças vivas”.
    E ainda: “É verdade que desde as origens, mais acentuadamente, porém, nestes últimos anos, o pensamento marxista se diversificou, dando origem a diversas correntes que divergem consideravelmente entre si. Na medida, porém, em que se mantêm verdadeiramente marxistas, estas correntes continuam a estar vinculadas a certo número de teses fundamentais que não são compatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade”. (Libertatis Nuntius), daí derrubando as falsas teorias comunistas de igualitarismo e fraternidade entre pessoas e povos.
    Sabemos que a Teologia da Libertação é disseminadora do MARXISMO CULTURAL, a doutrina da Igreja socializada, subvertida em ideologia marxista nos laboratorios de engenharia social, sendo intimamente vinculada ao PT como parceira em doutrinamentos, apoios e ações, como no recente congresso na UNISINOS-RS, sendo agentes comunistas sob aparencias de sacerdotes católicos, atuando em muitas paroquias, CEBs, CIMIs, CPTs, em acampamentos do MST…
    Também, em sua ida a Erfurt, antiga Alemanha Oriental comunista, o S Padre Bento XVI classificou o nazismo, fascismo e comunismo de “chuvas ácidas”; ao nazismo e fascismo chamou-os de “peste negra” e ao comunismo de “peste vermelha”.
    Aplicam-se as classificações de igual forma aos apoiadores do marxismo, como eleitores, membros e militantes, sendo o acima apenas algumas de suas ações.

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